Marcadores

sábado, 17 de janeiro de 2015

Márcia Tiburi participa de projeto do Sesc discutindo o amor do ponto de vista filosófico

Divulgação
A filósofa participa, hoje, de bate-papo pelo projeto ‘Amor Diverso’, do Sesc Ribeirão (Foto: Divulgação)
Desde a Antiguidade Clássica, a filosofia sempre se interessou pelo amor. Em um de seus textos, “Amor: promessa e dúvida”, a filósofa e escritora Márcia Tiburi escreveu: “podemos dizer que a filosofia começa com a descoberta do amor”.

Para a gaúcha, que abre hoje a programação de literatura do projeto “Amor Diverso”, do Sesc Ribeirão, pensar é um ato de amor.

Tanto que, de acordo com ela, a própria palavra filosofia é constituída do termo “filia”, que pode ser traduzido por amizade. E a amizade, diz, “faz parte do amplo campo conceitual do que chamamos de amor”.

“O amor, nesse caso da filosofia, tem a ver com desejo de alteridade, a busca do outro, do outro que é o conhecimento, mas também a outra experiência. O amor é, filosoficamente falando, uma abertura ao outro”, afirma, em entrevista por e-mail.

Márcia comanda, hoje, no Auditório do Sesc, um bate-papo sobre o tema “Amor: uma reflexão sobre uma emoção essencial”, em que defende que compreender o sentimento é entender o que queremos da vida e de nós mesmos.

“Se conseguíssemos compreender o outro, entraríamos no clima do amor em seu sentido mais geral. Mas tendemos a reduzir o amor a uma posse e uma garantia de afeto imediato. Essa posse e essa garantia revelam-nos a nossa própria miséria”, analisa.

Compensação
A autora concorda com a frase do alemão Arthur Schopenhauer de que “o amor é a compensação da morte”. Márcia afirma que o conceito não pode ser reduzido apenas à questão trágica e romântica, em que prevalece o sofrimento.

“O amor é mais que isso. Ele é um afeto que tem uma história no campo da cultura. O amor já foi experimentado e definido de muitos modos pelas sociedades no tempo histórico. Ele é uma espécie de texto, ou de discurso, mas também de prática que requer análise”, comenta.

A escritora discorda, ainda, do velho clichê de que amar é algo irracional.

“Não creio que a separação entre razão e emoção seja correta em si mesma. O amor sempre foi tratado como uma emoção, um afeto. Talvez a teoria de Nietzsche, que afirma ser a razão um afeto como são os outros (inveja, ódio, desejo), seja a melhor de todas quando se trata de tentar entender o amor”, diz.

‘O amor é uma invenção’, diz filósofa
Márcia Tiburi avisa que não adianta nos enganarmos por meio do “véu da mistificação” de que o amor é algo natural, inerente à nossa natureza. Na verdade, trata-se de uma invenção humana, assim como a religião, a filosofia e o pão de forma.

“O amor é cultural e histórico, não é simplesmente natural. Seja o amor materno, paterno, fraterno, hetero ou homossexual, todos são culturais, todos mudam com o tempo e as necessidades e desejos das pessoas”, afirma.

A filósofa ressalta que o termo se presta a muitas coisas e, como qualquer palavra carregada de história e simbolismo, pode ser usada para acobertar o seu contrário. “No caso de crimes passionais, o amor como um sentimento puro, generoso, respeitoso, radical, foi usado para acobertar o fato ignominioso do ódio que está na base do crime”, exemplifica Márcia, que lembra ainda que a sociedade de consumo banalizou o amor.

“Ele virou mercadoria. Como tudo. Nesse sentido, passou a ser um valor submetido ao capital. E, nesse caso, realmente banal, pois não vale mais nada senão o que o capital permite que ele valha”, diz.

A autora afirma, ainda, que as pessoas também se submetem a muitas regras sociais para se apaixonarem. É o que ela chama de “conjunto de protocolos bem organizados” de amor.

Mas, ao final, mantém o otimismo. “Sempre podemos dizer que, seja de que modo for, só é amor se for pleno de respeito, de justiça e de abertura ao diferente”, conclui.

Serviço

Hoje, às 20h30, no Auditório do Sesc

Rua Tibiriçá, 50


Entrada grátis. 

http://www.jornalacidade.com.br/lazerecultura/lazerecultura_internaNOT.aspx?idnoticia=1025870


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Itaituba, 158 anos de amor pelo seu povo - 15/12/2014



Incrível como a história se repete. Verificando o acervo deixado por meu pai FRANCISCO XAVIER LAGES DE MENDONÇA (Fran Mendonça), encontrei um texto que continua atual. Dizia ele: desde o ano de 1954, quando pela primeira vez participou da vida política de Itaituba, já se manifestava a necessidade urgente de Itaituba ter seu representante na Assembleia Legislativa do Estado.



Nesses 158 anos de história de Itaituba, o primeiro deputado a representar Itaituba foi o Coronel Joaquim Lages, avô de meu pai, depois, Nilson Barroso Pinheiro, que por negligência política deixou de identificar-se com o eleitorado de Itaituba. Posteriormente, tivemos dois jovens deputados: Wilmar Freire, o mais votado no Estado do Pará, e Aldir Viana, Bacharel em Direito, Promotor de Justiça, deu sua contribuição na diminuição da violência que estava instalada em Itaituba. Já nos tempos atuais, Itaituba fez dois deputados: um deputado estadual, Hilton Aguiar, que vem desempenhando sua função com brilhantismo e zelo, e o deputado federal João Dudimar Paxiúba, advogado, com participação efetiva no Congresso Nacional, que deixará esse cargo eletivo, com a marca da seriedade e compromisso com a cidade de Itaituba.

Lamentamos o juízo de valor político demonstrado nas urnas, Itaituba perdeu o seu representante na Câmara Federal, PROVAVELMENTE em função de elucubrações  destiladas contra o Deputado Federal que representava toda a região do Oeste do Pará. O mesmo aconteceu em Santarém, onde sua população não selou apoio a seus candidatos. Com a população de 300.000 habitantes, Santarém conseguiu eleger somente um Deputado Federal, o que é uma tristeza, um grande prejuízo para toda a região do Baixo Amazonas e para toda a Região do Tapajós.

Mesmo assim, continuo a amar nossa Itaituba, por continuar sendo uma cidade habitada por um povo guerreiro, que com a sua luta, consegue desenvolver-se, fazendo frente a muitas outras cidades pelo seu desenvolvimento.

Encerro com a frase que meu pai Fran Mendonça deixaria neste dia: “Minha querida ITAITUBA, eu te saúdo neste dia com o mesmo amor que me viste nascer, porque eu te amo ITAITUBA, tu és a minha vida”







Itaituba, saudade de quem está distante
Letra: minha avó Mary Mandonça (1975)
Música: Thales Mendonça




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Tempos bicudos, "mas o povo quer comer e precisa de alimentação"

Texto de MALAQUIAS MORAIS, na íntegra
"Sua arte"

KKKK. - MÚSICA Senhores, Dó, Ré, Mí - "O ARABÚ TÁ COM RAIVA DO BOI, EU JÁ SEI QUE TEM ELE TEM RAZÃO É QUE O BOI NÃO QUER MORRER E ELE TEM FOME E ESTÁ SEM ALIMENTAÇÃO...

//// FHC FALA - " O PT foi eleito com os votos dos grotões, desinformados". - Tem toda razão, EU por exemplo nascí no grotão do Tapajós na Trav. Justo Chermont,s/N.
Sou negro e pobre,vizinho da Dona Idália, Pirroxa e Sabá Valentin, do Zé Cacete e do Reizim;
Neto da Teodora e primo legítimo da Bernauda do Zereca e do Ico também. As vezes não tinha o que comer, meu velho pai sem nenhum vintém: No rio pescada ia buscar.
Escola boa nem pensar pois saber do bom essa turma do FHC interessava não; eu e toda minha turma há mais de 500 anos eles viviam a manipular.
Uchí, Tucumã, Açaí e Taperebá com farinha de puba veio me salvar.
Juntei forças. Muita reza, ajuda do frei Pedro foi crucial e em bom Colégio fui estudar;

Com muita vergonha na cara, humilhado e acabado dona Consolo, dona Aida e dona Beta um prato
de comida vieram me dá.
Com toda essa peleja um emprego concursado conquistei
E no BB trabalhei. 
Neguim saliente e intrometido 
No Nordeste dos desinformados e desvalidos a eles me juntei.
De todos os grotões aqui encontrei.
Formamos um grande exército, 
Lutamos, lutamos até onde deu, pois até cana rendeu.
Estive em Copacabana no Othon Palace me hospedei.
Nos jardins de São Paulo bem na esquina da Rubem Berta/Oscar Freire também fiquei.
Mas desinformado cascacú e grosso que nem pentelho de porco barrão do seu grotão esquece não e jamais, jamais larga de mão os seus irmãos.
Juro a vocês por tudo que há demais sagrado mas na turma do FHC voto não.
Pra mim um genocida, ladrão. Vi muitos dos desvalidos e desinformados morrerem. Uns cometendo suicídio outros com tiros na cabeça dentro de suas agências locais de trabalho e de seus ganha pão familiares.
Só do Banco do Brasil foram 53 mil isto mesmo 53 (cinquenta e três mil} desempregados. Interessava a eles demitir os mais velhos/antigos por dois motivos o primeiro com a finalidade de enxugar os quadros para que os compradores [eles mesmos] não tivessem custo com seus direitos trabalhistas. O segundo capitalizarem os fundos de pensão, principalmente os mais fortes PREVI, PETROS e o da Caixa Econômica.

OBJETIVO - Pra que esses fundos encabeçassem os consórcios compradores e o restante financiado pelo BNDES. (para os que não sabem o que é um fundo de pensão. È uma espécie de poupança formado por cotas dos empregados e das empresas nominais a cada empregado com a finalidade de complementarem seus salários quando de suas aposentadorias). Aí a brecha, como estavam sendo demitidos "voluntariamente" e não iam se aposentar perdiam o direito de suas poupanças ficando a dispor dos fundos por eles administrados. Para se ter uma ideia desses valores só da PREVI até 1976 eles haviam usurpados 11 bilhões de reais. Apenas do meu caso me levaram aproximadamente R$ 174.000,00, que corrigidos talvez R$ 300 a R$ 400 mil reais.

Desta mesma forma estava sendo feito na PETROBRÁS e em outras estatais.
OLHA AMIGOS RICOS E INFORMADOS hoje ainda se fala tanto em roubo na PETROBRÁS é porque ela ainda existe, e foi preciso um desinformado analfabeto que tanto incomoda vocês, surgir com a graça de DEUS, se tornar presidente para barrar esses planos diabólicos. E aos bancários do BB, lembrem de 53 mil heróis que em sua maioria hoje, acham-se em situação financeira muito difícil,antes de votarem no PSDB.
Lembram de quantas faculdades existiam antes? Lembram quantos pobres entravam em Bancos e
suflariam de créditos? Problemas existem e não são poucos. Quantos amigos e irmãos ficaram pelo meio do caminho por falta de condições de saírem dos seus grotões para fazer uma faculdade que só existiam nas capitais.Quantas casas foram construídas para os desvalidos. Olhem para trás e comparem.
Bom, o voto é de cada um e deve ser exercido conscientemente. 
Gostaria que este breve depoimento fosse visto apenas como um pequeno item de informação. Beijos e abraços deste neguim que adora ser do grotão. kkkkkkkkkk

domingo, 21 de setembro de 2014

Celebração e comemoração das Bodas de Ouro do casal Edemilson e Socorro Amorim

Edemilsom Amorim e Socorro Amorim, comemoraram em 20 de setembro de 2014 suas Bodas de Ouro, na Capela do Sagrado Coração de Jesus, entre familiares e amigos. O casal tem uma trajetória de vida pautada na união, na solidariedade, no compromisso ético, dedicação integral à família, com princípios religiosos e amor ao próximo. Valoroso o que estava descrito no livreto de celebração, no item Motivação: “há cinquenta anos o casal envolvido pelo amor, pelo sonho e pelo compromisso, decidiram juntar suas vidas e chegarem até o altar do Senhor para prestarem juramento solene perante às autoridades eclesiais e civis, e serem abençoados. Agora depois de muitas dificuldades e alegrias, reconhecendo os deveres e privilégios de cada um, respeitando-se mutuamente e testemunhando que tudo fizeram para viverem em harmonia, filhos e netos, provam a força do amor, comemorando 50 anos de casados”.



Esse momento, foi marcado pela presença de seus familiares e amigos consolidados em Belém, alguns conterrâneos itaitubenses, que há tempos não os via, como Chiquinho do seu Portuguesinho, assim é conhecido, Dona Zefinha e seu Solange e outros, amigos que encontro com mais frequência, como o Banana e Rossi Bilby, Chico Caçamba e Conceição, Edson Amorim, Raimundo Passos e esposa, Cleonice e Quingosta, Socorro Couto e Cícero, Mariza, Professora julinha, Eduardo, Gledson Amorim, Sérgio Amorim e Lídia com a filha e esposo Júnior. Registro também, a presença da tia Maria Viana, minha irmã Madalena e minha esposa Ivanilda Mendonça. Não posso deixar de registrar o lindo repertório musical da celebração, interpretado (voz e violão) pelo Itaitubense talentoso Idonaldo Leite (Idon).













terça-feira, 5 de agosto de 2014

Itaituba nunca será um retrato na parede - Férias de julho - 2014



Quem vive e revive sente a energia do reencontro com os amigos na cidade que você nasceu.

Em julho estive em Itaituba acompanhado pelos meus filhos Thales (aproveitou para continuar suas investigações sobre os seresteiros do Tapajós, uma das vertentes de sua pesquisa de doutorado) e Armando Filho (músico clássico), amantes da boa música. Quanta alegria no encontro com os amigos, contadores de histórias pitorescas vivenciadas no decorrer de suas vidas. Tudo regado pela presença dos amantes da música na residência da Léia Furtado com seu papo apimentado como: Silvio Macedo, Paulo Eduardo, Gil Barata, Black Eixo, Edson Fred, Wilson José, Wiliam, Salomão, Sônia, Roberta Cristina, João e seu violão, Clínger, Valdo Gaspar, a filha do Cacau com sua voz maravilhosa, Arthur Bilby com sua voz rouca interpretando músicas estilo bossa Nova, Bruna e Thalita, o coro formado das filhas do Riso Bilby, Pedro Aurélio,Rafic Salomão, Valda Mesquita, Socorro mesquita, Léa, Ivair Mesquita que há 39 anos não visitava Itaituba, Rosemary, Rômulo Bilby, Neide e Melado mostrando seus dotes artísticos cantando Meu Primeiro Amor, Arlene Bastos, Ronaldo Magno, Laurito e Kauê e a participação do grupo de choro “Porrada Seca” com a presença do Bodinho do cavaco, Raimundinho e Felipe no violão. Tivemos momentos de poesia e sensibilidade na casa da Dulcinéia, que nos ofereceu um almoço com cardápios variados, fora a presença do Luiz Henrique com seus trocadilhos poéticos de linguagem refinada, da menina Aline distribuindo simpatia, além da maestria do Zeca na cozinha. Lembro ainda do bom papo com a conterrânea Idolazi falando de poesia, parada obrigatória, com as presenças da Socorro Neves, seu Nezinho, tia Maria Viana e visita ilustre da amiga Victória Figueredo. Os nossos agradecimentos pelo almoço oferecido pela Ana e Carlos Porciúncula e seu filho Luiz Carlos, no aconchegante Hotel Apiacás. Não posso deixar de agradecer a gentil acolhida do casal Vianey e Raenilce e seu filho Benício, na nossa passagem por Santarém, 

Como não poderia deixar de faltar, o passeio pelo Rio Tapajós no barco do Nonato do Suta, praia do Paraná-Miry, a visita inesperada na casa da Neide e do Melado, que nos receberam com grande cordialidade, oferecendo um churrasco e matrinchãs assadas trazidas de Altamira pela família do Risomar Bilby. As gargalhadas da Roselene, presença do Rosimar e Nilza na companhia dos filhos Rodrigo e Rogério, juntamente com suas namoradas.

O dia 25 de julho culminou no Grande Encontro dos Filhos e Amigos de Itaituba no Rotary Clube, com organização impecável da Equipe da ASFITA, cobertura exclusiva do publicitário Ivan da TV Tapajoara, cerimonial impecável da Sandra, filha do amigo Francisco Adofino. O show musical com músicos itaitubenses, sob o comando de Black Eixo e Edson Fred, deu a tônica da festa, com revelação de grandes dançarinos dos mais variados ritmos, como Ronaldo Magno, Professora Madalena revelação no Carimbó, Tomásia com seu parceiro dançando com elegância e outros que fizeram a noite do Grande Encontro ficar mais agradável.

Aos que por algum motivo não participaram da festa, fica lançado o convite para o ano que vem.
Planeje-se que dará certo.

Salve Sant’Ana, a Padroeira de Itaituba!

Por Paulo Eduardo:

"Armando, amigo, muito feliz o título de tua crônica sobre nossa visita a Itaituba em julho último: "Itaituba nunca será um retrato na parede".
Evidente que a tua referência é o poema "Confidência do Itabirano" de Carlos Drummond de Andrade.
Interessante notar a tua acuidade ao captar a essência de nossa ida sistemática a nossa cidade há mais de 10 anos sempre no mês de julho: VIDA! Itaituba nos dá vida e nós damos vida a Itaituba.
Nessa dinâmica que nos impomos, Itaituba numa será um retrato na parede.

Por fim, uma observação ao teu texto. Você esqueceu de mencionar o maior espetáculo de arte da temporada: o jogo de futebol sênior entre Auto Esporte X América. Sensacional. Maravilhoso. O placar diz tudo: 8X8, com um show de bola de Vivaldinho, Reinaldo, Paulo Eduardo, Ciroca, Renildo, Paulo Gaúcho, Cate e Veloz pelo time do Auto; e Luiz Henrique, Tidão, Neneca, Marlúcio, Sérgio Piridão, Ruizinho Sangue de Mamão, o irmão do Libório e mais 2 ou 3 jogadores que não lembro o nome, pelo time do América.

Foi surpreendente em técnica, participação, garra e emoção. E de quebra ainda fiz dois gols, os primeiros do jogo, e a tentativa de uma bicicleta que até hoje meu corpo reclama com remorso.
Já estou com saudade. Mas julho de 2015 já está logo ali e a convocação é geral.
Abraço Bida
Do amigo

Paulo Eduardo C Furtado"

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Depoimento e vídeo inédito, sobre a visita da taça Jules Rimet em Santarém

Ontem 11 de maio, ao acessar meu blog, tive a feliz surpresa de ler e publicar o artigo do caro Eduardo Marcel Ribeiro, comentando sobre que escrevi há quatro anos (“A Copa do Mundo de Futebol de 1970 é parte da minha história”).
Desta vez farei diferente homenagearei a Copa do Mundo de 2014 com o artigo escrito pelo Eduardo Marcel Ribeiro, que vem confirmar tudo que escrevi há 04 anos, com detalhes inéditos em vídeo, que virão complementar a história de nossas vidas.
Parabenizo Eduardo Ribeiro pelo artigo e pelo vídeo inédito.

Eis o artigo,
“A taça Jules Rimet foi levada a Santarém por iniciativa de meu pai, então Maj. Ribeiro, oficial Engenheiro do Exército (IME 1959), arma de Engenharia, transferido de Lages-SC para Santarém naquele ano de 1970, como todo o 2BRV para constituir o 8BEC - vibrador pela Engenharia Militar e pelo desafio da missão amazônica, fez de um encontro casual um evento para a cidade de Santarém.
Encontrou seu colega de turma, então Maj. Calomino, da Escola de Educação Física do Exercito, Rio de Janeiro, em um voo para Manaus.
- "Calomino, o que você faz por aqui?"
- "Estou com a Julinha".
- "Que Julinha??"
- "A Taça Jules Rimet! Estamos viajando as capitais do país em uma exposição itinerante nas agências do Banco do Brasil."
- “Calomino, você tem que ir a Santarém! Estamos começando a Santarém-Cuiabá!! "
- “Se você conseguir avião, hospedagem, tudo, vamos lá! "
E assim o Maj. Jaime Ribeiro começou os contatos com a prefeitura e o Banco do Brasil de Santarém. Ao solicitar em Manaus ao comandante da Aeronáutica da região Norte um avião da FAB, este lhe falou:
- "Não vou lhe dar um piloto para isso... eu mesmo quero pilotar esse avião!"

E assim foi em Santarém, Dez 1970, como descrito pelo caro Armando Mendonça, sendo que eu mesmo não tive a satisfação de tocar a taça, pois embora meu pai estivesse transferido para Santarém, sua família só mudou-se de Lages em Abril de 1971. De fato a prefeitura fez um monumento próximo ao porto e o Bar Mascote alusivo ao evento, mas soube que o tempo levou e não mais existe. Fico feliz em saber o nome da moça Helen Colares fotografada na caçamba da pá escavadeira, e que pode ser vista nas imagens daquele dia memorável, desde o aeroporto, passeata e simbólica ação na construção da estrada Santarém-Cuiabá no youtube, fotografias de meu pai postadas por mim” -  edumarcelribeiro.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Canto do Norte volta ao palco Sesc Boulevard

Com um repertório formado por ritmos variados e com forte referência dos sons regionais, o grupo Canto do Norte subirá novamente ao palco do Sesc Boulevard para compartilhar com o público uma etapa de seu processo de composição.

Em sua estreia na casa (dia 6/4), o grupo envolveu a plateia com sua musicalidade e letras que sugerem
uma reflexão crítica sobre a complexa construção identitária amazônica. Assim, temas como a construção da Usina de Belo Monte e do o BRT, dividem espaço com letras que evocam a religiosidade, recorrendo a uma linguagem poética e até ao humor.
Premiado no Festival Universitário de Música Candanga da UNB – FINCA, em 2012, representando a UFPA, o grupo busca agora firmar os laços com o público da cidade e parcerias ligadas à musica de expressão regional. E com esse espírito dividirá o palco com as participações de Dany Teixeira e Kaio Sena (Casa de Folha) e Luizinho Lins (Trio Chamote).
Uma característica que merece destaque é o convite que o grupo faz à comunidade surda, para quem a apresentação será, novamente, interpretada simultaneamente em LIBRAS, por Silvany Brasil, com a participação especial do tradutor/intérprete de LIBRAS André Dantas.

Foto: Caroline Maciel
Cartaz: Reg Coimbra
Grafite: Yago Freitas — em Sesc Boulevard.

https://www.facebook.com/cantodonorte/photos/a.637261279637789.1073741826.617891794908071/768155253215057/?type=1&theater

sábado, 12 de abril de 2014

Apelo em solidariedade à tripulação e aos passageiros do avião desaparecido na região de Itaituba e Jacareacanga.

Solidarizo-me com os familiares da tripulação e passageiros do bimotor Beechcraft BE 58 Baron, desaparecido no dia 18 de março, entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste do Pará. Equipes do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronaúticos suspenderam as buscas e até o momento não foram retomadas.

Em solidariedade,  publico neste espaço, o apelo para que o governo tome medidas a que venham encontrar o avião, seus tripulantes e passageiros.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Celebração das Bodas de Platina de João e Itahy Lima


Em 18/01/2014, participamos da celebração dos 65 anos de casados,  Bodas de Platina, de João e  Itahy Lima, com Missa em Ação de Graças com a participação efetiva dos filhos, netos, bisnetos e amigos da família. A convivência dos dois demonstra que há possibilidade de uma união duradoura e eterna, até o chamado divino. Fica a lição de sabedoria e experiência na manutenção da convivência do casal. Os dois são conterrâneos itaitubenses e merecem nossos aplausos pela resiliência em nome da instituição maior, que é a família.
Os nossos votos de vida longa, com muita saúde ao casal. Parabéns!























terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Feliz Natal!

Natal é momento de reflexão, cada um de nós alça o mais alto voo e mergulha no mais profundo sentimento, o sentimento do amor ao próximo. Refletir pelo que passou e resgatar das intempéries, o que causou o desgaste nas relações humanas, é nossa obrigação. Somos humanos, logo, somos passíveis de cometermos injustiça. Sabemos que não é fácil exercer cidadania de forma inconteste.

Neste Natal, vou me permitir a usar o pensamento de Aristóteles “ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém”.

Não devemos cruzar os braços e esperar que sejamos engolidos pelos nossos talentos. Os talentos estão adormecidos, vamos fazer uso dos mesmos para fazermos o bem ao próximo. É Natal!

Um Feliz Natal a todos com muito amor!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi morre aos 69 anos. Quem não curtiu?

Quem não curtiu uma das músicas de Reginaldo Rossi? Mesmo que omitissem a afinidade com ela!

É amigos, o poeta não é só aquele que é eloquente nas sábias palavras, mas aquele que canta a simplicidade tocando na ferida aberta ou na cicatriz deixada pelas relações amorosas. Isso, o ReignaldoRossi fez com maestria, como diria meu amigo Paulo Eduardo:
ReiGinaldo Rossi agora nos bailinhos você será lembrado com muito saudade, enquanto garçons continuarão ouvindo centenas de histórias de amor em uma mesa de bar. Mas o o mundo será mais triste.
valeu, king.
Como sempre acontece, a morte engrandecerá a sua arte.

domingo, 15 de dezembro de 2013

ITAITUBA, PROSPERIDADE SEM LIMITES


A nossa cidade teve como marco o lugarejo chamado Itaituba, cuja existência conta desde 1912, alavancando o progresso com a exploração e o comércio de especiarias no Alto Tapajós. O registro histórico da época assinalava que Itaituba era o centro de atividade comercial. Sua criação ocorreu no dia 15 de dezembro de 1856 pela Lei estadual n° 290, e instalando em 3 de novembro de 1857.

Itaituba, cidade longínqua, distando 889,36km em linha reta, 1381 km via estrada para Belém, capital do estado do Pará. Outrora de difícil acesso, longe de tudo, esquecida pelo poder público. Seus habitantes estão cansados do abandono e do desprezo que até hoje perdura. A falta de sensibilidade e o desrespeito com o seu povo pelo poder público, é uma máxima que não cai de moda.

Na década de 70, em plena ditadura, a população itaitubense resolveu por livre e espontânea pressão, apoiar a proposta do governo federal em fortalecer suas bases militares, construiu o Quartel do 53° BIS, inaugurando a abertura da estrada transamazônica, construindo o cais de arrimo, obra obrigatória a todos os municípios de área de segurança nacional. Cheguei a percorrer todo o percurso do trecho entre Itaituba e Altamira, que contava apenas 3 km. Para mim era um sonho que estávamos realizando. Vivenciamos as mudanças conturbadas vindas com o “progresso”. Ainda na década de 70, o governo federal, já com a obra avançada, resolve colonizar todo o trecho entre Itaituba e Altamira, para nós uma novidade. Presenciei os pousos e decolagens de aviões considerados de grande porte com os colonos que vinham de vários estados, com o objetivo de colonizar toda a extensão da transamazônica. Aviões como o avro da Varig, eletra da varig, caravelle da cruzeiro do sul, samurai da Vasp, boeing da Transbrasil, aviões búfalos e hércules da FAB, hirondelle da Paraense. Todos esses aviões pousavam no Miritituba, cuja pista já havia sido asfaltada para receber esses aviões. Lembro com tristeza, porque não tínhamos a leitura do momento político, “o momento alegre” que acompanhei correndo ao lado do carro do Presidente Médici, juntamente com o amigo Donga, que morava na residência do Sr. Vivaldo Gaspar. Chegamos juntos ao aeroporto de Itaituba. “Pura inocência de jovens desinformados”.



O meio de transporte fluvial em Itaituba no seu advento era servido por navios de grande porte das empresas Enasa e Jonasa. Cito alguns que me veem à memória como: Lobodalmada, 3 de outubro, Tavares Bastos, Lauro Sodré, as saudosas chatinhas Imediato Carepa, Plácido de Castro. Eram navios que apresentavam algum conforto em seus camarotes. A garotada, fazia a festa com a venda de limão por troca de produtos alimentícios.

Fazendo um comparativo das embarcações do passado com as embarcações de hoje, percebe-se claramente falta de investimento no meio de transporte fluvial. Em julho deste ano, repeti a peripécia de anos atrás, viajando de navio para Santarém, depois embarquei para Itaituba. Foram 4 (quatro) dias de viagem. Achava que não iria chegar. Ainda mais, que para mim, as paisagens não eram novidade, por eu ter nascido em Itaituba, região do tapajós.

Um pouco da história que elegi para homenagear a cidade de Itaituba, a cidade que mais amo e que pelas circunstâncias da vida, fui obrigado a trilhar outros caminhos em outro lugar. Itaituba, é a cidade onde recarrego as baterias para enfrentar os problemas cotidianos.

Parabéns ao povo de Itaituba por acolher com simpatia, povos das regiões mais longínquas. Parabéns por não alimentar o pensamento sectário, arcaico e desnecessário.

VIVA ITAITUBA!




Hino de Itaituba
Armando - violão, Armando Filho - viola clássica, Thales - violão