terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Defesa de proibição do garimpo predatório no Município de Itaituba, Estado do Pará.
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O SR. DUDIMAR PAXIUBA (PSDB-PA. Pela ordem. Sem revisão do
orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria de esclarecer de
uma vez por todas que não sou contra a garimpagem como, maldosamente, tentando
esquivar-se de suas responsabilidades, elevam-se algumas vozes, quase sempre as
mesmas, que teimam em flertar com a ilegalidade. É bom registrar que já fui
garimpeiro na década 80 e sou, portanto, exímio conhecedor de todo o
processamento da atividade extrativista mineral desenvolvida na região do
Tapajós.
Registro também que tenho inúmeros amigos garimpeiros.
Entretanto, prevalecerão sempre o interesse coletivo, o respeito e o cuidado
com o meio ambiente e recursos naturais, bens preciosos oferecidos pelo
planeta.
A principal motivação de minha preocupação é o fato de
nossas reservas naturais estarem sendo depredadas com uma rapidez
impressionante.
Condeno o garimpo predatório, que considero uma prática
pré-histórica. Defendo intransigentemente uma exploração mineral organizada,
com respeito às leis ambientais, recolhimento dos impostos devidos e geração de
emprego, como ocorre em outras regiões.
Atrevo-me a dizer que o garimpo predatório pode até fomentar
o contrabando de nossas riquezas minerais.
Não venham alguns paladinos da verdade, com o intuito de
confundir a opinião pública, defender a garimpagem ilegal, colocando-a como
algo benéfico para Itaituba, quando na realidade não o é.
A sociedade itaitubense espera que a garimpagem ilegal e
predatória seja definitivamente proibida, dando lugar a uma garimpagem
realizada dentro dos padrões gerais da legislação, pois já pagamos um preço
altíssimo, até com vidas, e temos um passivo ambiental incalculável.
Chegou a hora de moralizarmos as atividades econômicas no
Município de Itaituba, começando pela garimpagem.
Sr. Presidente, solicito a V.Exa. o registro na íntegra do
meu pronunciamento nos Anais da Casa e sua divulgação nos meios de comunicação
da Câmara dos Deputados e no programa A Voz do Brasil.
Muito obrigado.
http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoDep?codSessao=00021752&dep=DUDIMAR%20PAXIUBA
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Itaituba consolida seu Deputado Federal João Dudimar Paxiúba
Com esse panorama político ficou
consolidada a efetivação do Deputado Federal João Dudimar Paxiúba, que ora
atuava como suplente de Deputado Federal, motivo de orgulho para nós
itaitubenses que tanto conclamávamos por um representante nato no Congresso Nacional.
Relendo o acervo histórico deixado por meu pai, deparei com diversas cartas a
políticos paraenses reivindicando a presença de um candidato de consenso para
representar Itaituba nas câmaras federal e estadual. Só assim, quebraríamos as
amarras e deixaríamos de continuar sendo o quintal de Santarém. Ainda hoje,
sentimos muito a falta de sensibilidade política, quando sorrateiramente as
sedes Regionais do INCRA e da Polícia Federal foram transferidas para a cidade
de Santarém. Pasmem! Que estrutura o INCRA tem para fazer cobertura à questão
agrária no município de Itaituba, Aveiro, Rurópolis, Trairão, Jacareacanga e
Novo Progresso, já que dista tantas milhas de sua sede Santarém? É um contrassenso
dos mais grosseiros que se pode imaginar. Fiquei triste quando em julho visitei
o INCRA em Itaituba, encontrei um prédio em ruínas, com poucos servidores e a
triste visão de um ambiente sem a menor estrutura mobiliária.
Passado todo esse momento de
turbulência eleitoral e já definido a Professora Eliene como Prefeita de
Itaituba, é hora dos ânimos se acalmarem e trilharem sob o mantra da união. Com
a consolidação do assento à Câmara Federal do Deputado João Dudimar Paxiúba,
Itaituba só tem a ganhar. Chegou a hora de apresentarmos projetos que venham
melhorar a condição de vida dos cidadãos, a logística do município, estruturação
dos órgãos da administração, visando alavancar a economia do município e preparar
o trabalhador para os desafios profissionais que virão.
Revisão ortográfica: Rafael Alencar
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Detentas do CRF encenam espetáculo teatral baseado em obra de Eneida de Moraes
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 24/10/2012 às 11:47
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 24/10/2012 às 11:47
A noite desta terça-feira, (23), foi muito especial para 17 internas do Centro de Reeducação Feminino (CRF). Diante de uma plateia que lotou o Teatro Universitário Cláudio Barradas, elas atuaram como protagonistas do espetáculo teatral “Somos Todas Eneida de Moraes”, baseado no conto “Companheiras”, que retrata a experiência da escritora paraense no cárcere. A peça é resultado de uma parceria institucional entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio do projeto de Extensão Preamar Teatral, que tem por finalidade democratizar a linguagem teatral em locais de difícil acesso no Estado do Pará.
André Cunha, Superintendente da Susipe, falou dos benefícios da arte junto à população carcerária: “Muito mais do que uma apresentação teatral, a participação das internas em um projeto como esse representa uma ressignificação de conduta e uma reafirmação da capacidade de mostrar que mesmo em uma convivência a princípio de angústia e sofrimento, é possível transformar a sua realidade em algo melhor”.
Para a coordenadora do projeto Preamar Teatral, Inês Ribeiro, “o teatro trabalha no ser humano aspectos como a ética e o emocional. Através das artes, as internas podem perceber que podem ser reinseridas na sociedade escolhendo outros caminhos diferentes do crime”, reflete. As internas também reconhecem a importância do contato com a arte. Cristina Ferreira, que além de atuar na peça também participa de outras atividades artísticas no CRF, como aulas de violão e coral, declara: “A arte, assim como a fé e a educação, faz transportar os nossos pensamentos para algo que possa transformar a nossa vida e ampliar os nossos horizontes, por meio dessas oportunidades, eu pude descobrir que tenho dons”.
A dramaturgia do espetáculo foi construída através da junção da obra de Eneida de Moraes com os relatos das experiências pessoais da internas participantes da peça. Intercalando situações de drama, humor e música, o espetáculo apresentou temas recorrentes à vida das mulheres no cárcere, como a saudade de um amor, a busca por uma restauração de vida e lembranças de momentos felizes.
Todo esse processo de construção colaborativo foi intermediado pelo arte-educador da UFPA, Melck Sedeck Gaya Sá, que desde o mês de agosto desenvolveu diversas atividades junto às internas, como oficinas de iniciação teatral, expressão corporal, produção textual e rodas de leitura. Para Melck, que também dirigiu o espetáculo, a experiência vai além da arte: “Foi muito gratificante trabalhar com elas, pois não as vi como criminosas, mas sim como pessoas que tinham potencial para mudança. Nosso maior objetivo não é formar grandes atrizes, mas sim provocar a restauração de projetos de vida através do teatro”, conclui.
Ao final do espetáculo, as internas foram aplaudidas de pé pelo público e receberam os abraços dos familiares presentes na plateia. A interna Brena Martins cantou a música de encerramento da peça e se emocionou durante o momento do encontro com os familiares. Para ela o espetáculo foi uma oportunidade de mostrar um pouco da vida no cárcere: “Com a peça nós pudemos mostrar que as pessoas que estão presas também são seres humanos, que possuem alegrias e dores”.
Texto:
Nara Pessoa - Susipe
Fone: (91) 3239-4230 / (91) 8896-5319 / 8140-6282
Email: acssusipe@gmail.com / acs@webmail.susipe.pa.gov.br
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Superintendência do Sistema Penitenciário
Rua, Santo Antonio Sn.
Fone: (91) 3239-4201 / 4202 / 4210
Site: www.susipe.pa.gov.br Email: gabinete@webmail.susipe.pa.gov.br
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
HOMENAGEM DO MEU IRMÃO LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO DE MENDONÇA AO CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ EM BELÉM DO PARÁ
Círio
festa do povo Paraense, Maranhense, Amazonense, Amapaense, Pernambucano,
Catarinense, festa do povo Brasileiro, além vou, do povo de nosso planeta, fico a imaginar a quantidade de
pessoas que estão acompanhando pela internet o CÍRIO DE NAZARÉ. Vejo pela
televisão, internet, uma quantidade imensa de pessoas se deslocando pelas ruas
de Belém do Pará, feito um imenso rio, as vezes subindo , as vezes descendo as
ruas dessa cidade no norte de nosso Brasil, tentando chegar o mais próximos da
imagem de Nazaré, a cidade torna-se um verdadeiro labirinto, suas ruas cheias
de promesseiros.
Incrível
observar as pessoas ao se deslocarem pelas ruas, as imagens feitas de cima por
aeronaves aparecem pequenos seres se deslocando freneticamente, quando temos as
imagens feitas do solo vimos pessoas sofridas, pedindo um socorro, cansadas,
cheias de esperança, esperança na mudança, esperança de saúde, paz, segurança.
Vejo
pessoas carregando seus pedidos em suas cabeças, mãos ou até mesmo acompanhando
de joelhos, pedidos feitos e sendo objetos de demonstração de fé ao levarem até
a Basílica ou deixando no carros dos milagres.
Não
sou um católico praticante, porém, admiro a grandiosidade das pessoas que tem
fé e a corresponde de uma forma as vezes dolorosa. Vendo essa grande manifestação
de fé do povo, lembro com uma incrível saudade, as vezes dolorosa de nosso PAI
FRANCISCO XAVIER LAGES DE MENDONÇA e nossa MÃE ANTÔNIA ARAÚJO DE MENDONÇA, hoje
falecidos, CATÓLICOS FERVOROSOS, PRATICANTES, frequentadores assíduos dos
cultos dominicais quando em vida, lembro de outros ente queridos que já
partiram, SAUDADES.
Acho
que estou indo além de minhas possibilidades, vou terminar desejando
simplesmente a minha esposa Flávia
Mendonça, filhos Luiz Flávio
e Luiz Antônio Jr., aos meus
irmãos MADALENA, FRANCISCO, RAIMUNDA NONATA, FRAN, LÚCIA, ARMANDO, ANA CLARA, SANDRA,
PAULO, aos cunhados (as), sobrinhas (os), primas (os), tias (os) e todos que
estão a ler essa escrita feita simplesmente para desejar a todos um FELIZ CÍRIO com seus
familiares, pensando sempre em permanecer bem com MUITA SAÚDE E PAZ.
Forte
abraço do esposo, irmão, amigo.
Luiz
Antônio Araújo de Mendonça
“Busquem fazer de homens, amigos; de amigos, confidentes;
de confidentes,
irmãos; de irmãos, seus melhores amigos.”
Álbum de fotos do Círio 2012
http://glo.bo/TjndXm
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Emoção marca a segunda noite
07/10/2012
Para o cantor Almirzinho Gabriel, o show deste sábado foi mais tranquilo para os artistas. Passada a tensão típica de noite de estreia, todos estavam mais soltos no palco . “O segundo dia é sempre mais relax. Mesmo com tanto ensaio, a gente sempre fica tenso no primeiro dia de show, e olha que só aqui em Sampa foram cinco dias de ensaio direto, sem contar os que fizemos para os shows em Belém”.
O Terruá Pará, além de ser uma vitrine para os artistas regionais é também a oportunidade de integrar os trabalhos de diversos músicos. "O tempo que o elenco passa junto para montagem do espetáculo auxilia na formação de novas parcerias", defende Almirzinho, que já programou o lançamento de duas músicas em parceria com a Gang do Eletro e com o músico Félix Robatto.
“Participar do Terruá Pará é como fazer parte de uma grande família. Esse sentimento transborda pra fora desse show e a mistura continua em outros trabalhos. Isso é o grande barato desse projeto, que se ramifica no trabalho de todos os participantes. A gente reencontra amigos, parceiros antigos e firma novas parcerias. Vida longa ao Terruá Pará!”, saudou.
A emoção foi, sem dúvida, o que uniu artistas e público na noite deste sábado. Levados a um passeio pela memória afetiva, paraenses que estão longe de casa há muitos anos, mas que conservam na alma a raiz da cultura de sua terra-natal, puderam matar as saudades. “Estou tremendo de emoção, como a jamburana da música da Dona Onete. Eu já conhecia o trabalho de vários artistas que tocaram essa noite, mas juntar todo mundo em um único show é realmente maravilhoso, e uma prova cardíaca pra qualquer um. Esse projeto é uma iniciativa incrível. Foi feito com tanta competência que me deixou roxo de orgulho de ser paraense”, afirmou o estilista Lino Villaventura.
A top model Caroline Ribeiro concorda com Lino Villaventura. Para ela o show desperta grandes recordações e consegue mostrar a cultura do estado como um todo. “O Pará é uma mistura de cores, músicas e cheiros. Esse show é tão forte, tão penetrante, que consegui sentir o cheiro da cidade, o cheiro da minha cidade. Foi realmente um grande espetáculo”, comentou
A iniciativa do Governo do Estado, via Cultura Rede de Comunicação e Secretaria de Estado de Comunicação, em promover a cultura paraense por meio do Terruá Pará também conta com a aprovação da jornalista Rose Silveira, que acredita na importância da difusão da cultura paraense como forma de manutenção da história do Estado. “Tornar público o que é público também é uma responsabilidade do governo. As coisas produzidas em nosso Estado precisam e merecem ser apresentadas em outros mercados. Assisti todas as edições do Terruá aqui em São Paulo e é sempre bom constatar que a música ativa na nossa memória as melhores recordações e que nosso corpo responde à todo esse estímulo”, ressalta.
O paulista Fábio Andrade já conhecia alguns dos artistas paraenses presentes no Terruá. Assim que soube do show, reuniu os amigos e foi para o Ibirapuera. As poltronas ocupadas pelo grupo ficaram vazias logo nos primeiros quinze minutos de shows, pois eles preferiram assistir de pé as apresentações. “Não dá pra ficar sentado nesse show. A música é contagiante e a gente fica tentando aprender a dançar, a fazer parte dessa cultura que é nova pra gente. Estou muito feliz de ter vindo, adorei o carimbó, e vou voltar amanhã para assistir tudo de novo”, prometeu.
Após o encerramento do show, o público ainda foi presenteado com uma roda de carimbó, organizada do lado de fora do auditório Ibirapuera. O público também pode conferir as exposições da fotógrafa Walda Marques e do artista plástico Júnior Lopes, com imagens dos artistas do Terruá, montadas no hall do auditório, e adquirir os CDs e DVDs do projeto e dos artistas que se apresentaram no evento.
A antropóloga Karla Valentin e o diplomata Thienny Valentin, compraram o box completo do Terruá Pará para apresentar a cultura paraense aos amigos da França, país onde residem. “Pra mim é um orgulho enorme apresentar a cultura do nosso Estado aos meus amigos franceses, sinto como se estivesse levando um pedaço do Pará pra casa. O legal desse produto é que a gente leva o show na mala e pode relembrar a emoção de tudo o que vivemos na noite de hoje”, explicou Karla.
Cyz Zamorano, produtora musical do Terruá Pará, comemorou o sucesso do show e disse que a decisão de misturar um pouco das duas primeiras edições em uma edição especial foi bastante acertada e já planeja o próximo espetáculo, no ano que vem. “Queremos homenagear o maestro Waldemar Henrique e abrir um espaço pra música erudita, que é muito bem produzida no Pará. Acho que o Estado está começando a se projetar no cenário nacional e a presença maciça do público no Ibirapuera mostra que o povo quer saber mais dessa sonoridade, e se o povo quer isso, nós daremos muito mais pra eles”, afirmou.
O Terruá Pará, além de ser uma vitrine para os artistas regionais é também a oportunidade de integrar os trabalhos de diversos músicos. "O tempo que o elenco passa junto para montagem do espetáculo auxilia na formação de novas parcerias", defende Almirzinho, que já programou o lançamento de duas músicas em parceria com a Gang do Eletro e com o músico Félix Robatto.
“Participar do Terruá Pará é como fazer parte de uma grande família. Esse sentimento transborda pra fora desse show e a mistura continua em outros trabalhos. Isso é o grande barato desse projeto, que se ramifica no trabalho de todos os participantes. A gente reencontra amigos, parceiros antigos e firma novas parcerias. Vida longa ao Terruá Pará!”, saudou.
A emoção foi, sem dúvida, o que uniu artistas e público na noite deste sábado. Levados a um passeio pela memória afetiva, paraenses que estão longe de casa há muitos anos, mas que conservam na alma a raiz da cultura de sua terra-natal, puderam matar as saudades. “Estou tremendo de emoção, como a jamburana da música da Dona Onete. Eu já conhecia o trabalho de vários artistas que tocaram essa noite, mas juntar todo mundo em um único show é realmente maravilhoso, e uma prova cardíaca pra qualquer um. Esse projeto é uma iniciativa incrível. Foi feito com tanta competência que me deixou roxo de orgulho de ser paraense”, afirmou o estilista Lino Villaventura.
A top model Caroline Ribeiro concorda com Lino Villaventura. Para ela o show desperta grandes recordações e consegue mostrar a cultura do estado como um todo. “O Pará é uma mistura de cores, músicas e cheiros. Esse show é tão forte, tão penetrante, que consegui sentir o cheiro da cidade, o cheiro da minha cidade. Foi realmente um grande espetáculo”, comentou
A iniciativa do Governo do Estado, via Cultura Rede de Comunicação e Secretaria de Estado de Comunicação, em promover a cultura paraense por meio do Terruá Pará também conta com a aprovação da jornalista Rose Silveira, que acredita na importância da difusão da cultura paraense como forma de manutenção da história do Estado. “Tornar público o que é público também é uma responsabilidade do governo. As coisas produzidas em nosso Estado precisam e merecem ser apresentadas em outros mercados. Assisti todas as edições do Terruá aqui em São Paulo e é sempre bom constatar que a música ativa na nossa memória as melhores recordações e que nosso corpo responde à todo esse estímulo”, ressalta.
O paulista Fábio Andrade já conhecia alguns dos artistas paraenses presentes no Terruá. Assim que soube do show, reuniu os amigos e foi para o Ibirapuera. As poltronas ocupadas pelo grupo ficaram vazias logo nos primeiros quinze minutos de shows, pois eles preferiram assistir de pé as apresentações. “Não dá pra ficar sentado nesse show. A música é contagiante e a gente fica tentando aprender a dançar, a fazer parte dessa cultura que é nova pra gente. Estou muito feliz de ter vindo, adorei o carimbó, e vou voltar amanhã para assistir tudo de novo”, prometeu.
Após o encerramento do show, o público ainda foi presenteado com uma roda de carimbó, organizada do lado de fora do auditório Ibirapuera. O público também pode conferir as exposições da fotógrafa Walda Marques e do artista plástico Júnior Lopes, com imagens dos artistas do Terruá, montadas no hall do auditório, e adquirir os CDs e DVDs do projeto e dos artistas que se apresentaram no evento.
A antropóloga Karla Valentin e o diplomata Thienny Valentin, compraram o box completo do Terruá Pará para apresentar a cultura paraense aos amigos da França, país onde residem. “Pra mim é um orgulho enorme apresentar a cultura do nosso Estado aos meus amigos franceses, sinto como se estivesse levando um pedaço do Pará pra casa. O legal desse produto é que a gente leva o show na mala e pode relembrar a emoção de tudo o que vivemos na noite de hoje”, explicou Karla.
Cyz Zamorano, produtora musical do Terruá Pará, comemorou o sucesso do show e disse que a decisão de misturar um pouco das duas primeiras edições em uma edição especial foi bastante acertada e já planeja o próximo espetáculo, no ano que vem. “Queremos homenagear o maestro Waldemar Henrique e abrir um espaço pra música erudita, que é muito bem produzida no Pará. Acho que o Estado está começando a se projetar no cenário nacional e a presença maciça do público no Ibirapuera mostra que o povo quer saber mais dessa sonoridade, e se o povo quer isso, nós daremos muito mais pra eles”, afirmou.
Fonte: Agência Pará
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
DEBATE: ELIENE FOI BEM, VALMIR NÃO FOI RUM E DEUZIM FOI ENGRAÇADO
O grande debate aguardado ontem em
Itaituba, agitou a city, realizado pela emissora Tapajoará Canal 07 -
SBT, os candidatos estavam mais preparados e a organização foi boa,
pecou no horário. Veja o desempenho dos candidatos:
Eliene Nunes (PSD), estava mais
preparada em relação ao primeiro debate, segura, e soube usar baste
recurso audiovisual, para endossar suas afirmações, foi menos emotiva e
mais sagaz em suas respostas. Ao todo foi bem.
Valmir Climaco (PMDB), Menos
nervoso, comparado com o debate passado, foi enfático na comparação dos 2
anos de seus governo com o passado, um pouco repetitivo no seu
discurso, ao todo não foi ruim. Poderia ter sido melhor.
Deuzim (PRB), Mesmo tendo dado um
show de humor no primeiro debate, pareceu mais preparado, no entanto se
atrapalhou em algumas perguntas. No final foi engraçado.
A organização, a cobertura foi boa, a
emissora Tapajoará se preparou bem, o apresentador dominou o debate, o
nível foi melhor, só o horário que foi ingrato, começou e terminou
tarde, fato ruim. No mais a emissora está de parabéns. Entra na
construção da história de Itaituba. Os próximos políticos vão pensar
duas vezes em lançar suas candidaturas, pois vão ficar sabendo que agora
vão ter que estudar e conhecer a cidade e planos de governo para poderem
debater.
http://fatoitb.blogspot.com.br/
sábado, 29 de setembro de 2012
Um país de sabores
Sete chefs ensinam pratos regionais com os ingredientes preferidos dos brasileiros
MARGARIDA TELLES

O brasileiro assimilou alimentos da gastronomia global sem abrir mão de pratos da culinária local. Embora goste de sushi ou hambúrguer, não abre mão de sabores tradicionais e das lembranças afetivas que eles trazem. Pequi, mandioca, jenipapo e bacuri são bases para pratos caseiros e de restaurantes sofisticados.
Convidamos sete dos melhores chefs do país para criar um cardápio de três refeições da cozinha típica de sua região, com arroz, feijão e café, os três alimentos mais consumidos no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado você confere a seguir. As receitas do cardápio completo – e os vídeos em que os chefs ensinam a prepará-las – estão em epoca.com.br e na versão da revista para tablet.
Homenagem a um dos chefs que é Paraense
Cuscuz de farinha-d’água, feijão-caupi, camarões secos e frescos

Foto: Arlen Keuffer/ÉPOCA
Ingredientes
• 400 g farinha-d’água
• 1 xícara (100 g) de cebola roxa fatiada
• 2 ½ colheres de sopa (60 g) de pimentão vermelho picado
• ½ xícara de coentro picado
• ½ xícara de cebolinha
• Camarão seco
• 200 ml a 300 ml de leite de tigre
• 1 xícara (100 g) de feijão-caupi
• 8 unidades de camarão
• 1 xícara de chá de trigo
• 5 ovos
• 80 g de aviú seco
• 250 ml de caldo de peixe
• 100 g de aparas de peixe
• 1 litro de suco de limão
• 1 xícara (100 g) de salsão picado
• 2 colheres de sopa (50 g) de alho
• 1 ½ colher de sopa (40 g) de gengibre picado
• 1 xícara (120 g) de cebola picada
• 10 g de coentro picado
• 10 g de pimenta- dedo-de-moça picada
• sal a gosto
• 2 pimentas-de-cheiro
Preparo
Cuscuz Hidrate a farinha com o leite de tigre. Deixe descansar por 15 minutos. Ela deve ficar fofa. Cozinhe o feijão e retire o caldo. Junte o restante dos ingredientes.
Camarão empanado Passe os camarões no trigo, depois pelo ovo batido levemente e, por último, empane-os no aviú. Frite-os em imersão a 170 graus.
Molho leite de tigre Triture o coentro, a cebola, o alho, o salsão, a pimenta-dedo-de-moça e a pimenta-de-cheiro com o suco de limão. Misture ao caldo de peixe fervido com as aparas. Coe, tempere com sal e reserve.
• 1 xícara (100 g) de cebola roxa fatiada
• 2 ½ colheres de sopa (60 g) de pimentão vermelho picado
• ½ xícara de coentro picado
• ½ xícara de cebolinha
• Camarão seco
• 200 ml a 300 ml de leite de tigre
• 1 xícara (100 g) de feijão-caupi
• 8 unidades de camarão
• 1 xícara de chá de trigo
• 5 ovos
• 80 g de aviú seco
• 250 ml de caldo de peixe
• 100 g de aparas de peixe
• 1 litro de suco de limão
• 1 xícara (100 g) de salsão picado
• 2 colheres de sopa (50 g) de alho
• 1 ½ colher de sopa (40 g) de gengibre picado
• 1 xícara (120 g) de cebola picada
• 10 g de coentro picado
• 10 g de pimenta- dedo-de-moça picada
• sal a gosto
• 2 pimentas-de-cheiro
Preparo
Cuscuz Hidrate a farinha com o leite de tigre. Deixe descansar por 15 minutos. Ela deve ficar fofa. Cozinhe o feijão e retire o caldo. Junte o restante dos ingredientes.
Camarão empanado Passe os camarões no trigo, depois pelo ovo batido levemente e, por último, empane-os no aviú. Frite-os em imersão a 170 graus.
Molho leite de tigre Triture o coentro, a cebola, o alho, o salsão, a pimenta-dedo-de-moça e a pimenta-de-cheiro com o suco de limão. Misture ao caldo de peixe fervido com as aparas. Coe, tempere com sal e reserve.
Montagem Monte num prato com o cuscuz no fundo e os camarões fritos por cima. Adicione o molho.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
A Justiça e sua Clava Forte; Dr. Antônio José dos Santos.
A frente da Comarca
de Novo Progresso, o excelentíssimo Sr. Dr. Juiz de Direito Antonio Jose dos
Santos tem dado exemplo de seriedade, serenidade e alta conduta na distribuição
da Justiça na Comarca de Novo Progresso.
Suas ações são
de total equilíbrio e imparcialidade, o que proporciona a tão sonhada Segurança
Jurídica ao povo de Novo Progresso.
www.povosdaamazonia.com.br
Suas ações são
de total equilíbrio e imparcialidade, o que proporciona a tão sonhada Segurança
Jurídica ao povo de Novo Progresso.
A conduta do
Magistrado tem enaltecido a Comarca além fronteiras e assegurado a
tranqüilidade das ações perante a sociedade local, em sua postura o único foco
é o cumprimento da lei.
A confiança da
população no magistrado é provavelmente a mais alta de todos os tempos da
comarca, devido ao comportamento ético na sociedade e atuante na sua
jurisdição.
Sem badalações
e focado unicamente no trabalho, o Magistrado tem adquirido o respeito e a
admiração da grande maioria da população da região.
Ana Lídia Oliveira
Ana Lídia Oliveira
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Artesãos paraenses são convidados a participar de evento em Dubai
13/08/2012
Artesãos paraenses que participaram da I Feira Estadual do Artesanato Paraense, ocorrida de 4 a 12 de agosto no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, foram convidados a participar da “Al Warqua'A”, feira que acontece na cidade de Dubai, a maior e mais moderna cidade dos Emirados Árabes Unidos. Na tarde do último sábado (11), o empresário marroquino Hassan Bassan, um dos organizadores do evento - que é promovido pelo governo daquele País - percorreu os estandes para conhecer a produção local e identificar as peças com potencial de comercialização.
Ele se encantou com as peças em cerâmica marajoara produzidas pelo artesão Levy Cardoso. As biojóias produzidas em gema vegetal pelo Instituto de Gemas e Jóias da Amazônia (Igama), do Espaço São José Liberto; a produção de panelas de barro e o artesanato feito a partir de cachos de açaí pelos quilombolas de Moju, no Baixo Tocantins, foram igualmente bem cotados.Segundo Bassan, a Feira em Dubai terá início no próximo dia 21 de outubro e vai até 30 de março de 2013, com duração de 161 dias e a participação de artesãos do mundo inteiro, divididos em 900 estandes. Do Brasil, cerca de 40 profissionais estão sendo convidados a expor seus produtos no evento, sendo apenas sete do Pará. “Al Warqua‘ A” apresenta criações exclusivas e a preferência é para peças grandes que possam ser comercializadas com empresas hoteleiras. O paraense Levy Cardoso destaca que essa é uma oportunidade única e que o convite é fruto do aprimoramento pelo qual o seu trabalho artesanal vem passando. “Temos investido muito em qualidade e os resultados já estão chegando”, lembrou o artesão, que já tem negócios feitos com uma empresa espanhola para a produção de embalagens de azeite de oliva.
Segundo Nádia Charchar, assistente social da Secretaria de Trabalho Emprego e Renda, divulgar a produção artesanal da região em nível nacional e internacional é um dos principais objetivos da Feira Estadual. “Além das riquezas naturais o Pará tem uma diversidade cultural muito grande, mas o artesão precisa ter capacidade produtiva, e é nesse ponto que o apoio da Seter se torna imprescindível. Por isso o Governo do Estado criou um programa especialmente voltado ao fomento dessa atividade”, ressaltou.
A programação da Feira Estadual do Artesanato Paraense aconteceu em paralelo à 26ª edição da Feira do Artesanato Mundial (FAM), promovida pela Charp Eventos, e foi encerrada neste domingo, 12.
Fonte: Agência Pará
domingo, 12 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Queremos a reforma do prédio da antiga Prefeitura Municipal de Itaituba - Pará
Este patrimônio lembra uma parte da história de Itaituba.
Nele tivemos, a visita de uma caravana de estudantes enviada pela Rainha
Elisabeth II no auge da borracha, as sessões dos Júris Populares com o brilhantismo
dos juízes Dr. Conceição, Dr. Nelson Amorim, Dra. Maria Isabel Benone Sabbá, Juiz
Pretor Dr. Ivan da Rocha Boto, os adjuntos de promotores Fran Mendonça, João Baima
e Altamiro Raimundo da Silva(depois nomeado Promotor da Comarca), e com o defensor
público Bernardo Melo. Neste mesmo prédio funcionou a primeira cadeia pública
de Itaituba e numa sala anexa, a agência da VASP e etc.. Outros fatos
importantes da história de Itaituba também tiveram como cenário este prédio.
Para nós que amamos Itaituba, é de cortar o coração vivenciar
a dilapidação deste patrimônio municipal pelo tempo e pela falta de
sensibilidade dos nossos gestores municipais.
Prefeito dê uma trégua, dispense uma especial atenção a esse
monumento histórico que está para entrar em ruínas.
domingo, 5 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
De olho no mensalão do PT - 30/07
30/ 07/ 2012 as 4:56 pm
Mensalão: o maior escândalo de corrupção já registrado no Brasil
Mensalão: o maior e mais ousado escândalo de corrupção já registrado no Brasil
Nunca antes na história do Brasil – como costumava repetir à exaustão o ex-presidente Lula – havia se registrado um esquema de corrupção como o montado pelo governo do PT.
Desvendado em 2005 pela CPMI dos Correios, o esquema comandado _ segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel _ pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, garantia pagamentos mensais a parlamentares da base aliada para apoiar o governo petista no Congresso Nacional.
A investigação parlamentar, referendada depois pelo Ministério Público Federal, identificou pelo menos 38 envolvidos no esquema do mensalão, que, agora, serão submetidos a julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
Embora tenha pedido desculpas à Nação pelo escândalo do Mensalão e reconhecido que seu partido precisaria cortar na própria carne, o ex-presidente Lula e outros petistas vêm agora tentando mudar a história que eles próprios protagonizaram, alegando que tudo não passou de uma “farsa” da imprensa e da oposição para derrubá-los do poder.
Mesmo tendo se passado sete anos, os brasileiros não esquecem e esperam o fim da impunidade para esse grupo, que responde, dentre outros, pelos seguintes crimes: corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha.
Só a punição exemplar dos mensaleiros inibirá novos escândalos de corrupção como este no país.
Mensalão nunca mais! Justiça Já!
Acompanhe conosco, a partir do próximo dia 2, o julgamento do século no STF, aqui no site do PSDB.
http://www.psdb.org.br/mensalao-o-maior-e-mais-ousado-escandalo-de-corrupcao-ja-registrado-no-brasil/
http://www.psdb.org.br/mensalao-o-maior-e-mais-ousado-escandalo-de-corrupcao-ja-registrado-no-brasil/
domingo, 17 de junho de 2012
Projeto Tocantinzinho prevê lavra e beneficiamento de ouro em Itaituba
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 11/06/2012 às 17:38
A Secretaria de Estado de Meio
Ambiente (Sema) promove quinta-feira (14), às 10 horas, audiência pública na
Câmara Municipal de Itaituba, no sudoeste do Pará, para informar a comunidade
sobre o projeto Tocantinzinho, que pretende usar tecnologia industrial para
lavra e beneficiamento de ouro e debater o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
apresentado pela empresa Brazauro Recursos Minerais, dona do empreendimento.
O resultado da audiência vai
subsidiar o parecer técnico da Sema para a concessão ou veto da licença prévia
solicitada para a obra. Segundo o EIA/ Rima em análise, o projeto Tocantinzinho
é uma mina a céu aberto localizada na província mineral do Tapajós, a 200
quilômetros da cidade de Itaituba, que ficará em uma área antes ocupada por
garimpeiros artesanais.
Com reservas estimadas de 60
toneladas de ouro e vida útil em torno de onze anos de operação, o produto
final beneficiado será ouro em barras e a empresa diz ter capacidade de
produção de 4,9 toneladas ao ano, com 94% de pureza.
As emissões, os impactos ambientais
previstos nas áreas de influência vindos da implantação e operação do
empreendimento e os programas e projetos de controle ambiental necessários à
contenção dos prováveis impactos negativos aos meios físico, biótico e
socioeconômico são informações que permitem aos técnicos da Sema definirem a
liberação ou não do licenciamento ambiental.
O projeto Tocantinzinho prevê, entre
outras interferências no meio ambiente, a construção de uma linha de
transmissão de energia, para o funcionamento da mina, a partir do município de
Novo Progresso. A logística do processo industrial também vai usar barragem de
rejeitos, pista de pouso e outras obras necessárias de supressão vegetal,
terraplanagem e abertura e construção de estradas para viabilizar a lavra e o
beneficiamento do ouro.
Os empreendedores defendem que o
incremento da participação no mercado internacional do ouro vai gerar divisas
ao Brasil, além de emprego e renda, substituindo o atual garimpo precário sem
controle ambiental por uma extração mineral técnica com cuidados ambientais.
Texto:
Káthia Oliveira - Sema
Fone: (91) 3184-3332 / (91) 8119-0088
Email: ascom@sema.pa.gov.br
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 11/06/2012 às 17:38
Atualizado em 11/06/2012 às 17:38
Káthia Oliveira - Sema
Fone: (91) 3184-3332 / (91) 8119-0088
Email: ascom@sema.pa.gov.br
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Paulo Coelho nunca foi amigo do meu pai, diz filha de Raul Seixas
AMON BORGES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ale Manzano/Divulgação

Vivi Seixas tinha oito anos quando seu pai, Raul Seixas, morreu vítima do consumo excessivo de álcool em agosto de 1989.
"Tenho lembranças lindas dele me ensinando sobre Elvis Presley e tocando para eu cantar", conta em entrevista ao "Guia".
Sobre Paulo Coelho, a filha caçula do "maluco beleza" diz que, "diferentemente do que as pessoas pensam, ele nunca foi amigo do meu pai, e, sim, parceiro musical" (leia abaixo a entrevista).
Filha caçula do cantor Raul Seixas, Vivi Seixas (foto)
segue os passos do pai na música, mas atua como DJ de house music
Prestes a completar 31 anos, Vivi é uma das mais de 50 personagens que deram seus depoimentos para compor o documentário "Raul, O Início, O Fim e o Meio", dirigido por Walter Carvalho.
"O filme é bom, porém, assim como meu pai, tem defeitos. A decadência e a morte dele ganharam um tom pesado e que resvala no 'pieguismo'", diz a atual DJ, que segue os passos do pai na música, influenciada pela forma com que ele mesclava vários estilos.
"Gosto de misturar as vertentes da house music, sem ficar presa em uma só. Preparei um set com algumas músicas como 'Mosca na Sopa', 'Carimbador Maluco' e 'Rock das Aranhas'. Todas com uma pegada mais moderna".
Além de Vivi e das outras duas filhas de Raul, amigos e parceiros --como Caetano Veloso, Marcelo Nova, Tom Zé e Paulo Coelho-- e quatro grandes companheiras também participam do filme, com declarações que ajudam a apresentar uma imagem da lenda do rock nacional.
Informe-se sobre o filmeABAIXO, LEIA O BATE-PAPO COM VIVI SEIXAS:
Lenda do rock Raul Seixas e sua filha caçula Vivi Seixas (foto), que adorava a barba do pai quando criança
Guia Folha - Qual sua avaliação sobre o documentário?
Vivi Seixas - O filme é bom, porém, assim como meu pai, tem defeitos. Com mais de duas horas de duração, o documentário ficou excessivamente longo. A decadência e morte dele ganharam um tom pesado e que resvala no "pieguismo" --o diretor leva a empregada Dalva a revisitar o apartamento onde ele faleceu. Na verdade, ele priorizou diversas cenas com esse caráter mais subjetivo, como a dança de Elvis Presley feita por um amigo de infância de Raul ou quando vemos, por exemplo, o ator Daniel de Oliveira revelando que seu filho se chama Raul, ou até quando o jornalista Pedro Bial canta uma das músicas do ídolo.
Abordou fielmente a vida do seu pai?
A obra de Raul é maior do que caberia em apenas um filme. Há mais a ser falado, mostrado... Principalmente, em relação à criação musical.
Qual a parte que mais te emociona ou te marca no filme?
A parte final me fez lembrar quando eu estive em São Paulo no apartamento da rua Frei Caneca, três meses antes da morte dele. Fomos juntos a uma padaria pela manhã, juntos, e chorei quando ele pediu um chope. Mesmo sem saber exatamente da sua doença, eu pressenti que alguma coisa estava muito errada.
Ainda tem contato com amigos e parceiros de seu pai, como Paulo Coelho?
Paulo Coelho, diferentemente do que as pessoas pensam, nunca foi amigo do meu pai, e, sim, parceiro musical. Como o próprio Paulo já declarou, eram "inimigos íntimos". Mantenho contato, sim, com os amigos Rick Ferreira, Claudio Roberto, Sylvio Passos e Marcelo Nova.
Qual a música de seu pai que você mais gosta?
"Ângela" e "Lua Cheia": duas músicas que ele compôs pra Kika, minha mãe. Ela foi realmente a grande paixão do meu pai e a única que trabalhou sua obra durante todos esses anos. Pena que ela não suportou as crises de alcoolismo dele. Eu tinha 5 anos, e ele ficava constantemente internado.
O Raul tem essa fama de doido, maluco beleza. Mas como ele era em casa? Como era seu relacionamento com ele?
Diferente da fama era uma pessoa extremamente educada, caseira e amorosa. Tenho lembranças lindas dele me ensinando sobre Elvis Presley e tocando para eu cantar.
Quando ele morreu você era pequena. Como foi assimilar a perda?
Como para qualquer criança, foi difícil para mim, mas o que me ajudou muito --e a
juda até hoje-- é ter a voz dele para eu escutar quando quiser. Isso ameniza muito a saudade.
Em relação à sua profissão: como começou? Vai tocar em alguma casa em SP? Quais os planos?
Depois de muitos anos me questionando, em 2004, resolvi assumir o meu lado musical, completamente diferente do meu pai. A house music é a minha forma de expressão. Mas nenhuma festa marcada em São Paulo. Mas adoraria tocar no D- Edge [clube da zona oeste de São Paulo].
A música de seu pai influencia no seu trabalho de DJ?
Como homenagem a Raul, preparei um set com algumas músicas como "Mosca na Sopa", "Carimbador Maluco" e "Rock das Aranhas". Todas com uma pegada mais moderna. O que me influencia é a forma que meu pai tinha de misturar vários estilos. Do baião ao tango, do rap ao forró. Gosto de misturar as vertentes da house music, sem ficar presa em uma só.
Ouça o trabalho de Vivi Seixas e as versões "metamorfoseadas" no MySpace.
http://guia.folha.com.br/cinema/1070579-paulo-coelho-nunca-foi-amigo-do-meu-pai-diz-filha-de-raul-seixas.shtml
Melhores+musicas+Raul+Seixas
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