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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Caetano Veloso - CAJUÍNA

Aqui, um depoimento pessoal de Caetano sobre “Cajuína”. Clique e assista: http://www.youtube.com/watch?v=S5NxSwkwx-o).




Para quem gosta de música, aí está a história da música "Cajuína" de Caetano Veloso.

O texto é de Paulo José Cunha primo de Torquato Neto, pai da Mayra filha da Fatita do seu Eça Mesquita, um Itaitubense inesquecível pelo sua humildade, descontração e humor:

Uma cajuína para Tio Heli

Paulo José Cunha

A canção “Cajuína”, de Caetano Veloso, belíssimo baião metafísico que levanta a indagação essencial do homem neste mundo (“Existirmos. A que será que se destina?”) foi composta por causa de Tio Heli. Caetano havia chegado a Teresina para um show, estava muito triste. Retornava pela primeira vez à cidade onde havia nascido um de seus principais parceiros na Tropicália e seu grande amigo, o poeta Torquato Neto, meu primo, que havia se suicidado em 1972. Caetano procurou Tio Heli, pai de Torquato. Já se conheciam do tempo em que Tio Heli ia a Salvador ver Torquato, que estudava na mesma escola de Caetano. Levou Caetano pra casa, serviu-lhe uma cajuína, e procurou consolá-lo, pois Caetano chorava muito, convulsivamente. Em determinado instante, Tio Heli saiu da sala e foi ao jardim, onde colheu uma rosa-menina, que deu a Caetano ("pois quando tu me deste a rosa pequenina/vi que és um homem lindo..."). Ali mesmo os versos de “Cajuína” começaram a surgir, entre antigas fotos do menino Torquato, penduradas pelas paredes.


Tio Heli era dessas pessoas inesquecíveis. Alto, magro, empertigado, adorava caminhar pelas ruas da cidade. Era um caminhador dedicado. Só ultimamente, em razão da idade avançada e do crescimento da cidade, passou a andar de carro. Era avistá-lo ao longe, vindo com suas largas passadas, e logo ele abria os longos braços, preparando o abraço aconchegante, o pedido de bênção (sim, todos em Teresina, jovens e velhos tomavam-lhe a bênção). Xingava amorosamente o abraçado (“seu F...da...P..., não tem vergonha, se esqueceu de mim?”). Fazia um agrado e seguia caminho.

Espírita, amigo pessoal de Chico Xavier, Tio Heli foi um dos mais fiéis seguidores de Kardec, que centrou sua doutrina na caridade. Montou diversas creches em Teresina, salvou a vida de algumas centenas de crianças. Era de vê-lo entrando no Palácio de Karnac, sede do Governo do Piauí, para exigir do governador “leite para minhas crianças”. Não admitia histórias sobre empenhos, prazos para liberação de verbas e outras mutranhas da burocracia. Sabe-se lá como saía de lá com os mantimentos, ou com o dinheiro para adquiri-los. Promotor público aposentado, depois da morte de Torquato passou a usar integralmente o dinheiro da aposentadoria para custear as creches onde salvava as crianças desamparadas. As que chegavam sem registro ganhavam nomes de parentes ou de amigos. Uma vez me disse que havia uns três ou quatro paulos josés por lá...

Este foi o homem que nos deixou. Uma espécie de Quixote sertanejo, de gestos largos, de largos delírios, de intensas efusões de carinho. Um homem feito de afeto. Há pessoas que já chegam ao mundo eternas. Tio Heli é uma delas. Correu a notícia de que teria morrido, no que não acredito. Como acreditar que uma pessoa eterna tenha morrido? Tenho a mais absoluta certeza de que, na próxima visita à minha Teresina, ao entrar na Félix Pacheco, vou avistá-lo, com suas pernas longas e os passos largos e rápidos, a descer a rua, de braços abertos, vindo ao meu encontro. Eu me aconchegarei dentro de seu abraço, beijarei seu rosto cheiroso a loção de barba, e lhe tomarei a bênção.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

'Voltei à minha ex-empresa e ninguém me recebeu'

O fato narrado por Max Kening da CBN, me fez lembrar a experiência vivenciada
no serviço público.

Tenho vinte e oito anos de serviço público estadual, grande parte desse tempo exercendo cargos comissionados, onde o tratamento dispensado pelos colegas de trabalho parecia verdadeiro. Bastou que eu fosse exonerado por iniciativa própria ou por iniciativa do governo, para sentir a diferença de tratamento dispensado por esses colegas. Sei que em uma empresa, como em qualquer relação fora do trabalho, são poucos os que podemos considerar como amigos. Lembro muito bem quando exerci um cargo de diretor e me relacionava diariamente com o superior de outro órgão com quem mantinha uma relação de grande amizade. Após ter deixado o cargo continuei fazendo minha visita de rotina. Percebi que o gestor passou a não me receber com a mesma frequência. O interpelei e perguntei o porquê de não estar me recebendo mais. Ele me respondeu: é que não trabalhamos mais juntos. Então caiu a ficha, percebi que havia confundido o relacionamento profissional com o pessoal, apesar de que hoje somos grandes amigos . Dai a identificação com o áudio apresentado abaixo.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eduardo Marques: "O estudo ajuda, mas não basta para sair da pobreza"

O cientista político diz que as relações sociais dos pobres são fundamentais para produzir novas políticas sociais.

Mariana Sanches - Época

A teoria que relaciona poucos anos de estudo à baixa renda tornou-se lugar-comum na literatura mundial sobre pobreza. Para o cientista político Eduardo Marques, da Universidade de São Paulo, a relação entre escola e pobreza não é errada. Apenas não explica tudo. “Encontrei pessoas com os mesmos anos de estudo, moradoras de um mesmo bairro e com histórias de vida parecidas em que uma delas tinha condição de vida melhor que a outra”, diz Marques. Depois de quatro anos de pesquisa em sete áreas pobres de São Paulo, replicadas agora em Salvador, ele concluiu que o conjunto de relações sociais dos indivíduos – a que chama de redes – pode ser mais importante do que os anos de escola na hora de determinar se alguém terá emprego ou não. Enquanto um ano a mais na sala de aula aumenta em R$ 7 a renda mensal, um padrão de redes específico traz a ele R$ 59 a mais. Os resultados obtidos por Marques, inéditos no Brasil e a ser publicados no fim de setembro, apontam para uma nova geração de políticas sociais. O combate à pobreza pode estar menos ligado a dar dinheiro aos pobres do que a criar oportunidades de novas relações para eles. Marques, no entanto, admite que nenhum governo no mundo sabe ainda como influenciar as redes sociais.

ENTREVISTA - EDUARDO MARQUES

QUEM É è Livre-docente em ciência política da Universidade de São Paulo e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM)

O QUE FAZ è Coordena a área temática de políticas públicas da Associação Brasileira de Ciência Política

O QUE PUBLICOU è Lança neste mês o livro Redes sociais, segregação e pobreza, em parceria do CEM com a editora Unesp

ÉPOCA – Por que o senhor acha que as redes sociais explicam a pobreza? Eduardo Marques – Meu principal adversário em termos de argumento é a literatura que diz que a pobreza está associada a certos atributos, o principal deles é a escolaridade. Então indivíduos de menor escolaridade são mais pobres, e ponto. Encontrei algo no meio que faz com que indivíduos que tenham iguais atributos, mas relações sociais diferentes, tenham situações sociais distintas.

ÉPOCA – Mas a escola é importante? Marques – Certamente influencia a condição de vida, assim como outras coisas influenciam também. Meu argumento é que relações sociais cotidianas contribuem para a pobreza e a reprodução da pobreza. E isso está ausente do debate brasileiro.

ÉPOCA – As relações sociais de um indivíduo são determinantes para que ele seja pobre? Marques – Não são determinantes. Mas a variável que mais explica a chance de alguém ter emprego – num modelo que leve em conta atributos pessoais e a rede de relações – é justamente a rede. Mais que a escolaridade. Há quatro tipos de redes que explicam 93% dos casos das relações dos pobres. Há aqueles que têm redes pequenas, compostas de pessoas territorialmente próximas, em geral família, vizinhos ou amigos. O exemplo clássico são os idosos. Há aqueles com redes grandes, mas também com relações locais. Tipicamente, essa é a situação do soltador de pipa, que passa o dia todo na laje e cumprimenta todo mundo que passa. Há gente com redes médias com as mesmas características das anteriores. E, por fim, há as redes médias pouco locais e menos baseadas em família e vizinhos. Esse tipo de rede, que chamo de rede de “vencedor”, tem grande impacto na renda do indivíduo.

ÉPOCA – É possível medir isso? Marques – Constatei que, a cada ano a mais na escola, os pobres ganham, em média, R$ 7 a mais na renda per capita. Se alguém tem essa rede de “vencedor”, acrescenta R$ 59 à renda. É o correspondente a oito anos de estudos. É preciso fazer a ressalva de que os anos de estudos variam pouco entre os pobres, porque eles têm baixa escolaridade. Se levássemos a classe média em conta, a variável de anos de estudos talvez ganhasse efeito maior, porque variaria de 0 a 18 anos, enquanto entre os pobres vai até a 4ª ou 5ª série. As redes ainda trazem outros ganhos. Para quem tem emprego fixo ou aposentadoria, ter relações com quem também tenha rendimento estável aumenta a renda. Para os isolados territorialmente, quanto maior a quantidade de ambientes em que circulam (família, vizinhança, igreja, trabalho), maior a renda.

ÉPOCA – Por que isso acontece? Marques – Quanto mais ambientes diferentes alguém pode acessar, mais informação diferente pode receber. Essa é uma diferença fundamental entre as redes de classe média e as de pobre. As redes de classe média têm mais esferas de relações, grande predominância do trabalho e de contatos que vieram da vida escolar. Para os pobres, isso é menor.

ÉPOCA – Mas o que as redes fazem? Marques – As redes influenciam o acesso a bens e serviços. E também a apoios sociais que não são mediados por dinheiro. Há mecanismos que explicam por que as redes são como são e como os indivíduos as mobilizam. Cheguei à conclusão de que as redes de pobres não só são menores que as de classe média, como as relações dos pobres eram mais recentes. E isso porque há algo que chamo de economia dos vínculos. Criar vínculo e, especialmente, manter vínculo é custoso financeiramente, psicologicamente e em termos de tempo. Você tem de ligar, dar presente no aniversário, visitar, conversar. Os pobres jogam fora regularmente uma parcela grande de suas redes, diferentemente da classe média, pois não têm como fazer frente a esses custos. Há um segundo mecanismo interessante: a escolaridade. Quando olhávamos adolescentes de 16 anos pobres e de classe média, suas redes eram muito parecidas. Eram grandes, locais e de relações com pessoas muito parecidas com eles, família e amigos. Com 23, 24, 25 anos, as redes são completamente diferentes. O que acontece que as diferencia tão fortemente? Uma parcela grande da rede do adulto de classe média foi construída ao longo da trajetória profissional, que começou na faculdade. O curso superior faz com que ele construa uma transição suave para uma rede da idade adulta em que a profissão é forte. No caso dos pobres, não há transição. Isso porque o sujeito pode até chegar ao ensino médio, mas, quando acaba o estudo, sua rede é composta de família, vizinhos, amigos do bairro e da escola. Um vai ser pedreiro, o outro atendente da padaria, não tem especialização. A ausência da universidade na trajetória escolar dos pobres faz com que eles enfrentem um abismo nas relações e não consigam ter uma transição para uma rede adulta em que a profissão seja importante.

ÉPOCA – Como é possível implementar políticas públicas a partir das redes? Marques – Ninguém sabe. O gabinete do primeiro-ministro britânico tem uma unidade estratégica, a Social Exclusion Task Force (algo como Força-Tarefa contra Exclusão Social), que tenta basear suas políticas em redes. Há também tentativas da Policy Research Initiative (Iniciativa de Pesquisas em Políticas Públicas), do governo canadense. Um exemplo bem-sucedido é o baile da terceira idade. Ele é eficaz porque a questão do idoso é o isolamento. Para resolver o problema da pobreza, porém, não adianta criar baile da juventude carente. É preciso produzir relações de um novo tipo. Talvez cheguemos a uma política pública capaz de influenciar redes, mas estamos longe. Não é uma questão de dar dinheiro, mas de criar oportunidades de relações para os pobres.

ÉPOCA – Faria sentido sofisticar as contrapartidas do Bolsa Família? Marques – A existência de contrapartidas associadas à expansão dos serviços, como o aumento da quantidade de vagas em escolas, é uma boa estratégia para fazer as pessoas entrar nos serviços. Mas não acho que as condicionalidades devem ser expandidas porque elas podem ter o efeito perverso de isolar aquele menino que tira nota baixa, que falta mais na escola mesmo ameaçado de perder o benefício, porque tem de cuidar do irmão mais novo. Quem vai ficar de fora do programa é justamente quem mais precisa dele.

sábado, 11 de setembro de 2010

Gil Barata - apresentando a música "Lost"

Gil Barata, paraense nascido em Santarém, mas o coração Itaitubense, já aos 12 anos gostava de frequentar rodas de chorinhos e serestas às vezes levado pelo meu pai (Manoel Alho), que era musico (baterista) e ficava ouvindo e prestando atenção nos acordes dos violões. Aos 15 anos ganhei de presente meu primeiro violão, comprado pela minha mãe (Neci). No seminário São Pio X, em Santarém onde iniciei meus estudos musicais com o Prof. Moacir Santos (somente duas aulas) e daí em diante tomei a decisão de ser musico e comecei a estudar sozinho. Em 1982 fui estudar música em Recife no Conservatório Pernambucano de Música, e em seguida gravei em São Paulo um LP Mix (Amarelindo Brasil) onde fui muito feliz e com isso me deu mais vontade de conviver com a música. Fui para o Rio de Janeiro em 1986 tentar a sorte e lá aprendi muito, fiz parcerias e muito trabalho. Já em 1994 retornei ao torrão e fiz outros trabalhos, Composições, Shows para TVs, Festivais etc. Atualmente Moro em Belém e também faço um trabalho de parceria com a Susipe e desta parceria nasceram alguns frutos, entre eles esta canção "LOST" que já começa tocar em algumas rádios locais. Em 2010 estou feliz, em meu Estado, com muitos amigos e pretendo ficar por aqui se possível ETERNAMENTE.
Por Gil Barata



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Santarém, o lugar - Música de Jefson Luiz

Estou enviando o meu CD com algumas canções para vc, sei que iras curtir, com uma atenção maior para a primeira faixa "Santarém, o lugar", que foi a realização de um sonho, que caminhava comigo a muito tempo e graças a Deus consegui transformar para música, minha grande paixão, o amor que sinto pela minha terra natal, principalmente da saudade que sentimos, o que você comunga pela sua Itaituba, falo dos botos, sairé, dos peixes, das praias, até do sensacional RAI-FRAN sem esquecer da nossa Padroeira. Bida, fico feliz se for possivel a divulgação no seu blog, sei que muitos amigos e conterrâneos matarão um pouco da saudade. abraços!
Por Jefson Luiz.
Amigo Jefson,
tenho a satisfação em publicar a música de sua autoria "Santarém, o lugar". Saiba que tenho uma grande amizade por você e adimiração pelo seu talento musical.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Algumas coisas que ainda faço na minha saudade

Quando algumas pessoas diziam que, após a morte de um ente querido, continuavam a fazer determinadas coisas como se a pessoa ainda estivesse entre nós, eu ficava cismada. Como assim? Isso não faz mal para o espírito? Essas coisas.
Pensei nisso ontem à noite, depois de reparar em algumas coisas. Meu pai, de vez em quando, ainda chama a Love, apelido carinhoso que ele deu à mamãe, para o vazio, e só depois se corrige. A Etiane, minha irmã, olha involuntariamente para o portão, como se a mamãe fosse chegar a qualquer momento. E eu... pego o meu celular alguns minutos antes da novela, como se a mamãe ainda fosse me ligar.
Engraçado como a nossa mente, tão acostumada a determinadas tarefas, continua "se enganando" desse jeito. Reflexo, talvez? Não sei. Infelizmente, temos que passar por isso, e conviver com a saudade até o dia que chegar a nossa vez.
Penso sempre em minha mãe num lindo jardim, com todas as plantas que ela gostava, cuidando delas, conversando com elas, oferecendo amor a cada folha e raiz. Ela está em paz, sabe que o tempo onde está simplesmente não existe, e vai nos esperar. Eu só rezo a Deus que, no dia que chegar a minha vez, eu possa abraçar e beijar minha mãe como sempre fiz.

Postado por Ivelyne filha do Nena - http://www.4thavcafe.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

COMPREENDO MELHOR A SAUDADE DO MEU PAI...

Você sentirá saudades?
Um famoso pensador, ao ser entrevistado, afirmou que uma das perguntas de maior teor filosófico que mais o fez pensar nos últimos tempos, tinha vindo de sua filha, uma menina de poucos anos de idade.
Afirmava o entrevistado que, certa feita, ao dar o beijo de boa noite para sua pequena, ela o surpreendeu com a seguinte pergunta: Pai, quando você morrer, irá sentir saudades de mim?
A pergunta da menina, longe da ingenuidade infantil, traz no seu bojo profundos questionamentos filosóficos. Você mesmo já se surpreendeu pensando naqueles que lhe antecederam na viagem de retorno ao mundo espiritual?
Já se perguntou onde estarão eles? Sentirão saudades de mim?
Ou já pensou em algum momento: Como pode o manto da morte ser capaz de destruir sonhos, romper laços fraternos, separar aqueles que se amam?
E já se questionou se aqueles a quem queremos bem, que nos são caros ao coração, que convivemos anos a fio, compartilhando anseios, dúvidas, desafios, medos, com a morte ficam irremediavelmente afastados de nós?
É comum dizermos: Perdi meu pai, ou Perdi meu filho, quando esses se vão com o fenômeno da morte. Será verdade que os perdemos?
A razão nos diz que não. Como pode a morte vencer os laços construídos ao longo dos dias, dos anos, feitos no olhar, na dedicação, na cumplicidade, no compartilhar de dores e felicidades?
Como pode o fenômeno biológico vencer os sentimentos verdadeiros, que nascem nos refolhos da alma e são guardados no coração?
Pensar dessa forma é imaginar que Deus pouca importância daria para o amor. Afinal, de que valeria amar alguém, se isso tudo nos levaria ao nada?
Já que a morte do corpo é inevitável, inevitável seria então perder nossos
amores.
A lógica nos conduz ao entendimento das Leis de Deus, a nos explicar que os laços de amor vencem as distâncias provocadas pelo tempo e pelo espaço.
Aqueles que se amam, onde estiverem, continuarão se amando, mesmo que momentaneamente apartados.
E é isso que a morte do nosso corpo físico nos provoca. Temporariamente, ficamos apartados daqueles a quem amamos.
No entanto, logo mais, em um tempo que a vida nos dirá, nos reencontraremos, com as saudades daqueles que, após longa viagem, se reencontram para reviver o carinho, afeto e sentimentos que sempre existiram.
Quem parte de retorno ao mundo espiritual, pelo fenômeno da morte do corpo físico, é alguém que nos antecede na viagem de volta. Como nos ama, de lá fica nos aguardando, para um reencontro inevitável.
Naturalmente sente saudades como nós, sente nossa falta, como sentimos nós a dele.
* * *
Quando a saudade dos amados apertar nosso peito, que nossos pensamentos sejam de carinho, com a certeza de que nos encontraremos.
Aguardemos sem revolta pois afinal, dia desses lá estaremos nós, a revê-los, no retorno que também faremos ao mundo espiritual.

Fonte: Redação do Momento Espírita, em 09.06.2009.

Obs.: Texto indicado por Altair Viana da Silva

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A gente canta Padilha - A brasileira

Trecho do espetáculo "A gente Canta Padilha", sob a direção de Armindo Bião. Salvador - BA. Quinta a domingo 20h, de 26 de agosto a 5 de setembro no Teatro Martim Gonçalves.

Ficha técnica:
Dramaturgia e encenação - Armindo Bião
Assistência de encenação - Marconi Araponga
Direção musical - Luciano Salvador Bahia
Arranjos musicais - Fao Miranda, Marcelo Jardim, Thales Branche e elenco
Preparação vocal - Fao Miranda
Iluminação - Eduardo Tudella
Coreografia - Daniel Moura
Elenco - Alam Félix, Elmir Mateus, Fao Miranda, Gil Teixeira (ganhador de dois Troféus Braskem), Indaiá Oliveira, Karol Senna, Lipe Dias, Rosa Adelina, Sara Jobard e Thales Branche
Ambientação e caracterização - Armindo Bião
Objetos de cena e cenotécnica - AC Costa
Marcenaria - Ademir Ferreira França e Reinaldo de Jesus
Saias - Bianca Cacciola (Paris FR) e Dandara Baldez (Salvador BA)
Costura - Ceomara Falcão
Operação de luz - Luís Alberto Gonçalves e Moisés Vitório
Identidade visual - Alex Souza
Assessoria de imprensa - Fátima Barretto
Fotos - Alessandra Nohvais
Produção executiva - Indaiá Oliveira
Assistência de produção - Marconi Araponga
Produção - Armindo Bião

A gente canta Padilha - A castellana

Trecho do espetáculo "A gente Canta Padilha", sob a direção de Armindo Bião. Salvador - BA. Quinta a domingo 20h, de 26 de agosto a 5 de setembro no Teatro Martim Gonçalves.

Ficha técnica:
Dramaturgia e encenação - Armindo Bião
Assistência de encenação - Marconi Araponga
Direção musical - Luciano Salvador Bahia
Arranjos musicais - Fao Miranda, Marcelo Jardim, Thales Branche e elenco
Preparação vocal - Fao Miranda
Iluminação - Eduardo Tudella
Coreografia - Daniel Moura
Elenco - Alam Félix, Elmir Mateus, Fao Miranda, Gil Teixeira (ganhador de dois Troféus Braskem), Indaiá Oliveira, Karol Senna, Lipe Dias, Rosa Adelina, Sara Jobard e Thales Branche
Ambientação e caracterização - Armindo Bião
Objetos de cena e cenotécnica - AC Costa
Marcenaria - Ademir Ferreira França e Reinaldo de Jesus
Saias - Bianca Cacciola (Paris FR) e Dandara Baldez (Salvador BA)
Costura - Ceomara Falcão
Operação de luz - Luís Alberto Gonçalves e Moisés Vitório
Identidade visual - Alex Souza
Assessoria de imprensa - Fátima Barretto
Fotos - Alessandra Nohvais
Produção executiva - Indaiá Oliveira
Assistência de produção - Marconi Araponga
Produção - Armindo Bião

sábado, 21 de agosto de 2010

Amigo e irmão Nena perde sua esposa Leuda

A convivência humana é necessária e essencial. Viver ao lado de uma pessoa por décadas seguidas é como criar uma sombra infinita, claro, até a que a morte os separe. Para os que continuam a saga da vida fica a lembrança, fica a saudade que não tem fim. Mas, esse “elã vital” que sustenta a vida nos tornando aparentemente conformados.

Esta semana o Nena perdeu a sua esposa Leuda de forma inesperada. Era uma pessoa da maior qualidade, mãe e mulher incondicional, dedicada à família.

Por ironia do destino ainda ouvi suas últimas palavras. Estou de férias em Salvador, quando o Nena discou para o meu celular involuntariamente, exatamente no momento em que ele prestava os primeiros socorros à Leuda e dizia: Leuda seu braço está amortecido? Ela respondia que estava tudo bem e continuaram a conversar. No mesmo momento eu tentava Conversar com o Nena e como a ligação era involuntária ele não me ouvia. A partir daí vem o pior: a Leuda foi levada ao hospital aonde veio a falecer.

Para nós fica sempre a lição, será que estamos preparados para enfrentar situações tristes como essa?

Que os corações do Nena, Etiane e Eveline busquem a força necessária no Pai eterno, para que possam aceitar a ruptura entre a vida e morte.

Recebam um abraço de amor e paz caloroso da minha mãe Antonia e de teus irmãos Mendonça.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mensagem de agradecimento e otimismo - 4555

Mensagem aos Municípios de Itaituba, Jacareacanga, Aveiro, Ruropólis,
Trairão e Novo Progresso


Na última eleição para Deputado Federal, obtive quase 20.000 votos, alcançando a segunda suplência na coligação da qual fazia parte, e quero aqui agradecer de coração a confiança em mim depositada.
Mais uma vez resolvo submeter-me ao crivo da vontade popular.
Sei o quanto é árdua a caminhada. Afinal, essa já é a terceira experiência.
Das duas anteriores, certamente saberei extrair lições que serão de grande valia.
A responsabilidade aumenta à medida que se aproxima o início do contato mais direto com nossas amigas eleitoras e nossos amigos eleitores.
Saibam, que me sinto cada vez mais motivado, preparado e disposto a cumprir essa dignificante missão.
Sinto-me pronto para dialogar com todos os setores de nossa sociedade, abordando todos os importantes assuntos, especialmente os atinentes aos graves problemas de ordem econômica e social, que afligem a todos nós.
Assim como, na busca incessante de meios para solucioná-los.
Desta vez faço parte de um partido muito mais forte e uma coligação muito mais ampla, o que aumenta consideravelmente a nossa chance de eleição.
Em Itaituba são quase 65.000 eleitores, e alcançando o total de quase 100.000 eleitores em toda Região Oeste. Portanto temos votos suficientes para elegermos um Deputado Federal para representar nossa Região Oeste, e acabarmos com o discurso dos que torcem contra a nossa vontade.
Por fim, conclamo as pessoas de bem de nossos municípios, para juntos, formarmos uma verdadeira cruzada contra a corrupção eleitoral.
A vitória será da democracia.
Um abraço carinhoso a todos, e brevemente estaremos nos encontrando nas ruas, avenidas e praças de Itaituba e região.

Dudimar Paxiúba – 4555 (PSDB)
“Defendendo os direitos do povo”.

Postada no blog “Curto & Grosso”: http://paxiuba.blogspot.com/

domingo, 8 de agosto de 2010

Saudades de meu pai...

Saudades de meu pai...
Falar sobre pai é falar de amor paternal, de amigo, de referência!

Sentir sua falta é algo inexplicável. Mas, tentarei expressar esta saudade através dessas humildes palavras com muita dor.
Pai... Sinto tanto a sua falta... Sinto falta da sua voz que me aconselhava com ternura, do seu olhar sereno com doçura, sério com humor, de suas mãos que me reerguiam quando eu caía, sinto falta de seu abraço que me envolvia, quando eu chegava de viagem.

Pai, com a sua proteção eu nada temia! E seus conselhos eram para o meu bem... Pai eu estou com tantas saudades! Sem invejar, vejo as pessoas que tem pais vivos e que muitas vezes os maltratam com gestos e palavras, não os valorizam, então penso:

Pai, daria tudo para poder novamente sua mão segurar, lhe abraçar, lhe beijar e sentir que você está perto de mim, seus olhos pequenos a me contemplar e sua voz ouvir, e ser carinhoso, menos teimoso, ter tempo para conversar os seus assuntos preferidos, e ter uma nova chance de dizer: EU TE AMO!

Pai e Mãe... Não deveriam jamais morrer!

Quanto mais eu vivo sinto que é pouco para dizer: Eu te amo, meu PAI! Quem tem seu pai vivo, não desperdice o tempo, fale sobre o seu amor por ele HOJE... Pois, AMANHÃ pode ser tarde demais...

Seus filhos Altair Sebastião Viana da Silva, Rafic, Ivanilda, Adalberto, Artemio, Aldir, Aurimar, Ana Maria, Maria Amenaide, Altamiro Filho, Aglacy e mamãe!

Pais e filhos: pouco tempo e muito amor

Pais e filhos: pouco tempo e muito amorÉ perfeitamente possível conciliar o trabalho com a educação dos filhos. O que mais importante não é a quantidade, mas a qualidade do tempo que você passa com as criançaspor Roberto Shinyashiki.
29.08.2006
  
 
Roberto Shinyashiki

Psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada e Heróis de Verdade.

Ao contrário do que pensa a maioria, ser um profissional dedicado e um pai atencioso não constitui nenhum paradoxo, nenhuma missão impossível. É preciso valorizar o bom senso, que deveria ser um companheiro inevitável de todas as jornadas e um instrumento indispensável para conciliar às prioridades de nossas vidas. Outro fator importante é evitar a culpa por não poder estar sempre presente. O trabalho é a personificação do nosso dom. É uma das forças motrizes da vida e, além disso, proporciona o sustento de nossa família. Para se desenvolver plenamente, a criança não precisa da presença dos pais 24 horas por dia. O que ela realmente necessita é se sentir amada e respeitada. Não faz mal que tenhamos apenas 15 minutos diários ou meia hora. Utilizar bem esse tempo é que é fator essencial.
Manter o mesmo padrão de excelência na empresa e em casa é um negócio viável mais de alto investimento. Mostrar-se carinhoso e afetivo no pouco tempo que temos junto aos filhos é um exemplo de quanto a relação pode ser produtiva. Telefonemas, abraços, um beijo antes de ir ao trabalho, buscá-lo de surpresa na escola (quando não se pode fazer isso todo dia), um programa de final de semana… As opções são variadas e podem ser adaptadas a diversas profissões.

Pequenos gestos e ações de grande significado são suficientes para sedimentar os laços familiares de forma duradoura. A troca de experiências, emoções e sentimentos é um dos segredos para manter o diálogo entre pais e filhos, mesmo quando esse filho ainda é um bebê. Nesse caso, entra em ação o diálogo do toque, cuja magia transcende nossa compreensão, mas que sabemos ser infalível. O caminho é descobrir a melhor maneira de junto à família, desenvolver um processo de aprendizado coletivo e proveitoso para todos os membros do grupo. Também devemos estar atentos para valorizar as vitórias cotidianas das crianças. Isso é tão importante quanto ajudá-las a superar obstáculos. Notas boas merecem elogios do tipo: Parabéns filho! Papai está orgulhoso de você! Comentários como esse aumentam a auto-estima e colaboram paraque a criança passe a se dedicar mais na escola. Quando acontece o contrário e as notas não são tão animadoras, vale a pena ressaltar o quanto acreditamos no seu potencial e, acima de tudo, deixar claro que estamos prontos a ajudá-los.

O amor, no fundo, é a chave de tudo e palavras como compreensão e carinho funcionam como suporte para os desafios inerentes à convivência familiar. Acredito muito na força de um trecho presente no meu livro Pais e Filhos – Companheiros de Viagem que diz o seguinte: “Às vezes, imagino a vida como uma viagem de trem, feita com companheiros que a compartilham em determinados trechos.

Quando nasci, entrei no trem em que estavam meus pais; eles já conheciam algumas coisas sobre a viagem e sobre o trem. Certamente parte dos seus conhecimentos correspondia à verdade e outra parte não passava de ilusões. No meio da minha viagem nasceram meus filhos. A essa altura eu também já conhecia algumas coisas a respeito da viagem e do trem; igualmente, parte era verdadeira e parte não. Há pouco tempo, meu pai deixou o trem e, com sua partida, mudou a maneira de fazermos a viagem. Mas o trem continuou..

Quando juntos cada um dos companheiros de viagem faz suas descobertas e procura passá-las para os outros, sabendo que a riqueza da luz se amplia quando é compartilhada. Pais e filhos, somente companheiros. Pais e filhos, o mais belo encontro da vida, cúmplices no aprender a desvendar os mistérios de cada um; amigos nas transformações, pois este é um dos grandes segredos da vida: quase tudo é provisório! O que hoje nos sacia, amanhã pode não mais fazê-lo. De definitivo, somente os filhos e, por conseqüência, os pais: definitivo e eterno amor.”

Muita força para fazer de sua jornada uma viagem cada vez mais bonita e mais cheia de luz. Que esse poder ultrapasse as correntes do tempo e consiga se perpetuar em cada uma das sementes plantadas ao longo de sua vida.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Itaituba comemora a festa da Padroeira Nossa Senhora Sant'Ana

Sant'Ana padroeira de Itaituba

Hoje a cidade de Itaituba está em festa!
O tempo se encarrega de fazer a história e de nos fazer lembrar os bons momentos nas primeiras relações sociais fora do seio familiar. Os amigos e colegas, os vizinhos, a escola, a igreja, as festas do Auto-esporte e do América Futebol Clube, as primeiras matinês no cinema do salão Paroquial. Fomos privilegiados por que fizemos história e hoje dividimos as experiências vivenciadas.
A Festa de Sant'Ana com a sua célebre Procissão, sempre foi um ponto de convergência entre os itaitubenses. Lembro das barracas cobertas de palha, dos três dias de friagem como chamávamos vindas do Sul do país, dos temporais dos dias 18 a 26 de julho sempre trazendo alguns transtornos ao patrimônio, das brincadeiras trazidas pelos marreteiros como o famoso jogo a "barba-da-velha", que sempre que puxávamos o fio e acertávamos em um pacote de canforina, O nosso objetivo era puxar o fio e acertar no vidro de perfume "Bond Street" ou de uma bola de futebol n° 5. E o que marcou também, foram as brincadeiras entre os jovens que ofereciam melodias românticas pelo alto-falante que animava o arraial.
A festividade fechava com o grande baile a rigor no dia 26 de julho no salão Paroquial. Era um momento de congraçamento. Ficou a saudade!
Itaituba, que a tua padroeira te abençoe e te torne uma cidade mais próspera.

Salve, ó Sant’Ana!

Utopia capitalista - Matéria da Veja de 28-07-2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre desaparecidos em ação

Só hoje tive conhecimento da excelente matéria “DESAPARECIDOS EM AÇÃO!” postado no blog "Rastilho de Pólvora" do cunhado Walter Tertuliano, aqui parafraseando o meu pai Fran Mendonça. É só uma brincadeira!

Sem jogar confete, mas o estilo da escrita do Walter é da melhor qualidade. Parabéns pela matéria!
Gostaria de pegar a carona do Rastilho de Pólvora antes de publicar na íntegra a matéria “DESAPARECIDOS EM AÇÃO!”, e complementar com alguns acidentes aéreos por mim presenciados:

1. Na década de 70 em plena ditadura militar, presenciei a queda de um avião douglas que decolou de Miritibuba com os pesquisadores do projeto RADAMBRASIL, com o objetivo de fazerem levantamento dos recursos naturais da região. Ao decolar o douglas ao atingir altitude necessária, começou a perder altura, vindo a cair e explodir em seguida não deixando nenhum sobrevivente;

2. Testemunhei uma amerissagem espetacular de um avião bonanza no Rio Tapajós, sob o comando do Mair (famoso Maik), piloto experiente catalogando dezenas de quedas, sempre saindo ileso e pronto para outra. Após o motor de o avião brecar completamente, ficou flutuando por alguns minutos. Em seguida o Mair ficou de pé em uma das asas do bonanza, esperando uma canoa que lhe prestaria socorro. Em seguida bonanza adernou totalmente. Esse acidente não deixou vítimas;

3. Outro acidente aéreo presenciado por mim foi a queda no Rio Tapajós de um cessna comandado pelo piloto Luiz Mendonça, caindo em frente ao campo do seu Ângelo, mais conhecido por "Fiim". Também sem vítimas fatais;

4. Ao tentar decolar do aeroporto velho localizado atrás da Prefeitura Municipal de Itaituba, um avião cessna do Sr. Michiles, muito parecido com o paulistinha, teve o suporte do trem de pouso quebrado, ficando rodando totalmente desgovernado. Também sem vítimas fatais;

5. O acidente de aviação mais me impressionou e que sensibilizou a cidade ocorreu com um avião catalina do Comandante Muniz, que ficou desgovernado passando por algumas árvores, vindo a parar quando um dos trens de pouso esbarrou em um tronco de cajueiro, parando com o bico do avião dentro da casa do Sr. Jaime (sem causar danos ao patrimônio) e a alguns passos de uma garota loura que brincava ali. Essa garota loura citada é a nossa amiga Sueli filha do Sr. Jaime e D. Elza, muito conhecida por nós. Os populares disseram naquele momento que o avião brecou pela mão de Deus, dando chance à vida, àquela criança que ali brincava.

Aqui transcrevo “DESAPARECIDOS EM AÇÃO!” postada pelo Walter Tertulino no seu blog Rastilho de Pólvora ( http://tertulino.blogspot.com/ )- 06-02-2010:

Itaituba - Um verdadeiro eldorado transformou-se Itaituba com a corrida do ouro no vale do Tapajós com seu ápice de produção ocorrendo na década de 80, onde o aeroporto de Itaituba, em virtude da muito produtiva região aurífera do Tapajós registrar uma média diária de 400 pousos e decolagens, representando um movimento anual de 80.000 pousos e decolagens/ano. Nessa época, o mesmo foi considerado o 3º aeródromo mais movimentado do mundo.Algumas curiosidades que se registra dentre tantas ocorreu em 1983 em que, devido ao intenso movimento e a ausência de uma Torre de controle de trafego aéreo um monomotor pousou em cima de outro.

Em 1.994 já no declínio da produção um Cessna 402 da Empresa de Taxi Aéreo Kovacs após ter decolado, perdeu o controle, colidindo em consequência com a superfície de uma lagoa, distante cerca de uma milha da cabeceira da pista. A aeronave sofreu perda total e o co-piloto e dois passageiros faleceram no local, por afogamento, após abandonarem a aeronave.

Incontáveis acidentes ceifaram a vida de muitas pessoas entre esses os pilotos, que cruzavam a Amazônia e principalmente a região do Vale do Tapajós transportando, garimpeiros, víveres, bebidas, vendedores de medicamentos que eram tidos como doutores, macumbeiros que alguns iam buscar em Codó/Ma para mostrar através de charlatanismo onde o jazimento era mais favorável para a cata do ouro, prostitutas para as horas de lazer, cozinheiras, para a confecção da comida e que muitas vezes achavam seu dono e protetor nos braços e afagos de um balseiro bamburrado. Nesse cenário entravam nos garimpos aventureiros, que topavam qualquer parada, como vendedores de balas calibre 38, 765 e cartucho 20 e 12 para escopetas, matadores de aluguel que matavam por um punhado de ouro, ou até uma pepita que passasse de 80 gramas.Quando os opostos se atraiam como a formosura de uma mulher, o entorpecimento do uisque barato vendido caro, umas tragadas no tarugo de marijuana, e ainda um garimpeiro com um trezoitão à cintura, evacorado, escorneado, humilhado, sacaneado pela kenga, quase sempre a noitada produzia duelos, emboscadas, e muitas mortes na currutela. um, dois, três, quatro ou mais dançavam a dança macabra da velha do cutelo. Esses seres que exageravam em não dar valor à vida em busca do bamburro, extravasavam nas orgias e alegria nos cabarés ou puteiros, logo, passariam a repousar eternamente em uma cova rasa nos garimpos do Tapajós. alguns ficavam insepultos, jogados no ermo, outros que eram sepultados em rede, eram os que tinham amigos parentes, ou socios influentes nas redondezas.Os comandantes Clódison, Pedro Mucura, Pedrinho, Darcy, Dentinho, Pombo, Guara, Levindo, Augusto Cercassim, Joseval, e Eduardo Augusto, esse bem mais recente, dentre muitos outros aeronautas perderam suas vidas ousando em voos com mal tempo, panes mecânicas, manutenção precária, voos cegos haja vista a inexistencia no Brasil do GPS, ainda navegação complcada pelo excesso do tráfego aéreo, excesso de peso nos aviões o que caracterizava imprudencia, para se ganhar mais dinheiro. Várias famílias perderam parentes e amigos nessa árdua e dificil, quase mpossivel missão. Somente filhos a Dona Carmina Borges do Vale, que por seu caráter de mulher decidida um pouco brava, "Carinhosamente" chamada de Carmansa, perdeu o dois filhos, Clódison na década de 70 e William “Mamá” no pool da produção do ouro. Mamá que tinha um relacionamento fraternal forte comigo, morreu de forma trágica no garimpo do Porto Rico no baixão Francisco Gomes/Nova Brasilia, ocasião em que acompanhava no avião, seu socio tambem piloto “Cabeça” Aldecy Queiroz. O sinistro aconteceu momentos depois da decolagem para Santarém no momento em que levavam consigo de carona um garimpeiro acometido de malária. Para não deixarem o homem que agonizava em febre na beira da pista morrer à míngua, resolveram revelando sólida formação humanitária levá-lo ao menos para morrer com dignidade em um hospital de Santarém; quando decolaram o bimotor, subitamente o enfermo, acometido de alucinações muito provavelmente pela forte febre e debilidade mental provocada pela doença atacou os dois aeronautas que não conseguiriam impedir as agressões do homem enlouquecido ja que estavam em operação de subida/decolagem, e perdendo o controle, a aeronave precipitou-se ao solo., causando morte instantanea nos pilotos. As pessoas que transitavam pela pista assistindo a decolagem do avião, antes desse desaparecer no horizonte, presenciaram uma cena trágica, subitamente a aeronave perdendo altitude choca-se ao solo em meio a forte estrondo, nesse instante muitos pessoas em Jeeps do Garimpeiro Chico Aracati foram para onde deu-se o sinistro, e presumiram o que teria acontecido, pois os dois pilotos segundo se comenta não seguiram a recomendação de uma "Enfermeira de garimpo" que orientou levarem o doente amarrado ja que estaria delirando. O desespero das pessoas que presenciaram o desastre ao verem os corpos inertes dos pilotos destroçados; acometidos de revolta incontida, conforme registra depoimentos dos que assistiram a cena chocante, vendo o débil mental, ileso, sair dos escombros, julgando que fora o causador da tragédia executaram-no à bala.

Alguns dias antes da tragédia que causou comoção no garimpo, Jacareacanga e Itaituba, me encontrei em Porto Rico, com meu amigo Mamá, quando tive que ir àquele garimpo comprar ouro para complementar uma quota que deveria ser levada para São Paulo para a Purimil e Zé Arara com urgência, e batendo um papo com aquela incrível figura humana que estava baseado no garimpo, pude ouvir de seu apurado humor na ocasião em que ao passavamos por um pequeno cemitério à beira da pista, ele olhando por toda a pequena extensão do Campo Santo que era cercado por arames farpado, gracejando como era sempre seu caráter de homem alegre e de bem com a vida disse-me apontando para o cercado, - sabe como esse negocio se chama? E respondeu: Curral de prender velhacos. Quem entra aí ta frito. Pouco dias depois William Borges do Vale o Mamá, aumentou a estatística das pessoas que sucumbiram nos garimpos da região atrás da projeção e compensação, tendo sido mais um desaparecido em ação.Os dias que antecederam sua morte, Mamá encontrava-se eufórico pois tinha comprado seu primeiro carro e importado (Miúra) e que naqueles dias iria em Belém para ver sua máquina.William Borges do Vale, Mamá, era filho de Carmina e Antão, e irmão dos pilotos, Clodison (Falecido) Clinger (ET) Bidú, Prego, Kilme, Nôco. Thiago, (Foto menor) filho caçula de Nôco já enceta seus primeiros vôos para prosseguir com o legado dos Borges do Vale.

A maioria dos aeronautas que tiveram sorte em salvar suas vidas em desastres de avião na região ficaram com sérias sequelas, caso dos comandantes, Dimas Santiago, Wanderly Tertuilno e outros que vieram do sul em busca de riqueza na amazônia.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais uma itaitubense se despede de seus familiares e amigos

                   Faleceu no dia 28/06/2010 aos noventa e dois anos em Itaituba D. Marcelina Bilby, mas conhecida como D. Celina, mãe de doze filhos, trabalhadora, dedicada e preocupada com a educação dos filhos e netos.
                  A família itaitubense perde mais uma de suas mais reconhecidas mulheres trabalhadoras e de invejável dedicação e apoio à família.
                  A família Mendonça foi presenteada por viver e conviver como vizinha da família Bilby por grande parte de sua vida. Um dos pontos altos da convivência era o clima de amizade, fraternidade e respeito que havia entre as famílias. De um lado, a família Mendonça com onze filhos e de outro lado a família Bilby com doze filhos. Apesar das dificuldades encontradas na criação dos seus filhos e a falta de estrutura da cidade de Itaituba, isso tudo não era empecilho para os esforços que D. Celina juntamente com seu marido Antônio Rubens dispensavam no intuito de oferecer o melhor para os seus filhos.
                 D. Celina era detentora da boa culinária conhecida por todos e tinha uma mão delicada para a cozinha regional. Para mim ficou o paladar de seus doces e salgados, dentre eles a boa canjica de milho, a broa de polvilho, o mingau de milho, a tapioquinha, o cuscuz de milho e de arroz, principalmente o pão doce que era desejado por todos.
                 Fica o abraço fraterno da família Mendonça aos amigos e irmãos da família Bilby: Rubens, Rosimar, Roselene, Rita, Ruth, Rossi, Rosimaire, Rosalba, Rosineide, Rômulo, Risomar e Rosilda.
                 Que Deus acalente os corações de seus filhos e netos, genros e noras, os quais perderam a presença física da Dona Celina, que agora descansa em paz ao lado do Pai eterno.
Foto dos noventa anos da D. Celina com família Bilby - extraída do Orkut da Rosineide Bilby

Homenagem de sua Neta Ruthinha:

"Não queria que essa fosse a última carta, mas como não posso mudar o que aconteceu queria que, pelo menos, fosse a mais bonita. Como? Se a minha fonte de inspiração não está mais aqui...


Sempre muito cheirosa, dedicada e delicada em tudo. Amável, bondosa, um Anjo do Senhor. Nos últimos anos de sua vida voltou a ser criança que quer carinho, atenção, dedicação e muito amor. Em suas palavras, muitos ensinamentos, em suas ações, muito altruísmo. Era o oásis do nosso deserto, o sol que iluminava nossas vidas e quem norteava o nosso caminho.

Tão pouco tempo passei ao teu lado, mas foi suficiente para perceber a tamanha sabedoria divina a qual te habitavas, manifestada em cada gesto de bondade, honestidade, humildade e até mesmo no modo como nos ensinava a viver.

Um milionário ao partir deixa como herança um grande patrimônio, mas tu bisa, como serva de Deus, deixa para todos nós da Família Bilby um grande legado: família unida, respeito, seus ensinamentos e deixa a todos o exemplo maior de amor ao Pai, amar ao próximo como a si mesmo. Essa riqueza a traça não roe, o ladrão não rouba e o tempo não destrói. Porque ela é eterna e vai perdurar ao longo dos anos com esta família.

És um exemplo a ser seguido e nunca ser esquecido.

Isso não é uma despedida, pois nunca estarás longe de mim. A matéria física se foi, mas em mim viverá eternamente a Celina que eu e todos admiramos e que para sempre amaremos.

Do seu bibelô, como carinhosamente me chamava,
Rutinha."

É difícil aceitar tua partida e mais difícil ainda é evitar as lágrimas que rolam em nossas faces por tua ausência em nossas vidas. Vó, tu foste, és e sempre serás o maior exemplo na vida de todos nós, filhos, netos, bisnetos, noras e genros. TE AMAREMOS PARA SEMPRE. Ass: Renata Bilby


Tão linda...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Revista VEJA Digital grátis

                    A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos.
                    A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.
                   O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.
                  O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.
Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.
                  Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.
                  Recomendem e repassem (se for o caso) aos seus filhos, familiares e amigos.(colaboração da Simone Cunha).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carimbó é Patrimônio Cultural

A música e a dança são manifestações de alegria e criatividade artística, elementos imprescindíveis para o corpo, que agem como redutor de tensões. O Carimbó é uma dança genuína paraense, por isso, temos que lutar pela preservação e pela elevação à categoria de patrimônio cultural brasileiro.

A revista abaixo foi elaborada por um grupo de estudantes da Faculdade do Pará – FAP, que fazem um apelo grandioso à manutenção do Carimbó, encabeçando a Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Convite para Missa de 30° dia de Falecimento de Altamiro Silva


Anamaria disse...
Armando, hoje de modo especial, gostaria de postar essa Homenagem ao nosso amado e inesquecível pai Altamiro.
Querido Papai, essa é a fase mais difícil de nossas vidas, como fica tudo agora com sua partida, se você é o centro de tudo! A casa não é mais a mesma sem a sua presença, seu sorriso aberto; já não estava sendo mesmo! Os 45 dias que passou no hospital deixavam-nos com saudades, a cada visita nossas esperanças renovavam-se, fazíamos mil planos: “- Ah! O Papito vai gostar das reformas quando voltar pra casa...” “- Papito vai ficar ainda mais confortável...” Mas, você não voltou, lutou bastante, foi guerreiro, gigante, valente, destemido, determinado - o que sempre foi a sua marca - porém, não voltou mais para casa, para nós. Mas, fica o seu grandioso coração, o enorme amor por sua esposa, Dona mamãe, pelas filhas Ivanilda, Anamaria, Amenaíde e Aglacy, pelos filhos Rafic, Altair, Adalberto, Artêmio, Aldir, Aurimar, Altamirinho; amor que você foi capaz de transmitir a nós de maneira ímpar, contagiante, tanto que se estendeu grandemente aos netos e netas (suas paixões), irmão e irmãs, genros e noras, à tia Maria Porto, aos sobrinhos e sobrinhas, cunhadas e cunhados, primos e primas... Tinha enorme carinho e apreço pelos amigos e por àqueles que, com você trabalharam. Aqui destacamos alguém que disputava seu amor conosco, sim, ela mesma, a querida e amada Itaituba da qual foi Prefeito por 17 anos, como disse certa vez a cantora Márcia Ferreira: “somente seu Altamiro tem a radiografia dessa cidade...” Nossa como você amava Itaituba! Dela e da “Boca do Cury”, tinha lembranças marcantes, dessa última, de modo especial, onde estão as suas origens.
Gostava dos jovens, pois, apostava na força da juventude (sinônimo de transformação). Quando jovem, aconselhava-se com os mais velhos, por isso você deu tão certo, porque são eles (os mais velhos) que têm a chave da sabedoria; prova disso, são os ensinamentos que você nos deixou, tesouro muito parecido com a filosofia de D. Bosco: “Bons cristãos, honestos cidadãos”, eis que você queria (e quer) em primeiro lugar, a união e o amor na família, seguidos do conhecimento, respeito, humildade e fôssemos pessoas de bem, todos encaminhados na vida, filhas e filhos amorosos, mães e pais cuidadosos/vigilantes, profissionais competentes e dedicados... Hoje, quando temos dúvidas a respeito de algo, logo dizemos: “O que o papai diria se estivesse aqui...?”, tudo lembra você, gestos, palavras, solidariedade... Como não lembrar se você é inesquecível; por isso choramos, choramos cheios de saudade, de lembranças boas; você cumpriu sua missão na terra, e seu sorriso lindo ficará eternizado na lembrança de todos nós que amamos você. Por outro lado, nos conforta saber que o Céu está ainda mais alegre com a sua chegada e ganhou um orador incomparável, brilhante. Lembra quando você comparava a arte de falar em público com a decolagem e aterrissagem de um avião? Como você é ALTAMIRO RAYMUNDO DA SILVA, todos agora, estão encantados com a sua oratória e o seu carisma aí no Plano Celestial!!!



sábado, 19 de junho de 2010

"Chiclete" grande instrumentista de sopro acaba de nos deixar

                  Que bom que criei esse blog com a maior abertura de idéias possível. Fiz questão de deixar claro, que ele não tem apelo político, partidário e sem amarras a qualquer doutrina.
Aqui deixo a minha homenagem ao grande saxofonista "Chiclete", que tive a honra de compor com ele o grupo musical que acompanhava os "codões de pássaros", dirigido pela Celita(Célia Lages Virgolino). Naquela época o grupo era composto pelo Chiclete e seu Antão no saxofone, Carlos Travessa e Chico Lopes nos pandeiros, Chico Soldado no Banjo e eu de gaiato já batia um pouco de violão juntamente com essas feras.
                  O último contato que tive com o "Chiclete" foi em Altamira onde eu tive a oportunidade de relembrar os velhos tempos e acompanhá-lo solando Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo.
Seguidamente tivemos grandes perdas, como do tio Altamiro, Malaquias, Edivaldo do seu Portuguesinho e outros que não temos conhecimento.
                  Achei interessante publicar o fato ocorrido no  Hotel Apiacás narrado tão bem pelo Luiz Henrique no blog do João Paxiúba:
"Alguns anos atrás, já no bar do Apiacás, um médico, que nas horas vagas se apresentava como saxofonista, observava um senhor moreno, esguio, chegar para mostrar seus dotes musicais. De cara, interpretou simplesmente "Espinha de bacalhau", uma das mais difíceis do mundo. Antes de terminar essa música, meio que sem jeito, se ausentou do ambiente, totalmente boquiaberto com o talento do mestre chamado "Chiclete", que ele tanto o subestimou".
Luiz Henrique Macêdo.
                   Vai o meu abraço a família do "Chiclete" e o pesar pela perda do ente querido.
                   E como como marca da sua habilidade musical, deixo o vídeo encaminhado pelo seu filho Nonato Leite a quem tenho um carinho todo especial.
http://www.youtube.com/watch?v=lZqLZdXQPI8

domingo, 13 de junho de 2010

Malaquias Vieira da Silva, mais uma página da história de Itaituba que se vai

A vida é feita de momentos alegres e tristes. Ficamos alegres quando nasce um filho, quando vemos crescer, quando vemos constituir família, quando vemos que já podem dar os passos para o futuro. E assim é o seu ciclo da vida até a morte.

Hoje dia 13/06/2010, às 4h30 perdemos um grande amigo itaitubense. O MALAQUIAS VIEIRA DA SILVA, marido da Dona D’Moraes como é conhecida, pai de muitos filhos, em especial para mim, aquele que foi presenteado com o seu próprio nome, o Malaquias Filho, bem sucedido morando em Fortaleza, que apesar da distância sempre estamos juntos.

O nosso amigo Malaquias levou consigo parte da história do nosso município, tendo a participação direta na construção da localidade de Maloquinha juntamente com os padres Franciscanos, hoje fazendo parte do Parque Nacional da Amazônia que cobrindo uma área de 994.000 hectares e está situado à margem esquerda do Rio Tapajós. Sua vida sempre ficou ligada ao trabalho ao lado dos padres a serviço da paróquia de Nossa Senhora Sant’Ana.

Aqui vai a homenagem de todos os alunos que estudaram no “Ginásio Normal Sant’Ana”, onde ele foi um grande colaborador e amigo de todos.

Fica a saudade, as boas lembranças e o alento aos familiares e amigos que estiveram nesta vida ao seu lado.

Malaquias, você já cumpriu a sua missão aqui. Agora comece outra vida ao lado do Pai.


Maloquinha - Itaituba - Pará

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Copa do Mundo de Futebol de 1970 é parte da minha história

Foto estraída do orkut da Maria Lúcia Cabral Furtado
Estou em época de Copa do Mundo e quem não está? Mais uma vez, vou a reboque da história. Lembro que a Prefeitura de Itaituba colocou um alto-falante no prédio do antigo mercado de carne de Itaituba, onde havia os bares “O Globo no Ar” de propiedade de meu pai Fran Mendonça, o bar “Ponto Chic” de propriedade do Sr. Atônio Rubens e a “barbearia do Montel”. Ali a população que não possuia rádio, se posicionou para ouvir a partida de futebol. Após a calorosa goleada aplicada pelo Brasil de 4x1 na Itália, foi a conquista do tricampeonato. A população saiu em passeata comandada pela D. Didi do Seu Tibiriçá. A pacata cidade de pouco mais de 1.000 habitantes foi ao delírio! Pasmem, tive a oportunidade de ouvir o jogo em um rádio Transglobe sintonizado na rádio Globo do Rio. O sofrimento era grande. Em alguns momentos o sinal ia desaparecendo e íamos à loucura. Mas a emoção era grande e nem pensar em desistir.


Tive o privilégio não só de tocar, mas de elevar a Taça Jules Rimet na cidade de Santarém. Estávamos em plena ditadura militar, mas sempre a nossa região era lembrada e brindada com filmes e visitas ilustres.  A Taça Jules Rimet, ficou exposta à visitação na agência do Banco do Brasil, situada à Rua Rui Barbosa esquina com a Travessa dos Mártires, ainda em construção. A passeata com a taça percorreu a cidade de Santarém, em uma pá-mecânica, elevada ao alto pela jovem muito bonita de nome Hélem Colares.Tudo era muito real!

"As lembranças nos brindam com  essa felicidade, por ter vivenciado esses momentos de glória, juntamente com povo brasileiro".

sábado, 5 de junho de 2010

Do goleiro das traves da vida ao restaurante “Remanso do Peixe”

Muitos de nós devemos conhecer esse rosto como, o goleiro das traves da vida. Francisco Santos conhecido como Chicão é um conterrâneo Itaitubense, grande boleiro e grande goleiro também, fez sucesso na década de 70 no clube Bolinha na cidade de Santarém, não deixava passar nada. Chicão é um profundo conhecedor do bom pescado e dos excelentes pratos à que podem ser transformados. Só provando é que poderemos conceituar o nível da culinária por ele oferecida na peixaria “Remanso do peixe”. Opa! Sucesso nas grandes rodas culinárias do Brasil.

É interessante, o período de preparação involuntária a que antecederam os novos caminhos trilhados pelo Chicão, que juntamente com a comadre Carmem, são pais de dois filhos que não ficam atrás e a disputa é forte. Os dois garotos Thiago e Felipe, já fazem sucesso nas rodadas apresentando pratos de toda a natureza, desde os mais simples, até os mais sofisticados, dentre eles alguns exóticos da culinária mundial.

Todo esse sucesso começou quando íamos com as famílias dos amigos Macambira, Assis e João passarmos os fins de semana na casa do Chicão em Mosqueiro. Lá servíamos de cobaias, no bom sentido. Mas que cobaia! Chicão preparava os pratos variados aí fazíamos aquele esforço para prová-los e atribuir à nota. Não dava outra, a nota era máxima. Naquela época não passava pela cabeça do Chicão manipular a culinária de forma oficial. Deu certo e hoje é um sucesso!

Publico a reportagem da revista Troppo:

Homenagem a um grande amigo Especial

Em vida um grande homem e esposo, pai, irmão, e avô. De caráter e honestidade inabalável como tua fé em São Sebastião educou teus filhos com tua digníssima esposa com grande garbo. O maravilhoso casal ensinou com sublimidade em seu lar o amor abençoado pela virgem Maria e seu amado filho Jesus. Amigo Altamiro sempre fostes livres do egoísmo, usura e interesses, teu coração era um oceano de amor e bondade, cumpristes com garbo a missão que Jesus te outorgou, tua energia positiva sempre energizava os que de ti se aproximavam. Construíste o teu império com grande sabedoria, deixastes todos os teus filhos encaminhados, partistes do mundo físico para o espiritual, agora brilhas como uma estrela de grandeza infinita no céu de organza azul. É difícil encontrarmos no mundo conturbado de hoje um homem como você amigo, grande amigo Sr. Altamiro. Tenho certeza que permanecerás vivo em nossos corações sabendo que rogarás por nós na pátria espiritual, que a tua evolução espiritual seja rápida, pois bem o mereces. Pois, os feitos que deixastes no plano físico colherão na pátria espiritual todos os frutos maravilhosos de tua vida humana e boa.

Esta é a minha homenagem com mente e coração para o amigo que continuará sendo especial. Obrigado por tudo.

Miguel Antonio Vaz

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fordlândia e Belterra esquecidas pela história - republicação

Este filme retrata uma época de esperança do povo de Fordlândia e Belterra no Estado do Pará, cidades esquecidas pelos governos.

Fica evidenciado um misto de alegria e tristeza quando revejo este filme. Confesso que me emociono a cada apresentação e mesmo distante, continuo vivenciando a cada dia, aquele momento passado como se eu fosse parte presente dele.

Fordlândia e Belterra, duas cidades que guardam muitas recordações da época.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Um grande AMIGO se foi

segunda-feira, 24 de maio de 2010
Durante toda minha vida,
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.

Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.

Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.

Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção, por ter me dado a mão amiga na hora em que foi
preciso, nos momentos bons e ruins.
Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é acreditar.

E amigos de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.

À você meu amigo Altamiro Raimundo, agradeço pelo que você fez por mim.
Sua amizade para mim sempre teve e terá um valor enorme,
e nada que eu possa dizer ,
pode ser tão especial ou mais significativo
do que sua amizade foi para mim.

Fique com Deus meu amigo.
Postado por João Paxiúba às 06:06
http://paxiuba.blogspot.com/2010/05/um-grande-amigo-se-foi.html