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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sete cordas (Raphael Rabello / Paulo César Pinheiro)

Para os amigos-irmãos de violão, uma canção linda linda que acabou de me tocar a alma.

Sugiro que escolham um momento solitário e silencioso para ouvir essa canção que é uma oração. Sugiro também que ouçam a canção quando estiverem perto do violão, porque dá vontade de começar a tocar e nunca mais parar. Thales Branche


   
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas
Do meu violão tocando

E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem porquê
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção

E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo-me envolver
Pelo braço do meu violão

E o peito meu
Fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí que eu
Sinto a mão de Deus
Na minha mão.

Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas

E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas

E aí começo a ver
Que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou
Por todo o meu caminho

E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção
Falando de você,
Amigo violão,
Que comigo estaráAté eu morrer.

domingo, 15 de maio de 2011

Abelhas são vítimas dos celulares

Fonte da imagem: Wikimedia Commons/Autor Jon Sullivan)

               Daniel Favre, pesquisador do Swiss Federal Institute of Technology (EPFL), ou Instituto Federal Suíço de Tecnologia, afirma que as chamadas realizadas por celulares podem matar abelhas. O estudioso e sua equipe realizaram 83 experimentos para registrar as reações desses insetos.
Expostas a celulares que realizavam chamadas, as abelhas emitiram sons dez vezes mais altos do que normalmente emitem. Depois de algum tempo, os insetos apresentaram movimentos desnorteados, até que pousaram e morrerem.
               Esses ruídos mais altos são utilizados pelas abelhas para alertar o restante da colônia sobre perigos – um sinal para abandonar o local. Os campos eletromagnéticos são os responsáveis pela indução dos insetos a emitirem o sinal de aviso, oferecendo sérios problemas para colônias inteiras. Clique aqui para conferir a pesquisa publicada por Favre.

domingo, 8 de maio de 2011

A divisão do estado do Pará


Com o desmembramento, a Amazônia passará a contar com dois novos Estados: o Carajás e o Tapajós. O Pará é atualmente é a segunda maior unidade federativa brasileira

RODOLFO BORGES
BRASÍLIA – O Estado do Pará é grande. A segunda maior unidade federativa do país tem 1,24 milhão de quilômetros quadrados, área que, na opinião dos deputados federais Lira Maia (DEM-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA) torna o estado ingovernável. É sob esse argumento que os parlamentares defenderam e conseguiram aprovar na Câmara um plebiscito para o desmembramento do Pará em três estados, a partir da criação de Carajás e Tapajós. O plebiscito sobre a criação de Carajás já seguiu para promulgação e o de Tapajós deve passar mais uma vez pelo Senado, porque sofreu alteração na Câmara. A ideia dos defensores da divisão é juntar as duas propostas em apenas um plebiscito, que deve ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará num período de até seis meses após a promulgação.
Se confirmada a divisão pela população local, Tapajós seria o maior dos três estados em questão, com 58% da atual área do Pará, 27 municípios e 1,3 milhão de habitantes, a oeste. Carajás, que ficaria com as porções sul e sudeste, teria 39 municípios (25% do território atual) e 1,6 milhão de habitantes. Ao Pará restariam 86 municípios onde se localizam atualmente 4,6 milhões de habitantes. A criação dos estados implicaria na insEituição de mais duas estruturas governamentais no país, algo que no Brasil costuma custar mais do que o necessário. Mas os defensores da proposta repudiam qualquer possibilidade de aumento de gastos, pelo menos além do que as regiões envolvidas necessitem. O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) criticou o baixo quórum da sessão que aprovou os projetos.
Defensor da criação do estado de Tapajós, o deputado Lira Maia refuta as críticas. “O bolo de recursos da União vai ser dividido do mesmo jeito”, disse o deputado ao Brasil 247. Segundo o parlamentar, o custo-benefício da divisão do Pará supera qualquer argumento contrário à ideia, tendo em vista que regiões desassistidas atualmente passaria a ser alcançadas pelo Estado. “Temos dois laboratórios vivos na criação do Tocantins a partir de Goiás e na separação de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados veem crescendo num ritmo três vezes maior que o Brasil”, argumenta Maia.O deputado também diz que não seria necessário abrir novas vagas no Congresso Nacional, pois os estados dividiriam a atual cota de senadores e deputados do Pará.
O deputado lembra que o estado do Tapajós já é discuto há mais de 150 anos. “Ainda no Brasil Império, no estudo da divisão da terra da Amazônia, foi sugerida a criação da província do Tapajós”, disse, acrescentando que nos últimos 20 anos a discussão voltou à tona. Os plebiscitos chegaram a ser aprovados por unanimidade no Senado no ano 2000, e, desde então, os projetos aguardavam deputados que se interessassem pelo tema para seguir tramitando. Segundo o deputado Giovanni Queiroz, líder do PDT e defensor da criação do estado de Carajás, já existe até uma emenda de R$ 8,6 milhões no Orçamento deste ano para a realização do plebiscito.

Leia mais: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/governador-do-para-diz-apoiar-consulta-sobre-divisao-do-estado-20110505.html

sábado, 7 de maio de 2011

Madalena Mendonça em Níver

O dia 06 de maio é um dia especial, o dia em que o planeta terra recebeu de presente a minha irmã Madalena Mendonça, filha de Fran Mendonça e Antônia com mais dez irmãos, mãe de dois filhos maravilhosos (Rafael e Rodolfo), mulher de fibra, decidida, despojadas de preconceitos, humilde, comprometida com tudo que faz, sua vida é pautada na ajuda aos humildes e aos que precisam. Madalena chega abdicar das suas responsabilidades para dedicar-se a causa do outro.
Madalena, você pode ser considerada uma vencedora. Quem a conhece, sabe o quanto já fez por esse estado, ocupando vários cargos de relevância com dedicação integral. Contribuiu com o INCRA na década de 70, Prefeitura Municipal de Belém, governo do Estado do Pará e outros setores que aqui não vou mencionar.


Quiséramos nós sermos detentores do espírito extrovertido que acompanha a Madalena.  
A você irmã de todos nós, rogamos a Deus pela sua saúde e vida longa. Continue como você é: uma personagem autêntica nesse mundo de representação da vida.

Um beijão!

Armando Mendonça

sábado, 16 de abril de 2011

Estratégias de sobrevivência dos povos das águas


Resumo: As estratégias de sobrevivência dos Povos das Águas nos minifúndios de várzea do estuário do Rio Amazonas é o mote do presente estudo. A ênfase recai sobre o ambiente insular, possuindo como referência a Ilha Quianduba, situada no Município de Abaetetuba, no Estado do Pará. O espaço geográfico selecionado foi objeto da ação estatal, quando o Governo Federal, no ano de 2006, interveio na região, por intermédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e da Gerência Regional do Patrimônio, e viabilizou a transformação de um imóvel rural com área de 2.810,9039 hectares, sob jurisdição da União, num Projeto de Assentamento Agro-Extrativista, considerado uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, na modalidade Reserva Extrativista, por equiparação. As informações sobre as famílias, em número de 600, foram coletadas por intermédio de entrevistas de campo que, depois de tabuladas e confrontadas com a realidade, permitiram fazer inferências sobre as comunidades que integram o projeto, gênero, grau de parentesco, moradia, tempo de ocupação da área, hierarquia da ocupação, tamanho das posses, faixa etária dos componentes das famílias, renda familiar, educação, saúde, saneamento, associativismo, lazer, cultura, extrativismo do açaí, pesca do camarão, olarias, caça, pesca e utilização de crédito rural. As conclusões obtidas estão relacionadas com o reconhecimento de direitos dos moradores que passaram a integrar a base de dados do INCRA, sendo sujeitos de direitos e obrigações, quebrando o paradigma do sistema de inquilinato constituído até então. Foi possível fazer uma distinção dos modelos de desenvolvimento vigentes no Brasil, com a dicotomia “commodities” versus sustentabilidade. O emprego de políticas compensatórias pontuais sem considerar uma visão de médio prazo é incapaz de produzir melhoria nas condições de vida dos ribeirinhos, pois a ausência de assistência técnica, crédito rural, infra-estrutura e documentação da terra é constatação cabal dessa assertiva. Caso os recursos naturais da Ilha continuem a ser explorados na atual escala, sem que haja atendimento às disposições reguladoras de seu uso, poderão levar a uma situação definida por Hardin (1968) como a tragédia dos comuns. A observação da relação de simbiose do Homem com a natureza é a visão mais otimista desta proposta.



Autor: Aurimar Francisco Viana da Silva

 


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tenho medo...

Nos chamados tempos modernos somos acometidos por medos variados. Este texto é uma espécie de salvo conduto para minimizarmos as nossas angústias em relação aos nossos empregos, as perdas de entes queridos e a própria inquietação da aventura humana de viver.


Um casal de amigos enviou-me um fax com um pedido: que lhes mandasse os nomes dos livros que tenho sobre o medo. Explicaram a razão do pedido: tinham medo... E pensavam que pela leitura daquilo que sobre o medo se escreveu como ciência e filosofia, o seu próprio medo ficaria mais leve.

Procurei fazer o que me pediam. Pus a funcionar os arquivos da minha memória, procurando identificar os livros sobre o medo que estariam na minha biblioteca. Inutilmente. Nenhum título me veio à mente. Dei-me conta de que não possuo nenhum livro sobre o medo. Sem livros a que recorrer, pus-me a pensar meus próprios pensamentos sobre o medo. E o primeiro pensamento que me veio foi o seguinte: Eu tenho medo. Eu sempre tive medo. Viver é lutar diariamente com o medo. Talvez esse seja o sentido a lenda de São Jorge, lutando com o dragão. O dragão não morre nunca. E a batalha se repete, a cada dia.

Como não pudesse ajudar meus amigos com bibliografia filosófica e científica, resolvi compartilhar com eles minha condição. O medo tem muitas faces. Lembro-me de que, bem pequeno ainda, acordei chorando, imaginando que um dia eu estaria sozinho no mundo. Foi uma dura experiência de abandono. Tive medo de não ser capaz de ganhar a minha vida quando meu pai e minha mãe partissem. Na verdade eu tinha era medo da orfandade, do abandono. Minha filha Raquel tinha não mais que três anos. Era cedo, bem cedo. Ela me acordou e me perguntou: “Papai, quando você morrer você vai sentir saudades?“ Essa foi a forma delicada que ela teve de me dizer que tinha medo da saudade que ela iria sentir, quando eu partisse. O rosto do medo mudou. Mas o sentimento continua o mesmo. Tenho medo da solidão. Há uma solidão boa. É a solidão necessária para ouvir música, ler, pensar, escrever. Mas há a solidão do abandono. Buber relata que, numa língua africana, a palavra para dizer “solidão“ é composta de uma série de palavras aglutinadas que, se traduzidas uma a uma, dariam a frase: Lá, onde alguém grita: Oh! mãe! Estou perdido! O trágico dessa palavra é que o grito nunca será ouvido, nunca terá resposta. Tenho medo da degeneração estética da velhice. Tenho medo que um derrame me paralise, deixando-me sem meios de efetivar a decisão que seria sábia e amorosa: partir. Tenho medo da morte. Antigamente esse medo me atormentava diariamente. Depois ele se tornou gentil. Ficou suave. Passei a compreender que a morte pode ser uma amiga. Veio-me à mente uma frase que se encontra na oração Pelos que vão morrer, de Walter Rauschenbusch: “Ó Deus, nós te louvamos porque para nós a morte não é mais uma inimiga, e sim um grande anjo teu, nosso amigo, o único a poder abrir, para alguns de nós, a prisão da dor e do sofrimento e nos levar para os espaços imensos de uma nova vida. Mas nós somos como crianças, com medo do escuro...“ (Orações por um mundo melhor, Paulus ). O Vinícius disse a mesma coisa de um outro jeito: “Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada, ela virá me abrir a porta como uma velha amante, sem saber que é a minha mais nova namorada.“ Boas são as palavras das orações e dos poemas: elas têm o poder de transfigurar a face do medo. Meu medo da morte ficou suave porque o seu terror foi amenizado pela tristeza. Ah! Mário Quintana! Como eu gosto de você, velho que nunca deixou de ser menino! Você sabia tirar o terror do medo rindo diante dele. Você lidava com seus medos como se fossem brinquedos. Delicioso, esse brinquedinho: “Um dia...pronto!...me acabo./ Pois seja o que tem de ser./ Morrer: que me importa? O diabo é deixar de viver!“ Isso mesmo. O terrível não é morrer; é deixar de viver. O terrível não é o que está à frente; é o que deixamos para trás. É um desaforo ter de deixar essa vida! Zorba, quando percebeu que seu momento chegara, foi até a janela, olhou para as montanhas no horizonte, pôs-se a relinchar como um cavalo e gritou: “Um homem como eu teria de viver mil anos!“ E eu pergunto: “Por que tanta modéstia? Por que só mil?“

Mas tenho medo do morrer. Medo da morte e medo do morrer são coisas distintas. O morrer pode ser doloroso, longo, humilhante. Especialmente quando os médicos não permitem que o corpo que deseja morrer, morra.

Tenho medo também da loucura. Não há sinal algum de que eu vá ficar louco. Mas nunca se sabe! Muitas mentes luminosas ficaram insanas. E tenho medo de que algo ruim venha a acontecer com meus filhos e netas. Sábias foram as palavras daquele homem que, no livro onde deveriam ser escritos os bons desejos à recém-nascida neta do rei, escreveu: “Morre o avô, morre o pai, morre o filho...“ Enfurecido, o rei lhe pede explicações. “Majestade: haverá tristeza maior para um avô que ver o seu filho morrer? E para o seu filho: haveria tristeza maior que ver sua filhinha morrer? É preciso que a morte aconteça na ordem certa...“ Tenho medo de que a morte não aconteça na ordem certa.

Somos iguais aos animais, em que as mesmas coisas terríveis podem acontecer a eles e a nós. Mas somos diferentes deles porque eles só sofrem como se deve sofrer, isto é, quando o terrível acontece. E nós, tolos, sofremos sem que ele tenha acontecido. Sofremos imaginando o terrível. O medo é a presença do terrível-não-acontecido, se apossando das nossas vidas. Ele pode acontecer? Pode. Mas ainda não aconteceu e nem se sabe se acontecerá.

Curioso: nós, humanos, somos os únicos animais a ter prazer no medo. A colina suave não seduz o alpinista. Ele quer o perigo dos abismos, o calafrio das neves, a sensação de solidão. A terra firme, tão segura, tão sem medo, tão monótona! Mas é o mar sem fim que nos chama: “A solidez da terra, monótona, parece-nos fraca ilusão. Queremos a ilusão do grande mar, multiplicada em suas malhas de perigo...“ (Cecília Meireles).

A pomba, que por medo do gavião, se recusasse a sair do ninho, já se teria perdido no próprio ato de fugir do gavião. Porque o medo lhe teria roubado aquilo que de mais precioso existe num pássaro: o vôo. Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama.

O medo não é uma perturbação psicológica. Ele é parte da nossa própria alma. O que é decisivo é se o medo nos faz rastejar ou se ele nos faz voar. Quem, por causa do medo, se encolhe e rasteja, vive a morte na própria vida. Quem, a despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa sobre a morte. Morrerá, quando a morte vier. Mas só quando ela vier. Esse é o sentido das palavras de Jesus: “Aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á. Mas quem perder a sua vida, a encontrará.“ Viver a vida, aceitando o risco da morte: isso tem o nome de coragem. Coragem não é ausência do medo. É viver, a despeito do medo.

Houve um tempo em que eu invocava os deuses para me proteger do medo. Eu repetia os poemas sagrados para exorcizar o medo: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum...“ “Mil cairão à tua direita, dez mil à tua esquerda, mas nenhum mal te sucederá...“ A vida me ensinou que esses consolos não são verdadeiros. Os deuses não nos protegem do medo. Eles nos convidam à coragem de viver a despeito dele.

Aperitivos

1. Talvez essa seja a razão por que amamos o circo: porque nele podemos sentir medo sem correr perigo: voamos com os trapezistas, equilibramo-nos no fio de aço, enfrentamos tigres e leões... Experimentamos, na fantasia, o medo diante do terrível, assentados num lugar seguro...

2. Bachelard: a delicadeza das suas meditações sobre a luz da vela acontece perante o medo de que um vento mais forte apague a chama: “Sim, a luz de um olhar, para onde ela vai quando a morte coloca seu dedo frio sobre os olhos de um morto?“ E no último parágrafo ele pergunta: “... será que ainda há tempo...?“

3. Drummond: “Eterno (mas até quando?) é esse barulho em nós de um mar profundo. Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos afundamos...“ E o Vinícius, que confessava o “terrível medo de renascer dentro da treva.“ (Correio Popular, Caderno C, 22/07/2001.)


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Homenagem da família Mendonça ao tio Celini Emanuel Lages de Mendonça

Os anos passam, fazemos história involuntariamente, traçamos um projeto de vida, nos lançamos em busca das realizações pessoais, enfim, vivemos. O tempo passa, fazemos retrospectivas das vivências esperimentadas, marcamos os momentos de felicidades e procuramos não relembrar dos momentos que de qualquer forma serviram para mostrar se acertamos ou se erramos.

No dia 02 de abril de 1936, nasceu em Itaituba Celini Emanuel Lages de Mendonça, filho de Manoel Lauro Figueira de Mendonça e Maria Madalena Lages de Mendonça, irmão de Fran Mendonça, Laurinho, Eládio, Luiz Landozi(Lulu), Consolo, Nonato, Consuelo e João Mendonça. Contituiu família com Noemi Couto de Mendonça, pais de quatro filhos: Ana Cláudia, Denise, Flora e David.
Hoje, é o reconhecido pai coruja da Flavinha.

Celini, hoje aposentando, teve uma carreira profissional no Banco do Brasil, onde desempenhou suas funções com brilhantismo. Trabalhou na Agência Centro em Belém, instalou a Agência do BB em Itaituba onde foi o "gerente pioneiro" juntamente com seu sub-gerente Felipe Kaluf, após transferiu-se para o BB na grande Fortaleza. A paixão pela natureza e pelo majestoso Rio Tapajós, o fez retornar à sua terra de origem, fixando residência no seu sítio “Shalon” no Pauninzinho, onde desenvolveu suas potencialidades do homem que está sempre em sintonia com a natureza.

Seu hobby predileto eram a caça e a pesca, as quais sempre as fez com responsabilidade, respeitando os princípios de preservação das espécies. Hoje Celini curte a sua aposentadoria entre as cidades de Itaituba (Paraná-Miry) e Santarém.

Tio Celini, em reconhecimento ao ser humano que você representa à nossa familia, aí vão algumas palavras de carinho da sua cunhada e sobrinhos:

Celini, cunhado, foi muito boa nossa convivência. Hoje estamos longe, mas perto em pensamento.
Um Feliz Aniversário!
Antônia Mendonça


Um Feliz Aniversário! Saudades quando o Senhor estava hospedado em casa, que sentávamos para bater aquele papo, regado a hamburguer e sem se importar com a dieta.
Um abraço do Fran, Fátima, Alan, Alana e Gabriel.

Apesar da distância o senhor mora no meu coração.
Parabéns pelo seu aniversário. Amo-te!
Ana Clara

Tio, amo você, lembro muito quando morávamos na Vila Maria da Glória, lembra!
Feliz Aniversário. Beijos!
Madalena, Rafael e Rodolfo

Tio, saudades dos nossos passeios no Barco Comandante Lages e dos cafés da manhã.
Feliz Aniversário!
Flávia e Luiz Antônio

Tio Celini, parabéns, amo muito o senhor. Lembro-me dos aracús assados. Kkkkk
Beijos!
Paulo Sérgio Mendonça

“Impossível deixar de lhe fazer uma homenagem no seu aniversário”! Impossível deixar de lembrar das nossas brincadeiras no "Comandante Lages"!
Impossível esquecer aqueles peixes e cambeuas que comemos às margens do nosso lindo e querido Rio Tapajós e depois de comer, cada um na sua rede a contar lorotas, rir e curtir a noite, tudo muito vivo na minha memória, o senhor, tio Lauro, Lene, Benildo e eu, muito legal! Sinto muita saudade.
Feliz aniversário! Saúde e paz! Te amamos muito.
Dica



IRON MAIDEN - Aeroporto de Belém

terça-feira, 29 de março de 2011

Blog do NERUDA

O E-MAIL E O POETA

Poesia é aquele gênero que todo mundo adora, mas só meia dúzia lê. Nunca figura na lista dos mais vendidos. O poeta, pra virar conhecido, precisa ganhar prêmio, ter seus poemas musicados ou, sei lá, inspirar algum filme de sucesso. No meu caso, as três coisas aconteceram. Nunca me faltou reconhecimento. Mas o que me deixou famoso, postumamente, até mesmo na parada de ônibus, foi o filme O Carteiro e o Poeta. Lembram? Essa película fez muito sucesso na década de 90. Era o filme que todo mundo gostava de gostar.

O enredo era mais ou menos esse: durante o meu exílio político em uma charmosa e bela ilha da Itália (na verdade me exilei na fria Isla Negra – pertencente ao Chile), para manter a minha correspondência em dia, eu contrato um carteiro extra. Esse sujeito, quase analfabeto, aprende, através da convivência comigo, a escrever seus sentimentos por sua amada. Ele acaba conquistando-a (depois dizem que a poesia não serve pra nada). E eu, em troca, ganhei um ouvinte atento e compreensivo para as lembranças saudosas de minha pátria.

Estou contando isso porque, esses dias, eu li num caderno de informática que o e-mail vai desaparecer. Os autores do artigo sustentam que as mensagens enviadas através de redes sociais, telefones celulares e comunicadores tipo Messenger estão relegando ao velho e-mail o papel de trafegar apenas as informações comerciais. Mais ou menos o que aconteceu com a nossa caixa de correspondência, que hoje não passa de um amontoado de contas e malas-diretas nos vendendo coisas que não precisamos. Com exceção de uma oferta de pílulas azuis sem receita que estão muito em conta, mas isso não vem ao caso agora.

O e-mail ainda era o último elo natural com a arcaica carta de papel. Mesmo que seu envio fosse instantâneo e sem selo, sua lógica obedecia aos princípios de sua antecessora. Há muita gente preocupada com o embate livro físico x livro digital. Mas vejo poucos atentos a um gênero literário que está com os seus dias contados: a correspondência. Gênero esse que já produziu obras de grande relevância, como Carta ao Pai de Kafka, Na missiva, Kafka fazia um ajuste de contas com seu autoritário pai. No fim, nem a enviou ao seu progenitor, ficou com medinho. Nos dias de hoje, essa pérola literária seria reduzida a um mero SMS dizendo: pai, larga do meu. Abs K. E o mundo ficaria sem saber que aquelas loucuras envolvendo baratas, absurdos e burocracia até que eram bem razoáveis, para quem teve um pai como aquele. Falar em pai, o da psicanálise teve a correspondência de mais de 34 anos com sua filha, Anna, reunida em livro. E assim curiosos e profissionais puderam estudar a intimidade de Freud. Se esse material fosse produzido hoje, só teríamos coisas como:
- Chegou bem, filha?
- Cheguei.
- E o seu id e o seu superego também?

Num mundo onde é possível se comunicar a qualquer hora, em qualquer lugar e de diversas maneiras, a carta deixou de ser útil, perdeu seu sentido original.

Uma pena. Os livros de correspondência nos forneciam outro tipo de dado sobre a intimidade, registravam com muita naturalidade os momentos individuais e coletivos. Mas não adianta reclamar. É um caminho sem volta e rápido. Em breve, a revista CartaCapital se chamará SMS Capital, Papai Noel só receberá tuites das crianças e condutores precisarão tirar DM de motorista. Uma coisa será boa. Livros como Cartas Entre Amigos de Gabriel Chalita e padre Fábio de Melo também deixarão de existir.

POSTADO POR: Neruda

Revista Capital ANO XVI Nº 638 - 23/03/2011





terça-feira, 22 de março de 2011

Iminente Isolamento...2


A situação caótica do aeroporto de Itaituba já se arrasta por mais de seis anos, sendo que por conta das falhas em sua estrutura, várias empresas aéreas deixaram de operar na região. Segundo a Anac, dentre os maiores problemas do aeroporto estão falta de luminárias na pista e a ausência de uma viatura para os bombeiros no combate a incêndio. Até mesmo a torre de controle de vôo foi desativada no ano passado, sendo que hoje apenas um grupamento da Infraero orienta os pilotos que atuam na região. Ironicamente, na década de 80, o aeroporto de Itaituba chegou a ser considerado um dos mais movimentados do mundo, registrando mais de 300 pousos e decolagens diariamente, por conta da intensa atividade garimpeira, que sustentava a economia de toda a região oeste do Pará. O governo do Estado ficou de liberar uma verba emergencial para sanar os problemas do aeroporto, só não sei se isto ocorreu até o momento, porque pelo que se sabe a liberação total do aeroporto de Itaituba ainda não ocorreu efetivamente.


Eu pergunto onde estão as pessoas que falam: eu sou prefeito, eu sou o deputado estadual, eu sou o deputado federal, eu sou o promotor da comarca de Itaituba que não tomam uma providencia de fato por essa região? Ah! Minha querida Itaituba porque sofres, padeces de todo esse mal? O meu sentimento é impotência e este é o pior dos sentimentos, porque não posso realmente fazer nada a respeito. Como cidadão, não posso ficar calado diante desta situação. Rebelem-se Itaitubenses, façam alguma coisa, façam uma passeata, um protesto pacífico é claro, mas demonstrem sua indignação.
Altair Viana

domingo, 20 de março de 2011

Carta Do Ausente Vinicius de Moraes

Meus amigos, se durante meu recesso virem por acaso passar a minha amada peçam silêncio geral.

Depois apontem para o infinito.

Ela deve ir como uma sonâmbula, envolta numa aura de tristeza, pois seus olhos só verão a minha ausência.

Ela deve estar cega de tudo o que seja o meu amor (esse indizível amor que vive trancado em mim num cárcere mirando empós seu rastro).

Se for a tarde, comprem e desfolhem rosas à sua melancólica passagem, e se puderem entoem cantus-primus.

Que cesse totalmente o tráfego e silencie as buzinas de modo que se ouça longamente o ruído de seus passos.

Ah, meus amigos, ponham as mãos em prece e roguem, não importa a que ser ou divindade por que bem haja a minha grande amada durante o meu recesso, pois sua vida é minha vida, sua morte a minha morte.

Sendo possível soltem pombas brancas em quantidade suficiente para que se faça em torno a suave penumbra que lhe apraz.

Se houver por perto um hi-fi, coloquem o "Noturno em sí bemol" de Chopin.

E se porventura ela se puser a chorar, oh recolham-lhe as lágrimas em pequenos frascos de opalina a me serem mandados regularmente pela mala diplomática.

Meus amigos, meus irmãos (e todos os que amam a minha poesia), se por acaso virem passar a minha amada salmodiem versos meus.

Ela estará sobre uma nuvem envolta numa aura de tristeza o coração em luz transverberado.

Ela é aquela que eu não pensava mais possível, nascida do meu desespero de não encontrá-la.

Ela é aquela por quem caminham as minhas pernas e para quem foram feitos os meus braços, ela é aquela que eu amo no meu tempo e que amarei na minha eternidade - a amada una e impretérita.

Por isso procedam com discrição mas eficiência: que ela não sinta o seu caminho, e que este, ademais ofereça a maior segurança.

Seria sem dúvida de grande acerto não se locomovesse ela de todo, de maneira a evitar os perigos inerentes às leis da gravidade e do momentum dos corpos, e principalmente aquele devidos à falibilidade dos reflexos humanos.

Sim, seria extremamente preferível se mantivesse ela reclusa em andar térreo e intramuros num ambiente azul de paz e música.

Oh, que ela evite sobretudo dirigir à noite e estar sujeita aos imprevistos da loucura dos tempos.

Que ela se proteja, a minha amada contra os males terríveis desta ausência com música e equanil.

Que ela pense, agora e sempre em mim, que longe dela ando vagando pelos jardins noturnos da paixão e da melancolia.

Que ela se defenda, a minha amiga, contra tudo que anda, voa, corre e nada; e que se lembre que devemos nos encontrar, e para tanto é preciso que estejamos íntegros, e acontece que os perigos são máximos, e o amor de repente de tão grande tornou tudo frágil, extremamente, extremamente frágil.
Por Jade Guilhon.






terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres Ousadas

Gosto, sim, de mulheres ousadas, daquelas que não têm receio de assumirem-se lindas, sexys e maravilhosas. Mulheres que sabem bem o que querem - e o que não querem! - sem se importar com conceitos antiquados ou tabus.

Mulheres de um novo tempo: o tempo delas! O tempo de elas serem tudo o que podem e o que quiserem ser, após tanto tempo de repreensão. Mulheres ousadas são, sim, mulheres que ultrapassam fronteiras, são verdadeiras agentes de transformação de uma sociedade ainda tão hipócrita.

Gosto de mulheres ousadas, por que reconheço que as mulheres têm todo o direito do mundo de assumir sua feminilidade, de aproveitarem as coisas boas da vida, e de serem imensamente felizes - até por que poucas coisas no mundo são tão belas quanto um sorriso feminino. E eu simplesmente adoro o sorriso das mulheres ousadas.

Augusto Branco

Colaboração Michelle Corrêa

Tico Tico Fortissimo- Guitar Quartet

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sábado de Zé Pereira e Terça-Feira Gorda. Saiba a origem dos nomes

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MARÇO DE 2011


Sábado de Zé Pereira e Terça-Feira Gorda. Saiba a origem dos nomes

Eu não abro mão da tranqüilidade de Belém, no carnaval. Ai sobra tempo, para saber de onde vem essa história de Segunda e Terça -Feira gorda.


O historiador Leonardo Dantas explica a origem dos nomes de batizam o início e o fim da folia de Momo.

O Sábado de Zé Pereira começou a ser chamado assim ainda no Brasil Colônia, quando grupos de portuguesese saíam às ruas tocando grandes tambores e anuciando o começo do Carnaval. Esse grupos ficaram conhecidos como Zés Pereiras.

A Terça-Feira Gorda é último dia antes do início da Quaresma – período de 40 dias no qual os católicos não podem comer carne. Aí já viu. E naquela época a igreja botava na inquisição quem descumprisse a norma. O povo caía nos prazeres da carne. Literalmente!

Contribuição do Sílvio Júnior:



quarta-feira, 2 de março de 2011

Câmara aprova projeto que proíbe revista íntima de mulheres

Multa para empresas que descumprirem norma é de R$ 20 mil. Proposta ainda tem de ser aprovada pelo Senado para virar lei.


Robson Bonin Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3) projeto de lei que proíbe a revista íntima de mulheres em empresas e órgãos públicos. A matéria prevê multa de R$ 20 mil para quem descumprir a norma e R$ 40 mil em caso de reincidência. De autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o projeto segue agora para o Senado.

De acordo com o texto da matéria, as revistas íntimas de mulheres serão permitidas apenas nos presídios e terão de ser realizadas por funcionárias. A multa pelo descumprimento da lei será revertida aos órgãos de proteção dos direitos da mulher.

Segundo Alice, a intenção da matéria é evitar abusos e resguardar o direito da mulher à intimidade, e não facilitar a prática de crimes. “Não estamos pugnando pela impunidade e não queremos que eles passem incólumes.”

Ainda de acordo com a deputada, o projeto aprovado pela Câmara representa uma resposta a dezenas de denúncias de abusos contra mulheres em estabelecimentos públicos e privados. "Constatamos que um grande número de trabalhadoras são constrangidas a se submeter diariamente à revista íntima ao fim da jornada de trabalho", argumentou a deputada.






segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Palhaços Trovadores divertem centenas de famílias na Estação das Docas


"Trouxe ela para que desde cedo saiba se divertir de maneira tranquila". A declaração é da professora de educação física, Tamila Alcântara, que levou sua filha Ana Luisa neste domingo (27) para pular Carnaval com os Palhaços Trovadores na Estação das Docas. Com apenas dois anos, a menina já gosta de dançar e é estimulada pela mãe a gostar da Folia de Momo.

Tamila também levou o sobrinho Victor Gabriel, de nove anos para a apresentação especial dos clowns no projeto Teatro ao Pôr-do-Sol, promovida pela Organização Social Pará 2000, e Secretaria de Estado de Cultura. O espetáculo reuniu crianças, jovens, adultos e idosos que sorriram, dançaram e brincaram com o grupo.

"Bené, onde você estiver alegria sempre", declarou o diretor geral dos Palhaços Trovadores, Marton Maués, dedicando a apresentação ao filósofo Benedito Nunes, morto na madrugada de domingo. Segundo ele, Nunes era fã dos clowns e sempre esteve presente nos espetáculos. Os palhaços fizeram uma homenagem especial cantando diversos sambas ao filósofo.

"Ó Abre Alas"

A peça "Ó Abre Alas" resgata os antigos carnavais e a partir de cada marchinha cantada vão sendo encenadas as mais curiosas situações. Entre as personagens, foliões fantasiados, blocos de sujos improvisados, pessoas extravagantes e os mascarados.

A trilha sonora é bem conhecida: "Mamãe eu quero", "Quem não chora não mama", "Aurora", "Bola Preta", "Cachaça", "Bandeira Branca", "Máscara Negra", entre outras. A vendedora, Delma de Fátima, 43 anos, conhece bem o espetáculo. "Sempre que eles se apresentam a gente vem assistir. Gostamos muito porque cada vez que eles se apresentam é diferente", afirmou.

Ela levou à Estação o neto Kauã, de um ano, fantasiado de homem aranha. "Trouxe porque sei que aqui é seguro e confortável, ideal para mostrar para ele como o Carnaval é bom", disse Delma se referindo às vantagens da programação cultural na Estação das Docas.

A vendedora revelou, ainda, que é fã do Boi Veludinho, grupo de Boi de Máscara que se apresenta no próximo sábado (5), quando o complexo realiza o tradicional Bailinho de Carnaval. Às 17h30, tem início a festa que foi planejada especialmente para as famílias.

Além do Boi Veludinho em cortejo pela Estação, o evento terá a apresentação da Banda de Fanfarra liderada por Téo Pérola Negra, que tocará marchinhas, sambas enredos e outros ritmos. As atrações serão acompanhadas de oficinas de máscaras de garrafas PET e pinturas de rosto comandados pela ONG NoOlhar.

Kassya Fernandes - Ascom Pará 2000

Academia anuncia vencedores da 83ª edição do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou na noite deste domingo (27) os vencedores da 83ª edição do Oscar. "O discurso do rei" foi o grande destaque da noite. Confira abaixo os principais vencedores e a lista completa de prêmios.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pará perde o filósofo Benedito Nunes

Faleceu, na manhã deste domingo (27), Benedito Nunes, professor, filósofo, crítico e ensaísta paraense de renome internacional. Segundo o Hospital Beneficente Portuguesa, Benedito foi encaminhado às 20h da noite deste sábado (26), para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O filósofo já estava internado no Hospital há oito dias. O falecimento ocorreu às 10h45 de hoje.

Segundo o hospital, Benedito Nunes tinha uma úlcera e estava com hemorragia no estômago. Pela manhã ele sofreu uma parada cardio respiratória e veio a óbito.

O corpo de Benedito Nunes está sendo velado na Igreja de Santo Alexandre, no Complexo Feliz Lusitânia, em Belém. Nesta segunda-feira (28) haverá uma missa, de corpo presente, homenageando o filósofo na mesma igreja.

Também nesta segunda-feira (27), está marcada a cerimônia de cremação do corpo do filósofo no Cemitério Max Domini, em Marituba, região metropolitana de Belém.

Veja imagens do filósofo paraense

Paulo Chaves, secretário de Cultura lamentou sobre a morte de Benedito. 'Estamos todos muito abalados com a perda do Benedito. Além da saudade do amigo, fica o exemplo do intelectual impecável, do ensaísta rigoroso e do professor generoso de tantas gerações. É uma perda enorme!', lamenta.

Nota de pesar - Em nota goverandor Simão Jatene, lamenta o falecimento de Benedito Nunes. 'Em nome de todos os paraenses, agradeço a inestimável contribuição do mestre Benedito José Nunes à cultura do país. A sua dedicação como escritor, crítico de arte, filósofo e professor é irretocável. Mais ainda, sua grandeza como paraense se revelou quando recebeu convites irrecusáveis para trabalhar em outros centros, no Brasil e no exterior, mas escolheu o Pará como destino e lugar para viver e construir a sua vasta e admirável trajetória intelectual. O Pará, reconhecido, saberá honrar a sua memória.'

Quem também enviou nota a redação foi a Associação de Docentes da UFPA (Adufpa). 'A ADUFPA se solidariza aos familiares do professor Benedito Nunes e aos milhões de paraenses enlutados por esta perda inestimável. Com sua grandeza intelectual, Benedito Nunes deixa saudades, mas ficará eternizado por meio de suas obras, que muito deram orgulho e contribuíram para a cultura do país e para o desenvolvimento do conhecimento amazônico.'

Histórico - Benedito José Viana da Nunes nasceu em 21 de novembro de 1929, em Belém, onde viveu até hoje. Em 1952, graduou-se na Faculdade de Direito do Pará e, entre 1949 e 1960, lecionou Filosofia e História. Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Estado, onde ensinou Ética e História da Filosofia, de 1954 a 1960. No ano seguinte, foi contratado pela Universidade Federal do Pará, para a qual elaborou o projeto de criação do Curso de Filosofia, inaugurado em 1975. Em 1998, Bendito Nunes recebeu o título de Professor Emérito da UFPA.

Benedito Nunes era especialista em analisar obras de escritores renomados, como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa e Fernando Pessoa. O autor se intitulava autodidata e eterno aprendiz.

Entre suas obras: O Mundo de Clarice Lispector (1966); Poesia de Mário Faustino (1966); Farias Brito: Trovas Escolhidas (1967); O Dorso do Tigre (1969); Leitura de Clarice Lispector (1973); Oswald Canibal (1978); O Livro do Seminário (1983); Passagem para o Poético: Filosofia e Poesia em Heidegger (1986); O Tempo na Narrativa (1988); A Paixão Segundo GH/ Clarice Lispector (1988); O Drama da Linguagem: uma Leitura de Clarice Lispector (1989); O Crivo de Papel (1999) e Hermenêutica e Poesia — O Pensamento Poético(1999).

Em 2010, Benedito foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis, oferecido pela Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo conjunto de sua obra. O Prêmio Machado de Assis é o principal prêmio literário brasileiro, oferecido pela ABL. Ele é concedido, anualmente, desde 1941.

http://www.orm.com.br/


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alex Roberto (vulgo Biro-Biro), sonhos e realizações

Sempre batemos na mesma tecla, precisamos de bons colaboradores nos órgãos governamentais, independente da esfera. Precisamos de pessoas inteligentes, interessadas e principalmente criativas.

Nada melhor do que citar o Alex Roberto, filho de Francisco Bandeira e da Chiquita como nós a chamávamos. Hoje Alex é contador, curso superior na Universidade da Amazônia – UNAMA, experiência em controle interno (a menina dos olhos dos tribunais), trabalhou na Prefeitura Municipal de Ulianópolis, onde deixou as portas abertas pelo excelente trabalho ali prestado. Experiência de serviço público na Prefeitura Municipal de Trairão, sete anos de bons serviços no setor financeiro (controle interno) do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Pará – DETRAN. Vem desempenhando suas funções no Controle Interno da Prefeitura Municipal de Aveiro, ligado diretamente ao gabinete do prefeito, como ele mesmo diz: “são os olhos do Tribunal de Contas dos Municípios dentro da Prefeitura de Aveiro”.

E para mim, que sou amante da natureza, diz Alex: “Itaituba é sempre Itaituba”. Hoje saímos de manhã cedo em uma lancha para Aveiro em companhia do Senhor Prefeito e apreciávamos as belezas do nosso Rio Tapajós. Como é bonito! Já de manhã cedo, por volta de seis horas, passávamos por barreiras e admirávamos as águas límpidas do Majestoso, reluzindo como um tapete dourado pela luz do sol, procurando o seu curso. Isso me encanta!

Alex Roberto, é um símbolo de luta, cursou uma faculdade com todas as dificuldades, longe de seus pais, sofreu a perda de sua mãe, mas sempre apoiado pela família Viana, não desanimou. Foi à luta e hoje está conquistando o seu lugar pela seriedade, competência e dedicação no seu trabalho. Parabéns!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Formatura em História – UFPA, 11.02.2011

Meu filho Bernard Arthur..


Você para mim será sempre uma criança, apesar de não ser mais(sei disso). Ah! como sei. Lembro com todo carinho de sua trajetória até aqui desde o maternal, foram anos de luta e ensinamentos de parte a parte.

O meu orgulho e de sua mãe que considero uma heroína por ter força muitas vezes desumana para criá-lo, compreendê-lo porque além de vitalidade és de um temperamento forte, e nem sempre eu podia estar por perto. Mas, tudo foi superado com muita raça e dedicação por ti meu filho, por mim e tua mãe. Nós te amamos, nunca esqueça isso. Aliás, amamos todos vocês (Breno, Bruno, Amanda, Manuela e Bianca), a família inteira.

Sempre que te chamamos atenção de alguma coisa sempre é para o seu bem, para o seu crescimento, pra te dar independência e força pra você saber identificar o bem e o mal, o certo e o errado. Damos-te a base o resto é contigo.

Hoje eu tive um sonho com teu avô acho que ele me mandou dizer parabéns pela tua formatura em história, assunto que ele amava e falava sempre contigo nos papos que vocês tinham em casa.

A dimensão do teu ato é tão grande para nós meu filho que não sei como mensurá-lo. Então, imagina o tamanho da alegria de tua avó, teus irmãos, sobrinhas, primos, tios e tias.

Parabéns meu filho e te prepara para próxima etapa de tua vida acadêmica. Mestrado, doutorado...

Um grande beijo dos teus pais Altair e Socorro.

10/02/2011 - Aprovado decreto que reajusta salário parlamentar

Os deputados estaduais da 17ª legislatura vão receber aproximadamente R$ 20 mil de subsídios a partir do final de fevereiro, conforme decreto legislativo aprovado pela ampla maioria dos deputados presentes na sessão plenária. O projeto recebeu apenas um voto contra, a do deputado Edmilson Rodrigues, líder do PSOL

O aumento dos subsídios é previsto no regimento interno do Poder Legislativo, na Constituição Estadual e Federal, na razão de até 75% dos valores que recebem os deputados federais. O rebatimento, como é chamado é a adequação dos subsídios aos dos parlamentares federal do Congresso Nacional. O salário do deputado estadual na legislatura passada foi de R$ 12 mil.

O deputado Manoel Pioneiro (PSDB), presidente da Assembléia, garantiu que existem recursos para o pagamento da nova remuneração dos parlamentares. “O maior problema da Assembléia não está no salário de deputado, mas em um bocado de vantagens percebidas por funcionários e que acabam aumentando a folha”, explicou. Ele garantiu, entretanto, que os cortes serão feitos naturalmente obedecendo à legislação.

O presidente defendeu a legalidade do decreto, elaborado pelo ex-presidente Domingos Juvenil (PMDB). “A minha função, como era a dele, é defender, proteger e fazer cumprir o regimento interno e a

Constituição. Tomou-se, então, a providencia e o reajuste foi votado e aprovado em plenário”, explicou.

O deputado Edmilson Rodrigues, que votou contrário, havia solicitado a suspensão da votação para a apresentação de uma proposta alternativa de reajuste salarial dos deputados obedecendo aos mesmos índices de reajuste do salário dos trabalhadores. “Se o raciocínio da política oficial seja o de reajustar salário pelo IPC, INPC, a Assembléia deveria manter a coerência e adotar o mesmo critério, já que se fala em crise financeira”, defendeu. Ele reclamou ainda da falta de transparência na discussão do projeto de reajuste dos subsídios dos deputados.
http://www.alepa.pa.gov.br/alepa/lernoticia.php?idnoticia=4150

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma reflexão sobre a política de cobrança de dívidas comerciais

Os consumidores muitas vezes são surpreendidos por uma conta atrasada por motivos diversos: esquecimento, orçamento estrangulado ou mesmo pela displicência. Que tal se trouxesse à luz da discursão mercadológica, a política de aplicação de multas e juros, o princípio da maiêutica socrática que consiste na interrogação, inquirição, perguntas como: quanto estou devendo? Qual o juro aplicado às minhas compras? Porque eu devia “x” e hoje estou devendo “5x”? Demonstre-me a matemática utilizada nessa cobrança? Eu posso me deslocar para ir até vocês para me demonstrarem? São perguntas frequentes que fazemos e não nos damos conta da fragilidade do sistema. É assustador você receber cobranças exorbitantes com propostas de acordos (sob pressão) e imediatamente as condições são aceitas sem se dá conta de que aquele acordo não está ao seu alcance.

Assim é a política utilizada no nosso país, às cobranças em sua maioria são virtuais e não chegam a serem finalizadas devido à ineficiência dos serviços das operadoras de telefonia. A pressão psicológica continua, são várias ligações sem se completarem. Imaginem se cada empresa dessas cobrar a mais 1% de cada consumidor? De quanto seria o ganho em cima do saldo devedor? Ficam incógnitas, essas cobranças são verdadeiras? Existe seriedade por parte do empresariado? Resta-nos a incorporação da antipatia e usarmos dos nossos direitos em termos claros as operações que estão sendo realizadas, se estão de acordo com a política de juros autorizada pelo governo. Você já deve ter recebido no final do ano algumas contas de telefone, água, luz e outros, em dobro, e sem perceber efetua o pagamento. O consumidor reclama, a empresa responde: não se preocupe, a devolução virá na sua próxima conta. E aceitamos pacificamente.

Devemos estar atentos aos movimentos da política financeira e termos o cuidado de estarmos verificando, conferindo o que estamos pagando para não sermos enganados pelos grandes agiotas oficializados pelo governo sob a ótica inflacionária de “proteção do capital” em aumenta os juros para deter a alta inflação do mercado financeiro. Enquanto isso, os banqueiros engordam as suas contas sem o menor escrúpulo.

Armando Mendonça

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011