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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

10/02/2011 - Aprovado decreto que reajusta salário parlamentar

Os deputados estaduais da 17ª legislatura vão receber aproximadamente R$ 20 mil de subsídios a partir do final de fevereiro, conforme decreto legislativo aprovado pela ampla maioria dos deputados presentes na sessão plenária. O projeto recebeu apenas um voto contra, a do deputado Edmilson Rodrigues, líder do PSOL

O aumento dos subsídios é previsto no regimento interno do Poder Legislativo, na Constituição Estadual e Federal, na razão de até 75% dos valores que recebem os deputados federais. O rebatimento, como é chamado é a adequação dos subsídios aos dos parlamentares federal do Congresso Nacional. O salário do deputado estadual na legislatura passada foi de R$ 12 mil.

O deputado Manoel Pioneiro (PSDB), presidente da Assembléia, garantiu que existem recursos para o pagamento da nova remuneração dos parlamentares. “O maior problema da Assembléia não está no salário de deputado, mas em um bocado de vantagens percebidas por funcionários e que acabam aumentando a folha”, explicou. Ele garantiu, entretanto, que os cortes serão feitos naturalmente obedecendo à legislação.

O presidente defendeu a legalidade do decreto, elaborado pelo ex-presidente Domingos Juvenil (PMDB). “A minha função, como era a dele, é defender, proteger e fazer cumprir o regimento interno e a

Constituição. Tomou-se, então, a providencia e o reajuste foi votado e aprovado em plenário”, explicou.

O deputado Edmilson Rodrigues, que votou contrário, havia solicitado a suspensão da votação para a apresentação de uma proposta alternativa de reajuste salarial dos deputados obedecendo aos mesmos índices de reajuste do salário dos trabalhadores. “Se o raciocínio da política oficial seja o de reajustar salário pelo IPC, INPC, a Assembléia deveria manter a coerência e adotar o mesmo critério, já que se fala em crise financeira”, defendeu. Ele reclamou ainda da falta de transparência na discussão do projeto de reajuste dos subsídios dos deputados.
http://www.alepa.pa.gov.br/alepa/lernoticia.php?idnoticia=4150

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma reflexão sobre a política de cobrança de dívidas comerciais

Os consumidores muitas vezes são surpreendidos por uma conta atrasada por motivos diversos: esquecimento, orçamento estrangulado ou mesmo pela displicência. Que tal se trouxesse à luz da discursão mercadológica, a política de aplicação de multas e juros, o princípio da maiêutica socrática que consiste na interrogação, inquirição, perguntas como: quanto estou devendo? Qual o juro aplicado às minhas compras? Porque eu devia “x” e hoje estou devendo “5x”? Demonstre-me a matemática utilizada nessa cobrança? Eu posso me deslocar para ir até vocês para me demonstrarem? São perguntas frequentes que fazemos e não nos damos conta da fragilidade do sistema. É assustador você receber cobranças exorbitantes com propostas de acordos (sob pressão) e imediatamente as condições são aceitas sem se dá conta de que aquele acordo não está ao seu alcance.

Assim é a política utilizada no nosso país, às cobranças em sua maioria são virtuais e não chegam a serem finalizadas devido à ineficiência dos serviços das operadoras de telefonia. A pressão psicológica continua, são várias ligações sem se completarem. Imaginem se cada empresa dessas cobrar a mais 1% de cada consumidor? De quanto seria o ganho em cima do saldo devedor? Ficam incógnitas, essas cobranças são verdadeiras? Existe seriedade por parte do empresariado? Resta-nos a incorporação da antipatia e usarmos dos nossos direitos em termos claros as operações que estão sendo realizadas, se estão de acordo com a política de juros autorizada pelo governo. Você já deve ter recebido no final do ano algumas contas de telefone, água, luz e outros, em dobro, e sem perceber efetua o pagamento. O consumidor reclama, a empresa responde: não se preocupe, a devolução virá na sua próxima conta. E aceitamos pacificamente.

Devemos estar atentos aos movimentos da política financeira e termos o cuidado de estarmos verificando, conferindo o que estamos pagando para não sermos enganados pelos grandes agiotas oficializados pelo governo sob a ótica inflacionária de “proteção do capital” em aumenta os juros para deter a alta inflação do mercado financeiro. Enquanto isso, os banqueiros engordam as suas contas sem o menor escrúpulo.

Armando Mendonça

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

D. Judith Cabral Furtado comemorar seus 90 anos de idade é....

Na verdade um acontecimento único na vida de uma pessoa, porém comemorar os seus 90 anos (29.01.2011), pra nossa família foi uma honra. Ver sua família reunida com filhos (as), netos (as) e bisnetos (as), noras e os amigos. Com certeza foi uma alegria contagiante com seus filhos Wilson José e Paulo Eduardo dando o tom da festa com muita música e cantoria.

D. Judith, falar de você é um privilégio, mas estou me arvorando em dizer que lhe admiro pela sua serenidade e disciplina oriental, principalmente nas suas atitudes com horários e decisões. Uma característica sua que me lembro é: “Você jamais chama um filho ou qualquer membro de sua família por apelido é somente pelo nome e sobrenome”.

Linda festa de aniversário simples e aconchegante, carinhosa. Muito obrigado por teres nos convidados e reviver alguns momentos de alegria e saudade de seus filhos e esposo queridos com a homenagem feita num mural de fotografias. Mas, tenho certeza que seus netos (as) são o seu bálsamo pra superar a saudade. E repito meus parabéns, felicidades, saúde e muitos anos de vida.

Um abraço do amigo,

Altair Viana

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comentários sobre o “teatro delivery”


Reporto-me aqui ao tema abordado na Revista Bravo de janeiro de 2011 sobre o “teatro delivery”, onde os atores se apresentam nas salas das residências como se penetrassem nos movimentos diários das pessoas, que muitas vezes não compreendem o seu interior, as suas emoções, apelando ao gracejo, à pilhéria apimentada, abordando os temas corriqueiros como fuga ao caos vivido nos grandes centros. Os temas por eles abordados não me atraem uma vez que o homem precisa navegar no mundo do pensamento harmônico apelativo à rima poética dos produtores de imaginação fértil, trazendo à tona assuntos a que venham contribuir melhor convivência social.

No mês de dezembro de 2010 recebemos a visita da atriz Côco Maldonado, equatoriana mestra em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia que realiza atualmente o seu projeto de “teatro para viagem” (http://www.soledaddelmonte.blogspot.com/), em que interpreta uma senhora idosa e uma jovem em um diálogo de família. No primeiro momento, a plateia, também em uma sala, é estimulada a falar do fim, do começo, de si, do seu passado, dos seus sentimentos, de alegrias, tristezas e principalmente da sua infância. Em seguida todos são convidados a irem até a cozinha onde o teatro continua com o diálogo entre a senhora idosa e a jovem, enquanto Côco Maldonado passa o café e ao mesmo tempo faz o “doce de Vênus” (um doce de goiaba), sempre abordando assuntos de cunho social, isso com ajuda da platéia formada por nós residentes e por alguns convidados. Ao final, todos tomam o café e saboreiam o doce de Vênus como agradecimento aos participantes. Achei uma experiência incrível pela liberdade dada a plateia na participação da apresentação do teatro.

Em Belém temos a experiência do “Grupo Verbus” formado por sete integrantes, com características teatrais e musicais interativas, com uma proposta poética para bares. A diferença está na interatividade com a plateia. Os movimentos se dão de forma em que o ator ao declamar um poema desperta na platéia o aprofundamento de situações adversas que venha fazer com que a mesma se transporte e vivencie o ato encenado. A vida como ela é, só pode ser vivida com sabor, graças às suas diferenças: amor, perdão, traição, devoção, sentimentos sofridos, escárnio, violência, desejo, desolação, alegria, tristeza, estresse e por aí vão as diversas formas de viver a vida quebrando barreiras.

O “Grupo Verbus” canta em verso e prosa as diferentes visões do amor, através das poesias de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Afonso Romano de Santana, Martha Medeiros e Hilda Hilst. Embaladas por canções de Cartola, Tom Jobim, Baden Powel, Chico Buarque e outros, em interpretações que ficaram marcadas nas vozes de Elis Regina, Maria Betânia e outros grandes nomes da música popular brasileira.

Talvez eu tenha atribuído um maior valor às propostas do teatro de cozinha, que considero delivery, por ele estabelecer uma relação de cunho social com a platéia, principalmente familiar, e a do Grupo Verbus, com a  vantagem de proporcionar à sua platéia a interpretação da poesia e da música interligadas de forma mais contagiante, sem perder de vista que pode se adaptar a outras condições de apresentação, sendo flexível a ponto de necessitar apenas do contato mais estreito com o público para que o espetáculo possa acontecer.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

É uma honra ....


Recebê-lo em nosso convívio Paulo Eduardo Cabral Furtado. O motivo não poderia ser mais importante, a colação de grau de sua filha querida Ligia Furtado em Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade da Amazônia – Unama, no dia 21.01.2011.

Um grande abraço do amigo

Altair Viana.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Querer - Poema de Pablo Neruda

Pablo Neruda foi um dos mais importantes poetas chilenos do século XX. Eis um de seus belos poemas de amor:


Querer

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo Neruda

Contribuição da Ana Clara

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Belos Poemas Que Viraram Música – Fanatismo

Da série “Belos Poemas Que Viraram Música” o destaque de hoje é Fanatismo, soneto da poetisa portuguesa Florbela Espanca. O poema foi musicado por Fagner e gravado no disco Traduzir-se de 1981.

Fanatismo é um soneto (dois quartetos e dois tercetos) publicado pela primeira vez no “Livro de Sóror Saudade”, uma coletânea de 36 sonetos, editado em janeiro de 1923, cuja primeira edição de 200 livros esgotou-se rapidamente.

O poema foge, um pouco, dos argumentos melancólicos da maioria das suas poesias, embora também se perceba componentes de dor e sofrimento. Desta vez, a poetisa optou por escancarar todo o seu amor e lirismo.

A paixão, nesta poesia, é levada ao extremo ("[...] Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim”), justificando, plenamente, o título. O amor de Florbela, em fanatismo é arrebatador. É tratado de forma hiperbólica, possessiva e, ao mesmo tempo, submissa, resultado, talvez, da eterna procura de um amado (“[...] a mesma história tantas vezes lida [...]”).

http://drzem.blogspot.com/2010/07/belos-poemas-que-viraram-musicas.html

Vilson Shuber é o novo diretor Superintendente do sebrae


Quinta-Feira, 13/01/2011, 17:40:08
Na tarde de hoje (13), Elias Pedrosa foi eleito o novo Diretor Administrativo-Financeiro do Sebrae/PA. A eleição aconteceu das 16h30 às 17h, na sede do Sebrae. Junto com Elias, foram eleitos José Conrado (presidente do Conselho), Vilson Shuber (diretor superintendente) e Suleima Pegado (diretora técnica). A nova diretoria comandará o órgão nos próximos quatro anos.



Sucesso ao amigo Shubert e à amiga Suleima Pegado

domingo, 9 de janeiro de 2011

Iminente Isolamento...

Há muitos anos atrás nascia uma comunidade, depois uma vila e por fim uma cidade nas margens do rio tapajós chamada carinhosamente de Itaituba. Lugar onde todas as famílias se conheciam, cumprimentavam, respeitavam e obviamente amavam aquela nova cidade. Ao longo do tempo vieram às mudanças algumas pra melhor outras nem tanto, junto com essas mudanças outras pessoas também chegaram umas bem intencionadas outras não... E num passado bem recente temos provas suficientes pra ver e crer que Itaituba padece de ações de alguns maus intencionados, que não reconhecem que é daqui que tiram seu sustento e de suas famílias. Mesmo assim, cometem erros atrás de erros na administração pública da cidade. Quando não é no patrimônio histórico da cidade é nos serviços que atende a todos como o transporte aéreo, da única companhia aérea a TRIP , que mesmo nas condições apresentadas nos atende de maneira boa, satisfatória.
Este transporte é necessário e providencial pra nossa região, porque através deste transporte muitas pessoas e famílias sobrevivem uns bem outros nem tanto deste serviço. As agências de viagem são muitas pra demanda oferecida na cidade, exceto em ocasiões especiais, como férias, fim de ano, festa da padroeira etc, estas têm um alivio no seu orçamento.
Para toda essa estrutura funcionar bem é necessário que o poder público cumpra sua parte, sua obrigação de administrar limpeza, manter o sistema elétrico(iluminação da pista) e pintura da pista de pouso e decolagem do aeroporto.
Como cidadão e filho desta cidade peço ao ministério público e ao recente empossado deputado federal Adv. João Dudimar, que interfira junto ao Infraero e prefeitura de Itaituba, tomar providências no sentido de solucionar esse pequeno problema pra alegria de todos em nossa cidade. Quero lembrar que o transporte aéreo é uma concessão do poder público, em contrapartida oferece o mínimo de estrutura pra que o sistema funcione como um todo.
Espero sinceramente que Itaituba não fique sem transporte aéreo da única companhia aérea que opera na região. Não é razoável e nem tão pouco justo com os itaitubenses.

Altair Viana.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ne me quitte pas - Versão de Fausto Nilo.


Armando,

Para complementar, peço-te que poste o poema abaixo para aquecer o coração dos apaixonados de plantão...

"de todos os versos de amor
as rimas e frases reinventadas
as jogadas de efeito
os subterfúgios e os hai-kais
anotações de diário
de todos os nomes que dei
para crises de adolescência
e carências plagiadas
de todo o minimalismo
clichês e letras de música
de toda minha literatura
você ainda é a melhor página"

Martha Medeiros

6 de janeiro de 2011 21:02

Jatene garante hospital regional para Itaituba

O governador Simão Jatene anunciou ontem à noite que Itaituba, na região oeste do Estado, terá um hospital regional e que Marabá poderá ter seu hospital ampliado ou outro construído em razão da grande demanda.
Ele também manifestou a intenção de rever o aluguel de 450 carros de passeio que hoje a Polícia Militar (PM) utiliza no policiamento das ruas nas principais cidades paraenses.
O contrato, assinado no governo passado, custa R$ 20 milhões anuais ao Estado. A beneficiada pelo aluguel foi a empresa Delta Construções. Para Jatene, os veículos são “inadequados” para esse tipo de combate à criminalidade. (Diário on line)
Blog do J. Parente

domingo, 2 de janeiro de 2011

O USUÁRIO E O TRAFICANTE À LUZ DA NOVA LEI DE DROGAS


http://www.mp.pe.gov.br/uploads/_yGBJxSfXGy8YINWjNrc2A/fwo0kip5NMrco-0bb7PK0A/Usuario_e_traficante_de_drogas.PDF

Autoria: Aldir Viana - Promotor de Justiça e Direitos Humanos

Itaitubense em alta no Planalto


A coluna do jornalista Ilimar Franco, panorama político, do Jornal o Globo do dia 24.12.2010 publicou a seguinte nota:

"O futuro ministro Moreira Franco(Assuntos Estratégicos)
escolheu para secretaria executiva Paulo Eduardo Cabral Furtado
que era secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS".

O blog formula votos de continuado sucesso à vitoriosa carreira desse ilustre itaitubense.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O meu Natal sem meu Pai Altamiro

Tenho evitado falar de mim neste espaço em que escrevo. A verdade é que, a maioria das vezes nem sempre consigo. Mas, acho que todos já agüentaram mais do que mereciam tanta melancolia e lamentações, a verdade é que não consegui evitar.
Este ano pra mim, é como se a árvore de Natal não fosse montada. O presépio não fosse montado e que todas as peças ficassem guardadas nas caixas. E as luzes coloridas não fossem acesas e pela primeira vez, também, sinto-me órfão.
Sim, já sou um homem crescido, cheio de responsabilidades, pai, avô. Mas um pedaço de mim ( e posso garantir que não é pequeno) que queria continuar a ser o filho mais velho e pequeno, especialmente nesta época, a primeira sem ele. Na minha contabilidade natalina, falta um presente, um abraço, um beijo, um sorriso. Não há conversas sobre a ceia de Natal. A ceia de Natal... Ementa igual, nunca mais, nem peru, nem passas. Mas isso não é quase nada, se não fosse haver mais champanhe, bolo de chocolate e rabanadas. Se não fosse haver nem beijos, nem orações em família, nem elogios emocionados, nem opiniões paternas. Tenho certeza que meu Pai gostaria que tivesse tudo isso e haverá, em sua homenagem sempre.
A vida passa tão rápida e perdemos tempo com discussões, confusões, ideologias baratas, imposições para fazer valer nosso ponto de vista, as nossas vontades, quando percebemos que só existem somente duas realidades: o nascer e o morrer. Neste meio-termo, apenas os amigos que vamos conquistando ao longo da vida. E depois, a falta que ele faz e que iremos fazer um dia. As crianças sentem falta, os adultos sentem falta, uma saudade que só deixa quem fez sua existência realmente valer a pena. Vai ser duro este primeiro Natal e os próximos também. Com o tempo sei que vão chegar outras pessoas como minhas netinhas Bianca e Manuela, elas são o meu conforto, o alívio de minhas dores, da minha saudade. Tudo faz parte desse mistério que é a vida.
Este Natal com certeza não será igual ao que passou. Mesmo assim desejo a todos feliz Natal e um Ano Novo próspero e com muita saúde.

Altair Viana

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Itaituba, 154 anos de existência

“Itaituba será uma terra sempre feliz, porque vive banhada pela esperança das águas verdes do fabuloso rio Tapajós”. Marechal Floriano Machado.

De uma simples aldeia de índios, igual a tantas outras existentes ao longo do Rio Tapajós, nasceu à pequena cidade de Itaituba. A Aldeia já era conhecida em 1812 como o maior centro de comércio de especiarias do alto Tapajós, com o nome de Itaituba.

O nome indígena, vem da língua tupi-guarani, que significa: Ita-pedra, I – Pequena, Tuba-abundância, que quer dizer lugar de muita pedra miúda, que realmente existe em grande quantidade na margem esquerda do Rio Tapajós.

Historicamente descoberta em 15 de dezembro de 1856, pelo Tenente Coronel Joaquim Caetano Correa, Itaituba somente foi elevada à categoria de cidade em 25 de novembro de 1900, pela lei de nº 648.

A partir desse momento, a economia do município viveu momentos de altos e baixos, em dois importantes ciclos:o da borracha e o do ouro. Em 1914, por exemplo, Itaituba representou o Pará numa exposição de produtos tropicais, realizada na cidade de Londres, dada a sua importância como um dos grandes produtores mundiais de borracha.

Nesse tempo, havia muita opulência e esnobação em Itaituba. As roupas dos barões da borracha eram lavadas em Belém. A influência francesa era marcante, notadamente no modo das pessoas se vestirem. Roupas e adornos eram importados de Paris. Esterlinas eram encomendadas por seringueiros a seus patrões e achegavam normalmente como qualquer outra mercadoria. As casas eram assoalhadas de acapu e pau-amarelo; algumas com azulejos importados de Portugal; os móveis como consolo, eram cobertos por pedras de mármore de carrara. Nas reuniões sociais falava-se o francês.
Com o final da 1ª Guerra Mundial, o preço da borracha desabou no mercado internacional, levando junto o sonho itaitubense. A partir desse episódio começou a derrocada, os barões transformaram-se em plebeus e os poucos que ainda dispunham de recurso financeiro, decidiram mudar-se para outro lugar e fugir da decadência. E assim terminou o ciclo da borracha, mas não apagou o sonho dos itaitubenses de viverem na prosperidade e na riqueza.

Itaituba foi redescoberta novamente com a abertura das rodovias Transamazônica e Cuiabá-Santarém, carro-chefe do Programa de Integração Nacional do Governo Nacional Federal, e tinha como meta principal à ocupação da Amazônia através da colonização dirigida que previa o assentamento de várias famílias vindas de todos os cantos do país…atraídos pela promessa oficial “terras sem homens para homens sem terras”, além de crédito, assistência técnica, estradas vicinais, escolas, postos de saúde.
Itaituba funcionava como principal entreposto comercial da região. Ao lado desse acontecimento, um outro merece registro pelos efeitos causados à economia e a vida de Itaituba: o incremento da exploração do ouro nos garimpos do município no início da década de 80, associado à valorização do precioso metal no mercado internacional.

O município com sua fama “Eldorado” atraiu grandes contingentes populacionais, que passaram a sonhar com a possibilidade de enriquecimento rápido. De fato, muitos bamburraram. Tornaram-se donos de garimpo e de toda uma infra-estrutura de transportes, envolvendo aviões de pequeno e médio portes, cantinas, comércios, máquinas pesadas – pares de máquinas e outros empreendimentos, além de um número considerável de garimpeiros autônomos que pagavam para usufruir a estrutura do garimpo. A necessidade de insumos para serem usados nos garimpos possibilitou a abertura de inúmeros negócios e o incremento do comércio em Itaituba. A avenida Hugo de Mendonça foi tomada por atividades comerciais das mais diversas. Escritórios de compra de ouro, farmácias, butiques, armarinhos, casas bancárias. O aeroporto da cidade assumiu a condição de o mais movimentado do Brasil.

A pressão e rapidez do crescimento desordenado da cidade terminaram por anular os efeitos que incontáveis toneladas que saíram dos garimpos do Tapajós poderiam trazer para a grande maioria da população do município. Além disso, o sistema de tributação revelou-se perverso e injusto para com Itaituba. Criou-se, então, o contraste segundo o qual o município de São Paulo, que não possui um único garimpo em seu território, passasse a receber grandes fatias do imposto sobre o ouro, infinitamente superiores às que, por Lei, deveriam ser destinadas à Itaituba.

O resultado disso é que o município colheu poucos benefícios da atividade garimpeira. Os impostos eram minguados e os problemas decorrentes da garimpagem bastante avolumados: violência, tráfico de drogas , prostituição (infantil, inclusive) e outros, associados a um Poder Público incompetente e uma sociedade anestesiada pela falsa ilusão de que todos estavam no caminho da prosperidade e da riqueza fácil. É inegável que o garimpo fez a alegria de meia dúzia de privilegiados, mas produziu um número incontável de desafortunados. O tiro de misericórdia foi dado pelo governo Collor quando confiscou todos os ativos do país, inclusive... os dos investidores dos garimpos. Assim, findou-se o ciclo do ouro.

O dia 15 de dezembro é uma data importante para todos aqueles que amam Itaituba. O futuro daquela que já foi “a capital da borracha”, “a capital do ouro”, “cidade pepita”, repousa na capacidade das suas lideranças políticas, empresariais, de trabalhadores, religiosos, enfim da sociedade civil, em geral, de retomar a discussão de um plano estratégico de desenvolvimento econômico-social que privilegie a geração de emprego e renda e evite a concentração. Tal medida deveria servir de ato preparatório quando foi inaugurado o TRAMOESTE . O linhão, resolveu definitivamente o problema de geração de energia elétrica, possibilitou o funcionamento da CAIMA, que segundo projeções que antecederam seu funcionamento geraria 600 empregos diretos, 2.000 indiretos, produziria 50 mil sacos de cimento/dia, e injetaria R$ 2 milhões por mês na economia de Itaituba. A fábrica possibilitaria a implantação de uma Moageira de calcário, que produziria fertilizantes para a correção de solos. Não se tem notícia se essas expectativas concretizaram-se.

É preciso que se diga, finalmente, que Itaituba e seus líderes, com base nas lições de um passado bem recente, rediscutam seu novo modelo de desenvolvimento econômico-social sintonizado com um novo ciclo: o do agronegócio com todas as suas conseqüências sobre o ambiente, à geração de emprego e renda para a população. Preservação do patrimônio histórico e cultural . Por necessidade profissional tive que mudar-me para Belém do Pará .Itaituba continua viva na memória. E parafraseando o poeta Carlos Drumonnd de Andrade : “Itaituba é um retrato na parede, mas como dói!”

ALDIR VIANA
Ex-deputado Estadual
Ex-Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos
Promotor de Justiça de Direitos Humanos

Itaituba, parabéns pelos seus 154 anos de acolhimento à sua população miscigenada

Hoje Itaituba completa 154 anos, fundada em 15/12/1856, com uma área de 62040,95 Km2, é uma cidade que cresce no berço da solidão da ausência do Estado do Pará. A população paciente não desiste, luta com as suas próprias forças na tentativa de alavancar o progresso, melhorar sua qualidade de vida, sejam na educação, saúde ou na economia, chavões que fazem parte do discurso político e que já soa mal aos nossos ouvidos. A sua posição geográfica não enche os olhos do empreendedor, ainda mais quando todas as atenções governamentais estão voltadas para Santarém, cidade que funciona como entreposto entre as diversas cidades do baixo-amazonas e da microrregião de Itaituba.

Tivemos a oportunidade de eleger dois deputados Aldir Viana e Wilmar Freire, isso após anos e anos de luta, sempre elegendo Ubaldo Corrêa (STM), Paulo Lisboa (STM), Oswaldo Melo(BEL), Jarbas Passarinho(BEL), Bonna(BLM), Dr. Martins(STM), Bené Bicudo(STM), Amaral(STM), Jader Barbalho(BEL), Alacid Nunes e outros mais, que não me vem à memória. Hoje temos como Deputado Estadual Hilton Aguiar e nosso amigo e jovem Deputado Federal João Dudimar Paxiúba, uma esperança de sucesso na política Itaitubense. Agora podemos bradar que temos uma representação política tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara Federal em Brasília.

Sempre nestas datas gosto de dar uma olhada nos arquivos de meu pai Fran Mendonça, e sempre encontro um texto visionário e muito presente. Hoje apresentarei o artigo escrito por meu pai que de uma forma ou de outra contempla o anseio da cidade de Itaituba:

Alerta Itaituba! Alerta - escrito - 09/03/1986
Francisco Xavier Lages de Mendonça

Desde o ano de 1954, quando pela primeira vez participei da vida política da minha terra, já era manifesta a necessidade urgente e presente da cidade de Itaituba ter um representante próprio, político, na Assembléia Legislativa do Estado. Por esta causa, sempre me debati dentro do extinto Partido Social Democrático (PSD), da Arena e do Partido Democrático Social (PDS) sem nada conseguir, sob a alegação de que Itaituba na possuía número de eleitores suficiente para eleger um Deputado Estadual. Tudo bem, não possuímos mesmo. Mas o tempo passou e Itaituba cresceu, tornou-se adulta, e hoje já possui mais de 25.000 eleitores. Se for desencadeada uma campanha de cadastramento eleitoral, nos moldes da campanha de 1982, que elevou de 6.000 habitantes, aproximadamente, para 20.000 eleitores no município, o que é possível já que existe um número expressivo de eleitores, e então: porque Itaituba não apresentar um candidato a Deputado Estadual próprio que se identifique com nossos problemas, que viva a nossa vida?...

Acho que chegou a hora de nossa emancipação política, vivemos todos esses anos com nosso cordão umbilical atado aos interesses políticos de Santarém. Chegou a hora de cuidarmos das nossas vidas e dos nossos interesses políticos. Atrelarmos-nos a Santarém, sim, de igual para igual como cidade, lutando sempre por conseguir meios de fazermos por ITAITUBA algo de que ela carece e que tanto eu bem sei. Para tanto, quero conclamar a todos os brasileiros que mourejam ou vivem em Itaituba, a dizermos basta ao domínio político de Santarém. Convido a todos os homens responsáveis pela política local, para nos sentarmos numa só mesa para indicar um homem capaz a candidato a Deputado Estadual por ITAITUBA, e por ele juntos trabalharmos, certos de uma vitória, que será a vitória de todos nós.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Erros ou equívocos nos acompanham no dia-a-dia

Reporto-me aqui ao caso da auxiliar de enfermagem que teria aplicado vaselina no lugar de soro na menina Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, na Zona Norte de São Paulo. É claro, que aqui não darei razão à falha ocorrida levando a óbito uma criança. Nos hospitais existem medicações que são aplicadas com menos frequência e às vezes são apicadas eporádicamente que chegam a cair no esquecimento devido ao pouco uso da medicação.

Fatos como esses, acontecem por acaso dentro das nossas casas, que por um descuido somos induzidos ao erro, muitas vezes erros fatais. No meu caso aconteceu que ao fritar ovo para o meu filho, talvez por discuido de alguém, investi sobre a embalagem que continha limpol com a cor muito parecida do óleo de cozinha. Ao fritar o ovo percebi que o líquido era fino e evaporava muito rápido. Mesmo assim no primeiro dia fritei o ovo e Armando filho degustou reclamando que havia um gosto esquisito. No outro dia a história se repetiu, fritei o ovo novamente sempre achando que o azeite era de péssima qualidade. Nesse momento entra a minha esposa vê e ouve o comentário, o armandinho ao levar a colher a boca foi interpelado pela digníssima exclamando: “não come que foi frito com limpol!”. Ai vem àquela parte mais chata, que é a ladainha... Ainda bem que não houve polícia e nem uma ação fatal.

Condenar uma pessoa por uma ação involuntária é cruel e desumano. A sentença psicológica aplicada a essa moça, a marcará por toda a sua vida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SAUDADES DO MEU AMIGO TRUTH

Quero dizer que todo mundo deveria ter por perto de sí, alguém assim como tu!!

Assim é bom saber, que você está por aí, eu estarei aqui sempre que você precisar!!!

É como eu sempre digo: Graças à Deus que alguém inventou os amigos T.Q.M. (todos queremos muito..)e quero que o meu carinho te abrace pra sempre em qualquer dimensão..

Tomara que a vida eterna sorria pra você sempre e também gostaria que você soubesse de lá de onde você estiver que estás na minha lista de amigos insubstituíveis.

Desejo que todos os teus sonhos tenham sido realizados.. Se estivesses conosco ia lhe pedir pra olhar para o meu sorriso e dizer: Foi você que o colocou aí...obrigado!!

Sei que nunca esquecerias que poderias contar sempre comigo, terias sempre um grande abraço meu amigo. Obrigado por teres entrado em nossas vidas, obrigado por teres sido nosso amigo e pronto. Agradeço porque amizade como a sua foi raro.

A minha saudade é enorme, vão fazer 3 meses que você se foi, com certeza pra um lugar lindo cheio de músicas daquelas que sempre lhe deixariam muito feliz!!

Você foi na esperança de ter realizado em vida um sonho, a comemoração dos seus 70 anos, com certeza seria uma festa linda, infelizmente 10 dias antes você se foi, partiu.

Meus amigos Dulcinéia, Luis Henrique, Charles e Sonia, eu sinto a falta do Truth como sinto a de meu pai querido.

Ele também estava esperançoso de realizar sua festa de 80 anos, mas Deus assim não quis, já tinha reservado aos dois uma festa melhor e sem sofrimentos no plano espiritual e superior.

Peço sempre a Deus que nos devolva a alegria de viver, seguir em frente pra que eles sempre se alegrem conosco que ainda estamos por aqui.

Um grande abraço do amigo

Altair Viana

Governadora asssina Protocolo de Intenções para instalação de uma zona franca em Santarém

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31807 de 09/12/2010

PROTOCOLO DE INTENÇÕES

Partes: Estado do Pará e Estado do Amazonas
Objeto: Realização de estudos destinados à criação, no município de Santarém, Estado do Pará, de um polo de distribuição de mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus, principalmente quanto ao estado específico de viabilidade econômica e de competitividade, para se comprovar a existência de suporte técnico e econômico à efetiva implantação do referido polo.
Data da assinatura: 22 de outubro de 2010
Signatários: Ana Júlia de Vasconcelos Carepa, pelo Estado do Pará e Omar José Abdel Aziz, pelo Estado do Amazonas.

"A criação de uma zona franca em Santarém foge aos princípios de desenvolvimentos estabelecidos. Como acontece em todo o mundo, as zonas francas sempre são instaladas em local ou região isolada, onde entram mercadorias nacionais ou estrangeiras sem se sujeitarem às tarifas alfandegárias. Santarém é uma cidade com boa localização com porto de fácil acesso, asssim proporcionará uma abertura no mercado por favorecer o aquecimento da economia com baixo custo operacional. Se olharmos por uma ótica política, essa zona franca deveria ser instalada em Jacaré-Acanga que é um município isolado, distante de tudo, assim cumpriria melhor o seu propósito político de desenvolvimento. Não podemos deixar de enfatizar que uma zona franca ainda é uma boa saída para alavancar o desenvolvimento de uma região."

domingo, 28 de novembro de 2010

Tartá marca, Flu derrota o Palmeiras e fica a uma vitória do bicampeonato

Verdão assusta no início e abre o marcador, mas depois para em campo. Na última rodada, Tricolor receberá o rebaixado Guarani no Engenhão.

Foi difícil, dramático, sofrido. Em muitos lances, a bola parecia não querer colaborar. Em outros, o goleiro Deola era o inimigo. Mas, como a próprio torcida do Fluminense grita, o “time de guerreiros” das Laranjeiras fez a sua parte, derrotou o Palmeiras de virada por 2 a 1 na Arena Barueri e pôs a mão na taça do Campeonato Brasileiro. Foi aos 68 pontos, um a mais do que o vice-líder Corinthians, e, para conquistar o título, precisa de uma vitória no próximo domingo, contra o já rebaixado Guarani, no Engenhão.
Do lado palmeirense, só lamentações. Após a desastrosa eliminação na Copa Sul-Americana na quarta-feira, o time foi obrigado a conviver com a revolta da torcida. Ela ofendeu o atacante Dinei, autor do gol que abriu o placar em Barueri, e o goleiro Deola, que fez grandes defesas durante a partida. A indignação era tamanha que, quando os jogadores entraram em campo para o aquecimento, foram para a metade do campo onde só havia torcedores do Fluminense na arquibancada. Logo depois, quando o Tricolor das Laranjeiras entrou em campo, surgiram os primeiros gritos de “campeão, campeão”.

por Cahê Mota, Marcelo Prado e Tiago Leme



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Saudades do meu amado pai Altamiro (22.11.2010, 6 meses de saudades, 25.11.2010 seria seu aniversário)

Perdi meu pai há 6 meses atrás. Ele morreu de uma maldita infecção hospitalar, uma bactéria minúscula, menor talvez milhões de vezes que a cabeça de um alfinete, mas que tem um poder de destruição inimaginável. Pior, não há remédio, não há antibiótico que cure, que estirpe tal mal de um corpo enfermo.

“Como dizia Carlos Drummond de Andrade, que morreu logo depois que sua querida filha se foi.” Não morremos de morte morrida, mas de vida vivida”. A conjugação pode estar errada, mas os poetas, como se sabe, são livres para “poetar” e o sentido é profundo. Ele abusou demais daquele coração vivendo intensamente suas emoções. “Prefiro viver intensamente por menos tempo, a viver mais e não poder fazer as coisas que mais gosto nessa vida”. Era o seu lema. Foi a vida que ele levou que o levou embora. Quem ele amou, ele amou sem medidas porque era ávido de amor. Gostava de dividir e doar. Sincero até demais, dono de um coração sem limite que o traiu no seu último momento”.

Todos nós, que estamos aqui, temos medo de uma notícia destas, a morte. Nossa alma fica pequena só de pensar e temos que viver com isso. Quanto mais passa o tempo e eles envelhecem lá do outro lado, pode ter certeza, um dia esta notícia vai chegar. É o curso natural da vida, mas quem disse que é fácil aceitar? A tristeza desta perda não se resume ao passado, é a dor da tristeza pelo futuro que não se terá. Ele não vai mais estar no aeroporto me esperando como fez tantas vezes nas minhas idas e vindas, e todas as vezes que eu tinha que voltar ele desaparecia para não ter que se despedir. Ele gostava dos encontros, mas não gostava das despedidas. Quem pode gostar?

Quanta saudade meu pai, se vivo fosses faríamos uma baita festa, porque se aproxima o dia 25 de novembro, seu aniversário, ao invés disto, temos que amargar que chorar pela sua ausência irremediavelmente no dia 22.11.2010 data de sua morte. Seis meses de saudades.

Perder alguém querido é perder-se, porque somos feitos dos outros que nos rodeiam. Pai e mãe é parte de nós. Foi-se um pedaço do peito. Foi-se uma parte de nós, da nossa família. Saudade e tristeza profundas misturadas a uma alegria tão grande de tê-lo no passado… De tê-lo tido como meu pai. Estou confuso nesta hora.

Às vezes parece que ouço sua voz carinhosa me chamar “meu filho “Altair”, “Maria” vem cá. Nunca mais vou ouvi-lo, dói demais, dói na alma. Lágrimas incontroláveis é um protesto que a situação impõe seria melhor se fosse outra.

Perder um pai ou uma mãe não tem consolo. A distancia nesta circunstancia é cruel, é quase desumano. Aquele telefonema que eu não encontrei tempo para dizer mais uma vez o quanto eu o amava. Entristeço-me pensando o quanto adiamos pequenas coisas que são realmente importantes da vida, na ilusão de que o tempo “vai dar” para fazer tudo. Não deu para dizer adeus... e está doendo muito. Dói tanto que as têmporas apertam e as lágrimas escorrem abaixo pelo rosto. Seis meses sem você meu pai e ainda não consegui recuperar a alegria de viver, peço a Deus que me dê esta oportunidade de me alegrar de novo. Peço a Deus que me mostre o caminho da recuperação emocional de todos nós pra seguirmos em frente com nossas frágeis vidas. Meu pai onde você estiver aceite os nossos parabéns pelo seu aniversário e que Deus esteja contigo. O que me incomoda é ver que algum de nós não se sente como eu. Ainda tem tempo e disposição para festas e comemorações. Pai você viveu uma vida plena acho que realizastes tudo que estava ao teu alcance, fomos felizes contigo tenho certeza. Eu sei por que você me dizia a única cidade que amou nesta vida foi Itaituba, cidade da sonda, dos garimpos tempos idos que não voltam mais. Dissestes-me também de sua tristeza quando ainda vivo da destruição talvez do maior símbolo dessa cidade, a sonda. Com certeza acharias uma forma de manter coisa tão boa pra todos.

Mamãe, Altair, Adalberto, Artêmio, Aldir, Aurimar, Ana Maria, Mena, Altamiro Filho, Aglacy, Ivanilda, Rafic. Seus netos, netas e suas bisnetas Bianca e Manuela.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apresentação do Grupo Verbus

O Grupo Verbus, grupo de teatro que relaciona teatro, música e poesia, formado pelos atores Carlos Vera Cruz, Stéfano Paixão, Adelaide Teixeira, Luiza Braga e pelo músico Armando Mendonça, volta em cartaz com o espetáculo Sobre o Amor.

É praticamente impossível falar de poesia e não falar de amor. Afinal, durante séculos vários poetas dedicaram, se não toda, grande parte de sua obra a esse sentimento inerente a todo nós seres humanos. E se poesia é forma de expressar sentimentos, o amor encontrou nela o seu melhor veiculo. Sobre o Amor é o espetáculo do grupo Verbus que mostra diferentes visões do amor, através das poesias de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Afonso Romano de Santana, Martha Medeiros e Hilda Hilst. Embaladas por canções de Cartola, Tom Jobim, Baden Powel, Chico Buarque e outros, em interpretações que ficaram marcadas nas vozes de Elis Regina, Maria Betânia e outros grandes nomes da música popular brasileira.

Este foi o primeiro espetáculo montado pelo grupo, no ano de sua criação, em 2007. Completando três anos de existência, Verbus convidou os músicos Yanna Cardoso e Armando de Mendonça (pai de Armando Mendonça) para completar a “festa”.

GRUPO VERBUS - SOBRE O AMOR
TODAS AS QUINTAS DE NOVEMBRO
ÀS 23 H NO BAR LE MARCHAND
(BRÁZ DE AGUIAR, 684 – ENTRE GENRALÍSSOMO E QUINTINO)
INGRESSOS: R$ 10,00
INFORMAÇÕES: 8113-2675

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eternas saudades meu amado pai - Altamiro Raymundo da Silva – 5 meses(22.10.2010)

Como dói essa dor,
você partiu e nos deixou...
Eu não estava preparado para perder você
eu sempre pensei que um guerreiro como você
nunca fosse morrer.
Pai eu não estou suportando essa dor,
sinto falta de afagar teus cabelos,
sinto-me muito triste só de imaginar
que não mais sentirei o teu abraço.
Tu foste o meu ídolo, minha referência.
Não tem médico, doutor ou remédio
para curar a minha dor
Olho tuas fotos todos os dias,
porque minhas queridas irmãs colocam.
No quadro de aviso que temos,
Mas nada me consola...
Quando me dizem: “aceita porque foi à vontade de Deus.”
isso só me revolta, pois sei
nunca mais o terei de volta.
Eu preciso de uma explicação
Que acalme o meu coração,
Porque Deus te levou?
A tal pergunta constato é irremediável só me resta esta dor...
Faz cinco meses que o senhor partiu papai e
Ainda lembro do último beijo que te dei.
Eu sei que vou te amar por toda a minha vida...
Não vou mais escutar a sua risada sonora de alegria.
Escutar o som de Nat King Cole vai me trazer mais saudades de meu pai.
A música desse cantor americano fazia sua cabeça,
Quase sempre ele estava feliz para alegrar a casa,
A família e os amigos, que eram tantos, ou poucos não sei..
A veia política e a sensibilidade para apreciar as coisas boas da vida
Ao modo dele, eu sei, é parte do que ele passou pra mim
Respeito ao próximo, a natureza, ser honesto, e todos aqueles valores morais que hoje eu procuro passar para os meus filhos, quase tudo que sei devo a ele.
O sentimento agora é saudade, tristeza, misto de um quê de orfandade a perda do meu pai. Tristeza é um silencio que grita dentro da gente.

Altair Viana