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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carimbó é Patrimônio Cultural

A música e a dança são manifestações de alegria e criatividade artística, elementos imprescindíveis para o corpo, que agem como redutor de tensões. O Carimbó é uma dança genuína paraense, por isso, temos que lutar pela preservação e pela elevação à categoria de patrimônio cultural brasileiro.

A revista abaixo foi elaborada por um grupo de estudantes da Faculdade do Pará – FAP, que fazem um apelo grandioso à manutenção do Carimbó, encabeçando a Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Convite para Missa de 30° dia de Falecimento de Altamiro Silva


Anamaria disse...
Armando, hoje de modo especial, gostaria de postar essa Homenagem ao nosso amado e inesquecível pai Altamiro.
Querido Papai, essa é a fase mais difícil de nossas vidas, como fica tudo agora com sua partida, se você é o centro de tudo! A casa não é mais a mesma sem a sua presença, seu sorriso aberto; já não estava sendo mesmo! Os 45 dias que passou no hospital deixavam-nos com saudades, a cada visita nossas esperanças renovavam-se, fazíamos mil planos: “- Ah! O Papito vai gostar das reformas quando voltar pra casa...” “- Papito vai ficar ainda mais confortável...” Mas, você não voltou, lutou bastante, foi guerreiro, gigante, valente, destemido, determinado - o que sempre foi a sua marca - porém, não voltou mais para casa, para nós. Mas, fica o seu grandioso coração, o enorme amor por sua esposa, Dona mamãe, pelas filhas Ivanilda, Anamaria, Amenaíde e Aglacy, pelos filhos Rafic, Altair, Adalberto, Artêmio, Aldir, Aurimar, Altamirinho; amor que você foi capaz de transmitir a nós de maneira ímpar, contagiante, tanto que se estendeu grandemente aos netos e netas (suas paixões), irmão e irmãs, genros e noras, à tia Maria Porto, aos sobrinhos e sobrinhas, cunhadas e cunhados, primos e primas... Tinha enorme carinho e apreço pelos amigos e por àqueles que, com você trabalharam. Aqui destacamos alguém que disputava seu amor conosco, sim, ela mesma, a querida e amada Itaituba da qual foi Prefeito por 17 anos, como disse certa vez a cantora Márcia Ferreira: “somente seu Altamiro tem a radiografia dessa cidade...” Nossa como você amava Itaituba! Dela e da “Boca do Cury”, tinha lembranças marcantes, dessa última, de modo especial, onde estão as suas origens.
Gostava dos jovens, pois, apostava na força da juventude (sinônimo de transformação). Quando jovem, aconselhava-se com os mais velhos, por isso você deu tão certo, porque são eles (os mais velhos) que têm a chave da sabedoria; prova disso, são os ensinamentos que você nos deixou, tesouro muito parecido com a filosofia de D. Bosco: “Bons cristãos, honestos cidadãos”, eis que você queria (e quer) em primeiro lugar, a união e o amor na família, seguidos do conhecimento, respeito, humildade e fôssemos pessoas de bem, todos encaminhados na vida, filhas e filhos amorosos, mães e pais cuidadosos/vigilantes, profissionais competentes e dedicados... Hoje, quando temos dúvidas a respeito de algo, logo dizemos: “O que o papai diria se estivesse aqui...?”, tudo lembra você, gestos, palavras, solidariedade... Como não lembrar se você é inesquecível; por isso choramos, choramos cheios de saudade, de lembranças boas; você cumpriu sua missão na terra, e seu sorriso lindo ficará eternizado na lembrança de todos nós que amamos você. Por outro lado, nos conforta saber que o Céu está ainda mais alegre com a sua chegada e ganhou um orador incomparável, brilhante. Lembra quando você comparava a arte de falar em público com a decolagem e aterrissagem de um avião? Como você é ALTAMIRO RAYMUNDO DA SILVA, todos agora, estão encantados com a sua oratória e o seu carisma aí no Plano Celestial!!!



sábado, 19 de junho de 2010

"Chiclete" grande instrumentista de sopro acaba de nos deixar

                  Que bom que criei esse blog com a maior abertura de idéias possível. Fiz questão de deixar claro, que ele não tem apelo político, partidário e sem amarras a qualquer doutrina.
Aqui deixo a minha homenagem ao grande saxofonista "Chiclete", que tive a honra de compor com ele o grupo musical que acompanhava os "codões de pássaros", dirigido pela Celita(Célia Lages Virgolino). Naquela época o grupo era composto pelo Chiclete e seu Antão no saxofone, Carlos Travessa e Chico Lopes nos pandeiros, Chico Soldado no Banjo e eu de gaiato já batia um pouco de violão juntamente com essas feras.
                  O último contato que tive com o "Chiclete" foi em Altamira onde eu tive a oportunidade de relembrar os velhos tempos e acompanhá-lo solando Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo.
Seguidamente tivemos grandes perdas, como do tio Altamiro, Malaquias, Edivaldo do seu Portuguesinho e outros que não temos conhecimento.
                  Achei interessante publicar o fato ocorrido no  Hotel Apiacás narrado tão bem pelo Luiz Henrique no blog do João Paxiúba:
"Alguns anos atrás, já no bar do Apiacás, um médico, que nas horas vagas se apresentava como saxofonista, observava um senhor moreno, esguio, chegar para mostrar seus dotes musicais. De cara, interpretou simplesmente "Espinha de bacalhau", uma das mais difíceis do mundo. Antes de terminar essa música, meio que sem jeito, se ausentou do ambiente, totalmente boquiaberto com o talento do mestre chamado "Chiclete", que ele tanto o subestimou".
Luiz Henrique Macêdo.
                   Vai o meu abraço a família do "Chiclete" e o pesar pela perda do ente querido.
                   E como como marca da sua habilidade musical, deixo o vídeo encaminhado pelo seu filho Nonato Leite a quem tenho um carinho todo especial.
http://www.youtube.com/watch?v=lZqLZdXQPI8

domingo, 13 de junho de 2010

Malaquias Vieira da Silva, mais uma página da história de Itaituba que se vai

A vida é feita de momentos alegres e tristes. Ficamos alegres quando nasce um filho, quando vemos crescer, quando vemos constituir família, quando vemos que já podem dar os passos para o futuro. E assim é o seu ciclo da vida até a morte.

Hoje dia 13/06/2010, às 4h30 perdemos um grande amigo itaitubense. O MALAQUIAS VIEIRA DA SILVA, marido da Dona D’Moraes como é conhecida, pai de muitos filhos, em especial para mim, aquele que foi presenteado com o seu próprio nome, o Malaquias Filho, bem sucedido morando em Fortaleza, que apesar da distância sempre estamos juntos.

O nosso amigo Malaquias levou consigo parte da história do nosso município, tendo a participação direta na construção da localidade de Maloquinha juntamente com os padres Franciscanos, hoje fazendo parte do Parque Nacional da Amazônia que cobrindo uma área de 994.000 hectares e está situado à margem esquerda do Rio Tapajós. Sua vida sempre ficou ligada ao trabalho ao lado dos padres a serviço da paróquia de Nossa Senhora Sant’Ana.

Aqui vai a homenagem de todos os alunos que estudaram no “Ginásio Normal Sant’Ana”, onde ele foi um grande colaborador e amigo de todos.

Fica a saudade, as boas lembranças e o alento aos familiares e amigos que estiveram nesta vida ao seu lado.

Malaquias, você já cumpriu a sua missão aqui. Agora comece outra vida ao lado do Pai.


Maloquinha - Itaituba - Pará

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Copa do Mundo de Futebol de 1970 é parte da minha história

Foto estraída do orkut da Maria Lúcia Cabral Furtado
Estou em época de Copa do Mundo e quem não está? Mais uma vez, vou a reboque da história. Lembro que a Prefeitura de Itaituba colocou um alto-falante no prédio do antigo mercado de carne de Itaituba, onde havia os bares “O Globo no Ar” de propiedade de meu pai Fran Mendonça, o bar “Ponto Chic” de propriedade do Sr. Atônio Rubens e a “barbearia do Montel”. Ali a população que não possuia rádio, se posicionou para ouvir a partida de futebol. Após a calorosa goleada aplicada pelo Brasil de 4x1 na Itália, foi a conquista do tricampeonato. A população saiu em passeata comandada pela D. Didi do Seu Tibiriçá. A pacata cidade de pouco mais de 1.000 habitantes foi ao delírio! Pasmem, tive a oportunidade de ouvir o jogo em um rádio Transglobe sintonizado na rádio Globo do Rio. O sofrimento era grande. Em alguns momentos o sinal ia desaparecendo e íamos à loucura. Mas a emoção era grande e nem pensar em desistir.


Tive o privilégio não só de tocar, mas de elevar a Taça Jules Rimet na cidade de Santarém. Estávamos em plena ditadura militar, mas sempre a nossa região era lembrada e brindada com filmes e visitas ilustres.  A Taça Jules Rimet, ficou exposta à visitação na agência do Banco do Brasil, situada à Rua Rui Barbosa esquina com a Travessa dos Mártires, ainda em construção. A passeata com a taça percorreu a cidade de Santarém, em uma pá-mecânica, elevada ao alto pela jovem muito bonita de nome Hélem Colares.Tudo era muito real!

"As lembranças nos brindam com  essa felicidade, por ter vivenciado esses momentos de glória, juntamente com povo brasileiro".

sábado, 5 de junho de 2010

Do goleiro das traves da vida ao restaurante “Remanso do Peixe”

Muitos de nós devemos conhecer esse rosto como, o goleiro das traves da vida. Francisco Santos conhecido como Chicão é um conterrâneo Itaitubense, grande boleiro e grande goleiro também, fez sucesso na década de 70 no clube Bolinha na cidade de Santarém, não deixava passar nada. Chicão é um profundo conhecedor do bom pescado e dos excelentes pratos à que podem ser transformados. Só provando é que poderemos conceituar o nível da culinária por ele oferecida na peixaria “Remanso do peixe”. Opa! Sucesso nas grandes rodas culinárias do Brasil.

É interessante, o período de preparação involuntária a que antecederam os novos caminhos trilhados pelo Chicão, que juntamente com a comadre Carmem, são pais de dois filhos que não ficam atrás e a disputa é forte. Os dois garotos Thiago e Felipe, já fazem sucesso nas rodadas apresentando pratos de toda a natureza, desde os mais simples, até os mais sofisticados, dentre eles alguns exóticos da culinária mundial.

Todo esse sucesso começou quando íamos com as famílias dos amigos Macambira, Assis e João passarmos os fins de semana na casa do Chicão em Mosqueiro. Lá servíamos de cobaias, no bom sentido. Mas que cobaia! Chicão preparava os pratos variados aí fazíamos aquele esforço para prová-los e atribuir à nota. Não dava outra, a nota era máxima. Naquela época não passava pela cabeça do Chicão manipular a culinária de forma oficial. Deu certo e hoje é um sucesso!

Publico a reportagem da revista Troppo:

Homenagem a um grande amigo Especial

Em vida um grande homem e esposo, pai, irmão, e avô. De caráter e honestidade inabalável como tua fé em São Sebastião educou teus filhos com tua digníssima esposa com grande garbo. O maravilhoso casal ensinou com sublimidade em seu lar o amor abençoado pela virgem Maria e seu amado filho Jesus. Amigo Altamiro sempre fostes livres do egoísmo, usura e interesses, teu coração era um oceano de amor e bondade, cumpristes com garbo a missão que Jesus te outorgou, tua energia positiva sempre energizava os que de ti se aproximavam. Construíste o teu império com grande sabedoria, deixastes todos os teus filhos encaminhados, partistes do mundo físico para o espiritual, agora brilhas como uma estrela de grandeza infinita no céu de organza azul. É difícil encontrarmos no mundo conturbado de hoje um homem como você amigo, grande amigo Sr. Altamiro. Tenho certeza que permanecerás vivo em nossos corações sabendo que rogarás por nós na pátria espiritual, que a tua evolução espiritual seja rápida, pois bem o mereces. Pois, os feitos que deixastes no plano físico colherão na pátria espiritual todos os frutos maravilhosos de tua vida humana e boa.

Esta é a minha homenagem com mente e coração para o amigo que continuará sendo especial. Obrigado por tudo.

Miguel Antonio Vaz

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fordlândia e Belterra esquecidas pela história - republicação

Este filme retrata uma época de esperança do povo de Fordlândia e Belterra no Estado do Pará, cidades esquecidas pelos governos.

Fica evidenciado um misto de alegria e tristeza quando revejo este filme. Confesso que me emociono a cada apresentação e mesmo distante, continuo vivenciando a cada dia, aquele momento passado como se eu fosse parte presente dele.

Fordlândia e Belterra, duas cidades que guardam muitas recordações da época.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Um grande AMIGO se foi

segunda-feira, 24 de maio de 2010
Durante toda minha vida,
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.

Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.

Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.

Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção, por ter me dado a mão amiga na hora em que foi
preciso, nos momentos bons e ruins.
Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é acreditar.

E amigos de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.

À você meu amigo Altamiro Raimundo, agradeço pelo que você fez por mim.
Sua amizade para mim sempre teve e terá um valor enorme,
e nada que eu possa dizer ,
pode ser tão especial ou mais significativo
do que sua amizade foi para mim.

Fique com Deus meu amigo.
Postado por João Paxiúba às 06:06
http://paxiuba.blogspot.com/2010/05/um-grande-amigo-se-foi.html

Altamiro, uma vida de conquistas políticas e sociais - falecido em 22/05/2010 em Belém - Pará

Não podemos deixar passar em branco e fazer algumas citações sobre a vida pública de sucesso do filho, pai, irmão, tio e avô Altamiro Raimundo da Silva. Um homem que gerenciou a cidade de Itaituba por diversas legislaturas, sejam elas, de forma direta ou indireta. Vale ressaltar que os processos eleitorais se davam mais por amor a camisa e se fazia política com amor.

Hoje os municípios são dotados de orçamento com repasses constitucionais, graças à reforma tributária efetivada a partir de 1984. No passado, anterior a data citada, o município de Itaituba, tinha como fonte de renda, somente os repasses do estado e do governo federal, isso se fossem apadrinhados por um político que lutasse pela alocação de recursos.

Altamiro foi um signatário de coração aberto, pronto para ajudar os seus munícipes, muitas vezes em detrimento à própria família. Foi um grande filho, pai, avô, irmão e conselheiro. Educou seus filhos de forma simples e dedicada, encaminhando-os à trilha do bem. Hoje sua família é dotada de um equilíbrio intelectual invejável, sempre a serviço do bem maior.

Para nós fica o “o sorriso aberto e acolhedor e o calor de um coração solidário”.

Vai-se, mais uma das poucas enciclopédias com todo o acervo histórico e cultural da nossa cidade de Itaituba.

Fique em Paz com Jesus!
Ivanilda/Armando/Thales/Armandinho

Publíco aqui alguns comentários de nossos leitores:

Anônimo disse...
Morei em itaituba por 20 anos, conheci esse homem, gostaria entrar em contatos com os amigos que ai deixei:black-eixo,chico do cutrim, jefersom serique, zezinho, me ajuda ai armando. meu nome é ubirajara,moro em boa vista-rr, meu email bira_lamarao@oi.com.br, trabalho no ministerio publico estadual
23 de maio de 2010 20:01


Oi Bida sinto muito pela morte de Sr.Altamiro
receba minhas condolência e orarei a Deus para que ele descanse em PAZ.
Umabç. do amigo
Mourão
23 de maio de 2010 20:09

Luiz disse...
Olá, Bida!
As lembranças que tenho do Sr. Altamiro são de uma gentileza em pessoa. Deixou seu nome marcado em vários acontecimentos de Itaituba, inaugurando órgãos estaduais e federais, recebendo seus respectivos gestores.
Hoje, na imprensa local, várias homenagens à sua memória, inclusive mostrando uma foto de uma grande festa na casa de recepções "Emoções", juntamente com sua esposa Maria Viana e meus pais, Truth e Dulcinéa.
Sentimentos à família!
25 de maio de 2010 00:12

Francisco disse...


O maior legado de um homem é o exemplo de vida, o qual é incontestável, na figura do Sr. Altamiro, pessoa simples, de sabedoria profunda, e de intensa vida pública, dedicada a atender as pessoas que o procuravam. Com sabedoria nas palavras atendia ou não, mas sempre com palavras de incentivo. Para nós da família, uma perda gigante. Fica a saudade, fica nossa palavra de encorajamento à família, para que superem unidos, no amor, na solidariedade, na compreensão, na fé, assim, ele descansará em paz. À minha tia querida, nosso carinho e amparo.

Francisco Mendonça Filho
"Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo"
25 de maio de 2010 12:34

domingo, 23 de maio de 2010

FALECIMENTO DO TIO ALTAMIRO

COMUNICO O FALECIMENTO DO TIO ALTAMIRO NO DIA 22/05/2010, ÀS 22:30H.
O CORPO ESTÁ SENDO VELADO NA CAPELA MORTUÁRIA DA BENEFICENTE PORTUGUESA.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Proposta de Emenda à Constituição (PEC)

O que é?

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, um emendo à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Qual o caminho de uma PEC?

NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

1) CCJ da Câmara

Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ). É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.

A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, dizemos que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial.

Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decidiu pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.

A PEC em questão, por sua vez, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.

Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.

O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.

Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra.

Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão.

Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros.

Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJ.

2) Comissão Especial:

Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, ou seja, a análise de seu conteúdo, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.

Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada.

O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição.

Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas atenção: para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão.

O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.

3) Plenário da Câmara

Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.

Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.

Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.

A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.

NO SENADO FEDERAL

4) CCJ do Senado

O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.

Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.

5) Plenário do Senado

Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos. São necessário, ma legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.

Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.

O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:

Rejeitar a proposta - a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.

Propor alterações - a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.

Aprová-la integralmente - a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a promulgação.

6) Promulgação

Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI136066-EI1483,00.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Governo lança Programa Nacional de Óleo de Palma

Óleo de palma origina o dendê/Foto: Emilia Lira

O Programa Nacional de Óleo de Palma, lançado nesta quinta-feira, 6 de maio, em Tomé Açú (PA) quer tornar o país o maior produtor mundial desse vegetal nos próximos anos, garantindo o suprimento de combustível renovável.

O programa prevê a ampliação da área destinada à plantação do vegetal para a produção de combustíveis a partir de energias renováveis. O óleo de palma também é conhecido como dendê.

O projeto, que visa aumentar a produção para 130 mil hectares até 2014, vai ser aplicado em 44 municípios das regiões norte e nordeste.

Atualmente, o Pará lidera a produção de palmas no país, com 80 mil hectares plantados na região dos rios Capim, Guamá e Tocantins. A transformação do óleo de dendê em biodiesel é feita pela Petrobrás, a empresa está construindo três indústrias na região, para somar às nove já existentes no estado. O Programa Nacional de Óleo de Palma prevê a participação imediata de 900 parceiros na agricultura familiar, e de 300 médios e grandes produtores.

Na quarta-feira, 5 de maio, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, que a palma produz dez vezes mais óleo do que a soja na mesma área, sendo possível produzir cinco toneladas de óleo por hectare a cada ano. Com isso, um produtor que plante 10 hectares de palma, pode obter uma renda média de R$ 2 mil por mês aos preços atuais.

Segundo Wagner Rossi, somente dois países, a Tailândia e a Indonésia, concentram 90% da produção mundial de óleo de palma. A expectativa é que com o programa, a participação brasileira nesse mercado aumente.

“[O programa] vai disponibilizar a possibilidade da multiplicação da cultura numa área muito grande no Brasil. Nós temos pelo menos, no momento, 29 milhões de hectares disponíveis, onde a palma poderia ser usada com eficiência. Isso inclui uma parte grande do nordeste brasileiro e todos os estados do norte”.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o aumento de área plantada não será feito com desmatamento, mas aproveitando áreas já degradadas.

“O programa nasce com orientações claras do ponto de vista de que áreas podem ser aproveitadas para a expansão dessa cultura. É um programa construído em bases para proibir o desmatamento em áreas de florestas nativas para a expansão da fronteira agrícola associada à palma de óleo”, afirmou a ministra.

Ambientalistas concordam que gerar combustível renovável é importante para a região. Mas, segundo o coordenador do Instituto do Homem e Meio Ambienta da Amazônia (Imazon), Paulo Amaral, se o projeto envolver pequenos produtores, é preciso alguns cuidados.

“[É preciso] um sistema de monitoramento muito forte, para que não provoque pressão sobre as áreas ainda com cobertura florestal. [Também] deve observar a recomposição dessas áreas já abertas, e tem que se considerar a assistência técnica e uma garantia da compra dessa produção para que um pequeno produtor possa se sentir seguro para entrar num programa desses”.

Tags: Energia , Responsabilidade Social
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/governo-lanca-programa-nacional-de-oleo-de-palma

terça-feira, 27 de abril de 2010

VIGILÂNCIA ELETRÔNICA - Governo planeja soltar cerca de 80 mil presos menos perigosos, que deverão ser monitorados por tornozeleiras

Publicada em 25/04/2010 às 23h49mO Globo
BRASÍLIA - Depois de longos debates no 12° Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, em Salvador, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) decidiu elaborar um projeto de monitoramento eletrônico que pode resultar na soltura de cerca de 80 mil presos, quase um quinto da população carcerária brasileira. O monitoramento poderá ser feito pela tornozeleira eletrônica, que permite saber a localização de quem a usa. O governo entende que o controle de criminosos de baixa periculosidade fora das cadeias é uma das poucas alternativas para desafogar os presídios no país. O número de detentos aumenta a uma taxa de 7,3% ao ano, e, para o Depen, não há investimento em ampliação da estrutura prisional que dê conta da demanda. É o que informa reportagem de Jailton de Carvalho e Fábio Fabrini publicada na edição do GLOBO de segunda-feira.

A cada ano, o déficit carcerário aumenta em quatro mil vagas, e a tendência é a deterioração do quadro, já crítico, mesmo com o crescente aporte de recursos federais. Pela proposta em estudo, o monitoramento eletrônico poderia beneficiar presos provisórios (sem condenação) que não tenham posto em risco a vida ou a integridade física das vítimas. O diretor do Depen, Airton Michels, entende que o benefício poderia ser estendido a condenados, que, sendo primários e de bom comportamento, teriam a progressão de regime antecipada em um ano.

Numa tentativa de minimizar o drama, o governo deve liberar, semana que vem, R$ 470 milhões para a construção de centros de detenção provisória, que vão abrigar 32 mil presos que hoje se amontoam em delegacias. Segundo o Depen, a situação destes presos é, em muitos casos, mais degradante que nos presídios. As delegacias estão abarrotadas com 58 mil pessoas não condenadas, um número bem superior ao de vagas (15 mil). Mas as dificuldades não são apenas financeiras.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/25/governo-planeja-soltar-cerca-de-80-mil-presos-menos-perigosos-que-deverao-ser-monitorados-por-tornozeleiras-916428380.asp

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lista de amigos

O tempo passa, você se distancia da infância e da juventude, vem o amadurecimento, passamos a ver a vida de forma lógica onde os nossos passos são controlados pela disciplina imposta pela sociedade, onde as normas e regras estão acima da nossa deliberalidade. Também, se assim não fosse, viveríamos em uma anarquia constante. É o mal necessário!

Abdicamos de muitas coisas, nos mudamos da cidade que mais amamos, nos afastamos de pessoas queridas, começamos a perceber o ciclo da vida até o inevitável.

Recentemente perdemos grandes amigos, como Nelson Furtado, Edvaldo Amorim e outros que não temos notícias. A música “Lista” de Oswaldo Montenegro retrata todo o sentimento sobre essa reflexão:

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ana Júlia recebe prefeitos que vieram cobrar da AL os R$ 366 milhões

20/04/2010 14:25
Da Redação
Secretaria de Comunicação

Prefeitos ouvem da governadora Ana Júlia que um terço dos recursos do empréstimo do BNDES serão aplicados em convênios com os municípios

Cerca de 60 prefeitos de todas as regiões do estado foram recebidos pela governadora Ana Júlia Carepa na tarde desta terça-feira, no auditório do Centro Integrado de Governo. Os prefeitos vieram à capital, mobilizados pelas associações de municípios, para reunir com o presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil, e cobrar celeridade na votação do projeto de autorização do empréstimo de R$ 366 milhões.

Os recursos constantes no pedido de autorização de empréstimo PL 259/2009, em tramitação e pronto para votação na Assembléia Legislativa, foram destinados pelo governo federal para compensar as perdas de arrecadação dos estados decorrentes da desoneração fiscal determinada pelo presidente Lula para combater a crise financeira mundial em 2009.

A governadora recebeu os prefeitos e comprometeu-se a aplicar um terço dos recursos oriundos deste empréstimo - cerca de 122 milhões de reais - exclusivamente para investimentos conveniados com as prefeituras. Coerente com a postura do seu governo, Ana Júlia assegurou que os recursos serão distribuídos às prefeituras, independente da filiação partidária dos prefeitos.

A governadora anunciou ainda aos prefeitos a inauguração do novo parque radioterápico do Hospital Ophir Loyolla, ocorrida na manhã desta terça-feira. E fixou a data de entrega das patrulhas mecanizadas destinadas à recuperação das rodovias vicinais para o próximo dia 30 de abril, no estádio do Mangueirão. Ela anunciou ainda a doação de combustível para as prefeituras em parceria com o INCRA.
http://pa.gov.br/noticia_interna.asp?id_ver=61804

domingo, 18 de abril de 2010

Jacob do Bandolim

JACOB PICK BITTENCOURT, nasceu em 14/02/1918, no RJ. Filho único, do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da polonesa Raquel Pick, morava na casa de n° 97, da Rua Joaquim Silva, na Lapa, onde, sem ter muitos amigos e com restrições para ir brincar na rua, costumava ouvir um vizinho francês cego tocar um violino.
E esse foi o seu primeiro instrumento. Ganhou-o da mãe aos 12 anos, mas, por não se adaptar ao arco do instrumento, passou a usar grampos e cabelo para tocar as cordas. Depois de várias cordas arrebentadas, uma amiga da família disse; "..o que esse menino quer é tocar bandolim..". Dias depois, Jacob ganhou um bandolim, comprado na Guitarra de Prata. Era um modelo "cuia", estilo napolitano, e que segundo o próprio Jacob: " ...aquilo me arrebentou os dedos todos, mas eu comecei...".
Não teve professor, sempre foi autodidata. Tentava repetir no bandolim trechos de melodias cantaroladas por sua mãe ou por pessoas que passavam na rua. Aos 13 anos, da janela de sua casa, escutou o primeiro choro, É DO QUE HÁ, composto e gravado por Luiz Americano. Era tocado no prédio em frente, onde morava uma diretora da gravadora RCA. "Nunca mais esqueci a impressão que me causou", afirmaria Jacob, anos mais tarde.
Raramente saia à rua. Seu negócio era ir a escola e tocar o bandolim. Freqüentava, após a volta das aulas, a loja de instrumentos musicais Casa Silva, na rua do Senado, n° 17, onde ficava palhetando os bandolins.
Quer saber mais, clique aqui: http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/acervo.php
Dentre os choros compostos por ele tem um chorinho que me deixou perplexo com a sonoridade e musicalidade. Esse choro chama-se “Santa Morena” aqui interpretado por Dudu Maia (bandolim de 10 cordas), Douglas Lora (Violao), Alexandre Lora (Pandeiro) - Caraiva, Bahia, Brasil, Jan 2005.   
 

domingo, 11 de abril de 2010

Texto extraído da coluna de Dora Kramer no Estadão de 13/03/2010.

Em artigo publicado no Estadão pelo escritor cubano Carlos Alberto Montaner, reproduz definição sobre o presidente Lula que ouviu de um presidente latino-americano.

É a seguinte: "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade como um combate entre bons e maus."

Segundo Montaner, o comentário foi feito a propósito da perda de confiança internacional provocada pelo alinhamento brasileiro a governos autoritários.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

De olho nas eleições 2010: desenvolvimento pela efetivação de direitos

Achei oportuno estar socializando o texto abaixo, já que estamos a sete meses das eleições que elegerão os nossos governantes:

"Avanço econômico sem transformação social não levará ao desenvolvimento do país. Esta deve ser a linha política de um novo governo. O próximo presidente - ou presidenta - da República precisará perseguir uma concepção contemporânea e democrática de desenvolvimento caso queira fazer o Brasil avançar para uma nova etapa da sua história. O desenvolvimento brasileiro para o século XXI deve efetivar os diretos humanos, portanto, colocar a dignidade humana no centro do plano estatal".

Este o trecho inicial elaborado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) sobre o período eleitoral que se aproxima no Brasil.

Para ler o texto na íntegra, vá em http://www.inesc.org.br/

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Da Marujada de Quatipuru ao projeto de pesquisa

O que me move? O que gera o movimento em mim? O que me desloca de um estado inicial para um estado, tempo/espaço, outro? Não sei se posso responder. Ainda não racionalizo bem. Intuo possibilidades, crio histórias, canções e projetos.

Opto agora por tentar desenhar o caminho do meu movimento em direção aos mascarados da Marujada de São Benedito em Quatipuru, o fazendo sem referência teórica alguma, buscando relacionar/racionalizar o meu próprio caos de referências pessoais, entre pessoas, livros e espetáculos que me cruzaram.

Tentando relembrar alguma coisa que eu li sobre o teatro grego, no início do meu curso de Letras, no comecinho da minha empreitada rumo à descoberta do teatro em mim, se não me falha a memória, entusiasmo é ter deus dentro de si. O entusiasmo, se não estou enganado, está associado a Dionísio, provavelmente o deus mais subversivo, controverso e ambíguo do panteão grego. Nos cultos a Dionísio, dizem, dava-se vazão aos prazeres num sentido religioso de estabelecimento da verticalidade. No riso e no gozo, aquelas pessoas distantes, supostamente, em êxtase e entusiasmo atualizavam o sentido da vida com festa e arte.

É assim em toda festa de família na minha casa, comemos, bebemos, cantamos e atualizamos a memória de nossos ancestrais. Então rimos, contamos aquela história engraçada do tio Roberto e, às vezes, até choramos a saudade do vovô, enfim, enchemos nossas vidas de deus, com festa e arte.

Em casa eu aprendi a valorizar o encontro e o estar junto das pessoas que amo, e aprendi a fazê-lo cantando, tocando, dançando, rindo e contando histórias. Para mim, é aí que começo a me interessar pelo teatro, mas não o “teatrão” como a gente fala em Belém, ou o “teatro ortodoxo” como eu ouvi de um professor outro dia. O teatro que arde em mim é um teatro de encontro e celebração, teatro imaginário, um teatro festivo em que haja toque, abraço, e entusiasmo. Assim como aprendi em casa. Assim como aprendi com os Palhaços Trovadores, com o Grupo Verbus, com o Grupo Junino Pássaro Tem-Tem, com o Cordão de Bruta Flor, com os mascarados da Marujada de São Benedito em Quatipuru.

Emprestando irresponsavelmente a noção de ti, a busca/prática de uma ancestralidade festiva é o que me move. É o que gera movimento em mim, poeticamente e literalmente. Minha chegada em Quatipuru teve um sentido religioso extremo. Religioso no sentido de uma das interpretações etimológicas da origem latina em religare, ou seja, religar, re-estabelecer o contato do homem com a verticalidade, e, em mim, uma potente metáfora do sentido da arte na vida, o entusiasmo. Minha experiência na Marujada de São Benedito em Quatipuru, somando os dias, dever contar uma semana, mas reverbera em mim sempre. Isso é real, mesmo que a minha memória da festa seja uma criação pessoal, assim como toda memória. Algo aconteceu nesse encontro e eu não sei bem o quê. Sei que hoje aprendi que se deve ter um São Benedito na cozinha, e aprendi também que ele gosta de café, quente e preto, e eu faço o gosto do santo, porque o tambor que eu ouvi tocar em Quatipuru na festa dele ressoou e ressoa no meu peito.

Quero logo que chegue dezembro para que eu possa estar lá para ver de perto, mais perto, de dentro, o quanto for possível. Quero compreender que processo é esse de relação com a verticalidade que se dá pelo corpo, pelo corpo que dança, o corpo que come, que bebe, o corpo cômico, grotesco, risível, que atualiza uma ancestralidade festiva, e que reverbera em mim. Eu que, supostamente, deveria estar distante, observador, etnocenólogo, mas que estou imerso, perigosamente envolvido, ou com as graças de São Benedito envolvido, entusiasmado, afinal eu também sou artista, e não posso conceber processo criativo algum sem um ir e vir entre razão e intuição, entre o meu Dionísio na rua e o meu Apolo que escreve em casa e interpreta vias do sublime, da beleza da vida e da arte.

Thales Branche Paes de Mendonça
Licenciatura em Letras – UFPA
Aluno de Mestrado UFBA

quinta-feira, 25 de março de 2010

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Prefeitura Municipal de Itaituba inaugura ginásio de esporte poliesportivo


A construção desse moderno ginásio poliesportivo servirá como instrumento agregador, disciplinador, formador de mentes competitivas e sadias. Enfim, contribuirá com o futuro dos jovens que terão mais uma opção para o seu desenvolvimento psicossocial e pedagógico.
Aqui deixo a frase latina como uma das maiores máximas: "mens sana in corpore sano" (mente sã em corpo são) que denota a necessidade do homem em exercitar seu corpo para o equilíbrio corpo-mente.
A Administração da PMI está de parabéns pela obra concluída e entregue à população Itaitubense



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Governo assume manutenção da Estrada Transgarimpeira em Itaituba

Lei 7.385/2010, sancionada pela governadora do Estado, autoriza o executivo assumir o controle e manutenção da Estrada conhecida por “Transgarimpeira”, com 192 quilômetros de extensão, localizada no município de Itaituba, com início no Distrito Industrial de Moraes Almeida, as margens da BR-163, e término na Vila de Creporizão. A governadora também assina o Decreto 2.198/2010, que fixa para o exercício financeiro de 2010 o valor de R$ 4,069 milhões de reais, a título de recursos disponíveis para a utilização como incentivo fiscal a projetos culturais, conforme limites e condições estabelecidas na legislação estadual.

domingo, 7 de março de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Revista de bordo da TRIP publica quatro páginas sobre Itaituba

                    Devido o apelo do amigo Luiz Henrique, que ratifico, publico aqui a revista “Trip online”, da empresa aérea que voa para a cidade de Itaituba-Pa, sob o sítio http://voetrip.com.br/. Segue o apelo de Luiz Henrique:
                   “A Trip na sua revista de bordo, numa matéria sobre Santarém, edição de novembro, usou o termo ‘lugarejo’ referindo-se a Itaituba. O Prefeito Municipal e outros cidadãos itaitubenses formalizaram reclamações e foram atendidos com pedidos de desculpas. Na revista de  janeiro, publicaram uma matéria de quatro páginas sobre a cidade exaltando suas maravilhas e importância como pólo, o que, sinceramente, acho que foi uma excelente publicação. Mandei um e-mail à empresa aérea dizendo que foi preciso um grande equívoco deste veículo de comunicação, para que houvesse o reconhecimento desse lugar simpático e acolhedor.” (páginas 28 à 31 - acesse o link clicando na extremidade da página).







Haiti, um país destinado ao sofrimento


                     Nos últimos dias temos vivido momentos de tristeza com a tragédia que assola o Haiti. Tragédia essa que também é vivenciada no nosso país só que de forma silenciosa. Todos os dias presenciamos e assistimos na televisão jornais, assaltos, violência, alagamentos nas cidades por falta de drenagem das águas, desmoronamentos, enfim, creditamos tudo isso à exclusão dos princípios éticos dispensados pelo poder público.
                    A corrupção que assola o nosso país não é menos grave da que vem penalizando há décadas o Haiti. Lembro das aulas ministradas pelo Professor Raimundo Nonato Braga no colégio “Ginásio Normal Sant’Ana” em Itaituba, em que nos dava conhecimento da realidade que vivenciava o Haiti, preconizada por François Duvalier, mais conhecido como Papa Doc, ex-ditador, pasmem, era um médico eleito presidente daquele país em 1957. Papa Doc instaurou um governo baseado no terror promovido pelos tontons macoutes, que significa Bichos-papões em português, e que pertenciam à sua guarda pessoal. Na década de 1960, Papa Doc exterminou suas oposições e desafetos e começou sua perseguição à igreja Católica, que perdurou até sua morte. Em 1964, quando reescreveu a constituição, decretou sua presidência vitalícia. Logo depois asume o poder seu filho Jean-Claude Duvalier, mais conhecido como Baby Doc, que foi um ditador do Haiti, tendo sucedido seu pai, François Duvalier, no posto de presidente da República(Wikipédia), e como resultado, além do sofrimento instaurado, o povo haitiano é vítima de fenômenos naturais como o terremoto ocorrido nos últimos dias.
                   Diante de toda essa situação, publíco aqui notícia veiculada no jornal “O Liberal” de Belém do Pará no dia 17/01/2010, onde o nosso colega de infância, o itaitubense e, hoje, Major do Exército João Couto Lima, conta a experiência que ora vivencia no Haiti. Vejam a notícia:



sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Informativo Além Muros

Apresento aos degustadores da boa leitura o "Informativo Além Muros" jornal do Sistema Penitenciário do Estado do Pará, fruto do trabalho da Assessoria de Comunicação da qual eu faço parte.
Obs.: Click na imagem e na sombra ao lado da imagem, para obter uma melhor leitura.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Rafael Samora entrevista Armando Mendonça Filho

Esta entrevista merece ser publicada, pela sutileza e
refinamento da escrita do Rafael Samora
Rafael Samora Mendonça dos Santos - Entrevistando

Aluno de Jonalismo da Universidade da Amazônia - UNAMA


Armando Mendonça Filho - Entrevistado
Aluno do Curso de Bacharelado em Música
Universidade do Estado doPará
- UEPA


Entre o bem e o mal: o (não) dilema da boa música.

Ao final da entrevista, fomos tomar um suco qualquer em uma padaria na Presidente Vargas. Conversando informalmente, fui percebendo novos aspectos de Armando Mendonça. Com apenas 19 anos, já tocará em diversas apresentações, formais e informais, promovidas pelo Conservatório Carlos Gomes e UEPA. A música é a, incontestável, grande paixão do rapaz, pois, não conformado com a sobriedade de tudo que vem do erudito (salve algumas obras mais densas e cáusticas), buscou na música popular ou boêmia, fechar esta prazerosa Gestalt. Aliás, sobre esta diferença é categórico ao afirmar que “nós sentimos necessidade em dizer ´eu sou isso´, no meu caso eu prefiro dizer ´eu sou tudo isso´ e reconhecer que existe um choque sim, porém pensar que não necessariamente, o erudito e o popular, o estrangeiro e o nativo, se oponham, mas que possa haver um diálogo entre essas duas culturas expandindo as possibilidades e referências que cada uma tem tanto a oferecer a outra.”.

Quando criança teve certa dificuldade para se adaptar a rigidez de uma sala de paredes brancas repleta de crianças de uniforme branco com a escrita “Carlos Gomes” (algumas evidentemente serigrafadas) estampada no peito. Seu pai, também Armando Mendonça, como muitos residentes de Belém, veio do interior para estudar na UFPA, formou-se em Filosofia e sempre foi um amante de música. Como em qualquer festa de família (segundo mandam os bons costumes interioranos), se reúnem todos os irmãos e parentes possíveis para confraternizar o tema da festa. No caso de Armando Filho, os seus dez tios sempre buscavam colocar as suas crias para provas de fogo. Nas rodinhas intermináveis de violão, surgia o momento de colocar no centro da roda, os mais novos. Nestas situações, o nervosismo se tornava latente. Foi assim que Armando, há cinco meses, se sentiu quando fez o teste para ingressar como músico de reforço da Orquestra do Theatro da Paz. Todos os olhos voltados para ele trazendo à tona aquela velha sensação de nervosismo. Por sorte, de parente, só estavam na platéia seus pais e irmão (e mais os músicos e maestros que o avaliaram).

O suco já estava quase no fim quando o rapaz recebeu uma ligação em seu celular “modelo básico”. Simples até nisto, usava uma sandália de couro hippie, bermuda e camisa do círio de 2007. “Claro que quero cara! A gente se fala esses dias”. Era um amigo o convidando para tocar percussão e viola em uma festa que tem como foco o samba de raiz. Quando perguntei sobre a percussão, ele decorreu sobre sua paixão as raízes da música brasileira e paraense. Neste sentido, paradoxalmente para alguns, natural para outros, Armando faz parte do Grupo Verbus. Nascido em Novembro de 2007, o grupo começou se apresentando em alguns bares cults de Belém até passar para espaços maiores como o boteco São Matheus. Armando passou a fazer parte do grupo no meio de 2008 e recentemente, com o grupo, abriu a noite do show de Paulinho Moska, em seu local de trabalho: Theatro da Paz. “é um processo muito intenso e muito envolvente”. Armando Mendonça e Felipe Cordeiro, são os únicos músicos do Grupo. Os outros integrantes são atores. “É uma responsabilidade que está sendo muito saudável para mim, ser o único músico junto com o Felipe Cordeiro (violonista) e trabalhar com um corpo de atores tão acessível e talentoso, está sendo uma escola, uma das mais prazerosas.”. Ele toca viola e percussão no grupo.

Atualmente, Armando está no segundo ano de seu curso superior de Bacharelado em Viola pela Universidade Estadual do Pará. Estudou por nove anos no Conservatório Carlos Gomes e entrar na Universidade para cursar o Bacharelado em Viola foi um processo peculiar. O fato curioso deste curso em si é que Armando é um dos únicos músicos clássicos paraenses, que se dedicam plenamente a este instrumento. Disponível para Orquestra é só ele, e, mais duas pessoas em todo o Estado. Escolheu o instrumento aos treze anos depois de ter sido apresentado a esta nova sonoridade, por uma professora do Rio do Grande do Sul. Até então, o violino era o seu instrumento de estudo. “quando ela me apresentou a sonoridade mais escura e grave da viola eu não resisti, troquei na hora” comenta. A escassez de Violistas em Belém se dá principalmente pela falta de popularidade do instrumento. Todos os profissionais formados aqui estão na Europa, EUA ou alguma outra parte do Brasil. “Mas esse é um quadro que vai ser revestido, a família está crescendo rs”.

Quase que irresistivelmente, tive que trazer a discussão (já que falávamos das forças populares e eruditas na música e arte), a questão do Tecnobrega e, todo o espaço que este movimento ganhou, não só aqui no Estado do Pará, como pelo Brasil a fora. Como eu já esperava (pelo o que conheci e pude filtrar), ele respondeu a altura dos seus atos. “É sem dúvida um dos maiores fenômenos da indústria cultural, a divulgação das músicas (muitas vezes com gravações caseiras) sendo feitas simplesmente distribuídas de mão em mão pelos compositores para camelôs e DJs em festas por aí, e funciona, faz sucesso”. Neste momento, um carro som passa na rua ao lado do local da entrevista atrapalhando a nossa conversa. Tocava tecnobrega. “Não me atrevo a criticar artisticamente o movimento, sair por aí fazendo listinhas de defeitos da harmonia, letra, etc. somente os críticos são arrogantes o suficiente pra achar que podem fazer isso” comentou. E finalizou “Acho que essas qualidades nem são objetivo de quem faz esse tipo de música, prefiro deixar o movimento para o estudo dos antropólogos, pois considero o Tecnobrega, um fenômeno de cunho muito mais social, como expressão de uma classe, do que de expressão artística (...). Ah, e não, eu não colocaria no meu som para tocar rs”. Sorrimos juntos. A questão principal deste movimento é a força que ele tem. A sua quase independência. Quase, pois em alguns pontos, precisam das mídias (CDs, DVDs, etc), dos programas, do computador. Mas não há como negar que a eficácia de distribuição, divulgação e vendas são louváveis. É uma atitude mercantil independente de grandes gravadoras ou especialistas da área comercial da arte.

Ao final da entrevista, antes de irmos tomar o suco em uma padaria qualquer da Presidente Vargas, perguntei sobre a vida do músico em Belém. Músico da noite, músico de orquestra, músico de casamento, músico de churrascaria, músico de ano novo. O músico ainda é visto como um produto secundário no mercado de trabalho. Paga-se mal, fatidicamente. Em primeiro momento, Armando soa negativo (com razão) “É penoso, sofrido, faltam oportunidades, espaço, valorização, falta estrutura”. De fato, porém “tenho um olhar otimista com relação ao Pará, tem muita gente bem intencionada saindo para estudar e pretendendo voltar para trazer as experiências, acredito que seja por aí que a coisa deva andar, por nós mesmos, jovens, tocando o futuro dessa terra, é pouco confortável pensar em fazer as coisas sozinhos e sem o apoio devido de ´quem vem de cima´, mas nada de braços cruzados”. Armando, aos dezenove anos, mostra-se original. Nesta pequena fala, sem querer talvez (ou não), fez uma crítica a diversas pessoas com mentalidade andarilha. Andarilho, não para explorar o mundo e sim para dar o fora desta terra sem lei. Reclamar e ir embora. O futuro está nestas pessoas que vão e voltam para adicionar ao Estado. A mudança começa pela base e talvez este seja um caminho a se seguir. Existem outros. Louvável este citado pelo Violista. “Tenho uma relação muito calorosa e íntima desde muito novo respiro a música popular no meu cotidiano, principalmente no ambiente familiar. Hoje em dia essa música já se tornou também, além de paixão, meu estudo e meu trabalho (ainda bem)”. Talvez “amém” seria melhor.