quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Um grande AMIGO se foi
Durante toda minha vida,
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.
Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.
Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção, por ter me dado a mão amiga na hora em que foi
preciso, nos momentos bons e ruins.
Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é acreditar.
E amigos de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.
À você meu amigo Altamiro Raimundo, agradeço pelo que você fez por mim.
Sua amizade para mim sempre teve e terá um valor enorme,
e nada que eu possa dizer ,
pode ser tão especial ou mais significativo
do que sua amizade foi para mim.
Fique com Deus meu amigo.
Postado por João Paxiúba às 06:06
http://paxiuba.blogspot.com/2010/05/um-grande-amigo-se-foi.html
Altamiro, uma vida de conquistas políticas e sociais - falecido em 22/05/2010 em Belém - Pará
Ivanilda/Armando/Thales/Armandinho
Publíco aqui alguns comentários de nossos leitores:
Anônimo disse...
Morei em itaituba por 20 anos, conheci esse homem, gostaria entrar em contatos com os amigos que ai deixei:black-eixo,chico do cutrim, jefersom serique, zezinho, me ajuda ai armando. meu nome é ubirajara,moro em boa vista-rr, meu email bira_lamarao@oi.com.br, trabalho no ministerio publico estadual
23 de maio de 2010 20:01
Oi Bida sinto muito pela morte de Sr.Altamiro
receba minhas condolência e orarei a Deus para que ele descanse em PAZ.
Umabç. do amigo
Mourão
23 de maio de 2010 20:09
Luiz disse...
Olá, Bida!
As lembranças que tenho do Sr. Altamiro são de uma gentileza em pessoa. Deixou seu nome marcado em vários acontecimentos de Itaituba, inaugurando órgãos estaduais e federais, recebendo seus respectivos gestores.
Hoje, na imprensa local, várias homenagens à sua memória, inclusive mostrando uma foto de uma grande festa na casa de recepções "Emoções", juntamente com sua esposa Maria Viana e meus pais, Truth e Dulcinéa.
Sentimentos à família!
25 de maio de 2010 00:12
Francisco disse...
O maior legado de um homem é o exemplo de vida, o qual é incontestável, na figura do Sr. Altamiro, pessoa simples, de sabedoria profunda, e de intensa vida pública, dedicada a atender as pessoas que o procuravam. Com sabedoria nas palavras atendia ou não, mas sempre com palavras de incentivo. Para nós da família, uma perda gigante. Fica a saudade, fica nossa palavra de encorajamento à família, para que superem unidos, no amor, na solidariedade, na compreensão, na fé, assim, ele descansará em paz. À minha tia querida, nosso carinho e amparo.
Francisco Mendonça Filho
"Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo"
25 de maio de 2010 12:34
domingo, 23 de maio de 2010
FALECIMENTO DO TIO ALTAMIRO
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, um emendo à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Qual o caminho de uma PEC?
NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
1) CCJ da Câmara
Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ). É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.
A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, dizemos que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial.
Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decidiu pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.
A PEC em questão, por sua vez, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.
Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.
O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.
Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra.
Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão.
Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros.
Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJ.
2) Comissão Especial:
Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, ou seja, a análise de seu conteúdo, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.
Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada.
O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição.
Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas atenção: para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão.
O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.
3) Plenário da Câmara
Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.
Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.
Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.
A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.
NO SENADO FEDERAL
4) CCJ do Senado
O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.
Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.
5) Plenário do Senado
Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos. São necessário, ma legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.
Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.
O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:
Rejeitar a proposta - a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.
Propor alterações - a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.
Aprová-la integralmente - a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a promulgação.
6) Promulgação
Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI136066-EI1483,00.html
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Governo lança Programa Nacional de Óleo de Palma
O programa prevê a ampliação da área destinada à plantação do vegetal para a produção de combustíveis a partir de energias renováveis. O óleo de palma também é conhecido como dendê.
O projeto, que visa aumentar a produção para 130 mil hectares até 2014, vai ser aplicado em 44 municípios das regiões norte e nordeste.
Atualmente, o Pará lidera a produção de palmas no país, com 80 mil hectares plantados na região dos rios Capim, Guamá e Tocantins. A transformação do óleo de dendê em biodiesel é feita pela Petrobrás, a empresa está construindo três indústrias na região, para somar às nove já existentes no estado. O Programa Nacional de Óleo de Palma prevê a participação imediata de 900 parceiros na agricultura familiar, e de 300 médios e grandes produtores.
Na quarta-feira, 5 de maio, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, que a palma produz dez vezes mais óleo do que a soja na mesma área, sendo possível produzir cinco toneladas de óleo por hectare a cada ano. Com isso, um produtor que plante 10 hectares de palma, pode obter uma renda média de R$ 2 mil por mês aos preços atuais.
Segundo Wagner Rossi, somente dois países, a Tailândia e a Indonésia, concentram 90% da produção mundial de óleo de palma. A expectativa é que com o programa, a participação brasileira nesse mercado aumente.
“[O programa] vai disponibilizar a possibilidade da multiplicação da cultura numa área muito grande no Brasil. Nós temos pelo menos, no momento, 29 milhões de hectares disponíveis, onde a palma poderia ser usada com eficiência. Isso inclui uma parte grande do nordeste brasileiro e todos os estados do norte”.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o aumento de área plantada não será feito com desmatamento, mas aproveitando áreas já degradadas.
“O programa nasce com orientações claras do ponto de vista de que áreas podem ser aproveitadas para a expansão dessa cultura. É um programa construído em bases para proibir o desmatamento em áreas de florestas nativas para a expansão da fronteira agrícola associada à palma de óleo”, afirmou a ministra.
Ambientalistas concordam que gerar combustível renovável é importante para a região. Mas, segundo o coordenador do Instituto do Homem e Meio Ambienta da Amazônia (Imazon), Paulo Amaral, se o projeto envolver pequenos produtores, é preciso alguns cuidados.
“[É preciso] um sistema de monitoramento muito forte, para que não provoque pressão sobre as áreas ainda com cobertura florestal. [Também] deve observar a recomposição dessas áreas já abertas, e tem que se considerar a assistência técnica e uma garantia da compra dessa produção para que um pequeno produtor possa se sentir seguro para entrar num programa desses”.
Tags: Energia , Responsabilidade Social
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/governo-lanca-programa-nacional-de-oleo-de-palma
terça-feira, 27 de abril de 2010
VIGILÂNCIA ELETRÔNICA - Governo planeja soltar cerca de 80 mil presos menos perigosos, que deverão ser monitorados por tornozeleiras
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/25/governo-planeja-soltar-cerca-de-80-mil-presos-menos-perigosos-que-deverao-ser-monitorados-por-tornozeleiras-916428380.asp
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Lista de amigos
Abdicamos de muitas coisas, nos mudamos da cidade que mais amamos, nos afastamos de pessoas queridas, começamos a perceber o ciclo da vida até o inevitável.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ana Júlia recebe prefeitos que vieram cobrar da AL os R$ 366 milhões
Prefeitos ouvem da governadora Ana Júlia que um terço dos recursos do empréstimo do BNDES serão aplicados em convênios com os municípios
domingo, 18 de abril de 2010
Jacob do Bandolim
Quer saber mais, clique aqui: http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/acervo.php
domingo, 11 de abril de 2010
Texto extraído da coluna de Dora Kramer no Estadão de 13/03/2010.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
De olho nas eleições 2010: desenvolvimento pela efetivação de direitos
"Avanço econômico sem transformação social não levará ao desenvolvimento do país. Esta deve ser a linha política de um novo governo. O próximo presidente - ou presidenta - da República precisará perseguir uma concepção contemporânea e democrática de desenvolvimento caso queira fazer o Brasil avançar para uma nova etapa da sua história. O desenvolvimento brasileiro para o século XXI deve efetivar os diretos humanos, portanto, colocar a dignidade humana no centro do plano estatal".
Este o trecho inicial elaborado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) sobre o período eleitoral que se aproxima no Brasil.
Para ler o texto na íntegra, vá em http://www.inesc.org.br/
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Da Marujada de Quatipuru ao projeto de pesquisa
sábado, 27 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Caros leitores,
Não esqueça de se identificar.
Prefeitura Municipal de Itaituba inaugura ginásio de esporte poliesportivo
Aqui deixo a frase latina como uma das maiores máximas: "mens sana in corpore sano" (mente sã em corpo são) que denota a necessidade do homem em exercitar seu corpo para o equilíbrio corpo-mente.
A Administração da PMI está de parabéns pela obra concluída e entregue à população Itaitubense
.
Governo assume manutenção da Estrada Transgarimpeira em Itaituba
domingo, 7 de março de 2010
Fotos recentes de Itaituba
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Revista de bordo da TRIP publica quatro páginas sobre Itaituba
“A Trip na sua revista de bordo, numa matéria sobre Santarém, edição de novembro, usou o termo ‘lugarejo’ referindo-se a Itaituba. O Prefeito Municipal e outros cidadãos itaitubenses formalizaram reclamações e foram atendidos com pedidos de desculpas. Na revista de janeiro, publicaram uma matéria de quatro páginas sobre a cidade exaltando suas maravilhas e importância como pólo, o que, sinceramente, acho que foi uma excelente publicação. Mandei um e-mail à empresa aérea dizendo que foi preciso um grande equívoco deste veículo de comunicação, para que houvesse o reconhecimento desse lugar simpático e acolhedor.” (páginas 28 à 31 - acesse o link clicando na extremidade da página).
Haiti, um país destinado ao sofrimento
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Informativo Além Muros
Obs.: Click na imagem e na sombra ao lado da imagem, para obter uma melhor leitura.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Rafael Samora entrevista Armando Mendonça Filho
refinamento da escrita do Rafael Samora
Aluno de Jonalismo da Universidade da Amazônia - UNAMA
Armando Mendonça Filho - Entrevistado
Aluno do Curso de Bacharelado em Música
Universidade do Estado doPará - UEPA
Entre o bem e o mal: o (não) dilema da boa música.
Ao final da entrevista, fomos tomar um suco qualquer em uma padaria na Presidente Vargas. Conversando informalmente, fui percebendo novos aspectos de Armando Mendonça. Com apenas 19 anos, já tocará em diversas apresentações, formais e informais, promovidas pelo Conservatório Carlos Gomes e UEPA. A música é a, incontestável, grande paixão do rapaz, pois, não conformado com a sobriedade de tudo que vem do erudito (salve algumas obras mais densas e cáusticas), buscou na música popular ou boêmia, fechar esta prazerosa Gestalt. Aliás, sobre esta diferença é categórico ao afirmar que “nós sentimos necessidade em dizer ´eu sou isso´, no meu caso eu prefiro dizer ´eu sou tudo isso´ e reconhecer que existe um choque sim, porém pensar que não necessariamente, o erudito e o popular, o estrangeiro e o nativo, se oponham, mas que possa haver um diálogo entre essas duas culturas expandindo as possibilidades e referências que cada uma tem tanto a oferecer a outra.”.
Quando criança teve certa dificuldade para se adaptar a rigidez de uma sala de paredes brancas repleta de crianças de uniforme branco com a escrita “Carlos Gomes” (algumas evidentemente serigrafadas) estampada no peito. Seu pai, também Armando Mendonça, como muitos residentes de Belém, veio do interior para estudar na UFPA, formou-se em Filosofia e sempre foi um amante de música. Como em qualquer festa de família (segundo mandam os bons costumes interioranos), se reúnem todos os irmãos e parentes possíveis para confraternizar o tema da festa. No caso de Armando Filho, os seus dez tios sempre buscavam colocar as suas crias para provas de fogo. Nas rodinhas intermináveis de violão, surgia o momento de colocar no centro da roda, os mais novos. Nestas situações, o nervosismo se tornava latente. Foi assim que Armando, há cinco meses, se sentiu quando fez o teste para ingressar como músico de reforço da Orquestra do Theatro da Paz. Todos os olhos voltados para ele trazendo à tona aquela velha sensação de nervosismo. Por sorte, de parente, só estavam na platéia seus pais e irmão (e mais os músicos e maestros que o avaliaram).
O suco já estava quase no fim quando o rapaz recebeu uma ligação em seu celular “modelo básico”. Simples até nisto, usava uma sandália de couro hippie, bermuda e camisa do círio de 2007. “Claro que quero cara! A gente se fala esses dias”. Era um amigo o convidando para tocar percussão e viola em uma festa que tem como foco o samba de raiz. Quando perguntei sobre a percussão, ele decorreu sobre sua paixão as raízes da música brasileira e paraense. Neste sentido, paradoxalmente para alguns, natural para outros, Armando faz parte do Grupo Verbus. Nascido em Novembro de 2007, o grupo começou se apresentando em alguns bares cults de Belém até passar para espaços maiores como o boteco São Matheus. Armando passou a fazer parte do grupo no meio de 2008 e recentemente, com o grupo, abriu a noite do show de Paulinho Moska, em seu local de trabalho: Theatro da Paz. “é um processo muito intenso e muito envolvente”. Armando Mendonça e Felipe Cordeiro, são os únicos músicos do Grupo. Os outros integrantes são atores. “É uma responsabilidade que está sendo muito saudável para mim, ser o único músico junto com o Felipe Cordeiro (violonista) e trabalhar com um corpo de atores tão acessível e talentoso, está sendo uma escola, uma das mais prazerosas.”. Ele toca viola e percussão no grupo.
Atualmente, Armando está no segundo ano de seu curso superior de Bacharelado em Viola pela Universidade Estadual do Pará. Estudou por nove anos no Conservatório Carlos Gomes e entrar na Universidade para cursar o Bacharelado em Viola foi um processo peculiar. O fato curioso deste curso em si é que Armando é um dos únicos músicos clássicos paraenses, que se dedicam plenamente a este instrumento. Disponível para Orquestra é só ele, e, mais duas pessoas em todo o Estado. Escolheu o instrumento aos treze anos depois de ter sido apresentado a esta nova sonoridade, por uma professora do Rio do Grande do Sul. Até então, o violino era o seu instrumento de estudo. “quando ela me apresentou a sonoridade mais escura e grave da viola eu não resisti, troquei na hora” comenta. A escassez de Violistas em Belém se dá principalmente pela falta de popularidade do instrumento. Todos os profissionais formados aqui estão na Europa, EUA ou alguma outra parte do Brasil. “Mas esse é um quadro que vai ser revestido, a família está crescendo rs”.
Quase que irresistivelmente, tive que trazer a discussão (já que falávamos das forças populares e eruditas na música e arte), a questão do Tecnobrega e, todo o espaço que este movimento ganhou, não só aqui no Estado do Pará, como pelo Brasil a fora. Como eu já esperava (pelo o que conheci e pude filtrar), ele respondeu a altura dos seus atos. “É sem dúvida um dos maiores fenômenos da indústria cultural, a divulgação das músicas (muitas vezes com gravações caseiras) sendo feitas simplesmente distribuídas de mão em mão pelos compositores para camelôs e DJs em festas por aí, e funciona, faz sucesso”. Neste momento, um carro som passa na rua ao lado do local da entrevista atrapalhando a nossa conversa. Tocava tecnobrega. “Não me atrevo a criticar artisticamente o movimento, sair por aí fazendo listinhas de defeitos da harmonia, letra, etc. somente os críticos são arrogantes o suficiente pra achar que podem fazer isso” comentou. E finalizou “Acho que essas qualidades nem são objetivo de quem faz esse tipo de música, prefiro deixar o movimento para o estudo dos antropólogos, pois considero o Tecnobrega, um fenômeno de cunho muito mais social, como expressão de uma classe, do que de expressão artística (...). Ah, e não, eu não colocaria no meu som para tocar rs”. Sorrimos juntos. A questão principal deste movimento é a força que ele tem. A sua quase independência. Quase, pois em alguns pontos, precisam das mídias (CDs, DVDs, etc), dos programas, do computador. Mas não há como negar que a eficácia de distribuição, divulgação e vendas são louváveis. É uma atitude mercantil independente de grandes gravadoras ou especialistas da área comercial da arte.
Ao final da entrevista, antes de irmos tomar o suco em uma padaria qualquer da Presidente Vargas, perguntei sobre a vida do músico
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Grupo Cordão de Bruta-Flor
GRUPO CORDÃO DE BRUTA-FLOR
Voz
CAMILA HONDA
Violão
THALES BRANCHE MENDONÇA
Viola e percussão
ARMANDO MENDONÇA FILHO
Participação especial
FELIPE CORDEIRO
sábado, 21 de novembro de 2009
Fordlândia - Parte 1
Este filme retrata uma época de esperança do povo de Fordlândia, cidade situada à margem direita do Rio Tapajós - Estado do Pará. Fica evidenciado um misto de alegria e tristeza quando revejo este filme.
Confesso que me emociono a cada apresentação e mesmo distante, continuo vivenciando a cada dia aquele momento passado como se fosse parte presente dele.
Fordlândia e Belterra, duas cidades que guardam muitas recordações da época.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Noite de autógrafo no lançamento do livro "Cordão do Tangará"
Análise do Cordão do Tangará pelo poeta João de Jesus Paes Loureiro

A poética do Tangará
O Cordão do Tangará, de Itaituba, é um exemplo de cordão de meia-lua, em que o caráter musical predomina e o sentido coreográfico organiza a progressão cênica. Nele estão cumpridos todos os compromissos de gênero, isto é, “canto de rua”, “canto de apresentação”, “canto de despedida”. O Caçador é o vilão, ainda que depois redimido, mas expulso pela Princesa, da convivência da comunidade.
O núcleo dramático é antecipado em cantos logo nas primeiras cenas:
Já matei bicho feroz com uma arma de valor
Vou matar o Tangará, um bichinho cantador.
Olha lá Caçador, repara o que vais fazer,
Se matares o Tangará, terás que te arrepender.
(Fala o Caçador)
Tu aí estás pousando e eu cansado de andar,
Toma lá tua recompensa e nem dá tempo de voar.
(atira e corre se escondendo)
Morreu nosso Tangará
Que era a alegria do nosso cordão
Deixando tanta tristeza e pensar
No nosso humilde coração.
Deste momento em diante, deflagra-se a perseguição do Caçador e o empenho para ressuscitar o pássaro. Eis uma inversão da ordem dramatúrgica entre o anticlímax e clímax. O clímax, a morte do pássaro, antecede o anticlímax contido na ressuscitação do Tangará e punição do Caçador. Contraria invertendo a ordem definida por Aristóteles na poética. Mas o interesse não se dilui, porque, novamente, estamos diante de um drama e não de tragédia. No pássaro junino percebe-se a normalidade, a precipitação dramática ocorre quando é concluído o “modo de acontecimento”, o “como acontecer” daquilo que já era previsível.
A modalidade “cordão de meia-lua” do pássaro junino conjuga mais funcionalmente a dramaturgia cênica com poesia e dança, sob a regência dos cantos. Por isso mesmo, tem uma tendência mais lírica e acentua a diversidade criativa do gênero. Não se trata de reprodução, e sim invenção.
Há uma costumeira e cômoda identificação do Pássaro Junino com folclore. De certa maneira, pela celebração do folclore na intelectualidade, no sistema de ensino, nas datas cívicas, enfim, criou-se um sentido de valor assegurado nas camadas sociais. Uma norma de valor consagrado. A partir dessa espécie de cânone, as camadas populares sentem-se elevadas em praticar eventos cunhados como folclore. Ainda que, no caso da Amazônia, e especialmente no Pará, predomine a produção decorrente da cultura popular e, o que há de folclórico, seja mais por transferência conlonizatória, isto é, folclore de outras histórias culturais reproduzido entre nós. Não se pode folclorizar a cultura artística ou ritualística indígena, e nem a ribeirinha. São criações simbólicas de uma cultura “flúvio-florestal”, para lembrar Orlando Valverde, extravasadas para o ambiente urbano, fruto de produção criativa e não de imitação consuetudinária. É necessário que os grupos juninos compreendam que, no caso do pássaro, a condição de produto artístico construído no âmbito da cultura popular confere a ele uma dimensão tão elevada como folclore, porém valorizado pela condição de ser criação de artista do povo paraense e teatro popular musicado da maior qualidade.
O pássaro junino recente (vem dos meados finais do século XIX) tem autoria individualizada, diversidade estilística, evolução temática, revelação de visão pessoal de mundo nas várias obras de um mesmo autor. Ser cultura popular e não folclore faz do pássaro junino um acontecimento cultural especial. Suporte visível do imaginário paraense- amazônico é um teatro sustentado por uma surrealidade tropical, distinguido pelo realismo mágico de nossa cultura.
O nosso Cordão do Tangará de Itaituba é um belíssimo produto dessa modalidade de teatro paraense. Puro exemplo de pássaro junino, gênero teatral dessa modalidade de teatro paraense. Puro exemplo de pássaro junino, gênero teatral musicado que é a maior contribuição da cultura paraense à cultura junina brasileira.
João de Jesus Paes Loureiro
Poeta, professor de estética da UFPA
e pesquisador da cultura amazônica.















